Meus Discos e Livros e Tudo o Mais!: Stephenie Meyer
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25 de julho de 2010

'A Hospedeira - Stephenie Meyer'








A Hospedeira
(The Host)
Stephenie Meyer







Esse é um livro controverso. Há quem ame, há quem não suporte e há quem sequer teve paciência para terminar de lê-lo. Eu estou no time dos que amam. Simples assim...

Conhecemos Stephenie Meyer com os livros da Saga Crepúsculo e, mesmo antes de virar 'modinha', me encantei pela narrativa cativante e pelo mundo criado por ela, com vampiros bons (e que brilham), lobisomens, o amor de uma humana por um vampiro, enfim.

Achei que ela não conseguiria se superar.

Pois bem. Então veio "A Hospedeira", e digo: ela se superou! Ela não só criou um mundo, ela criou todo um universo! E um universo tão bem detalhado e incrível! Pra mim é de longe o melhor livro dela, mais maduro, mais emocionante...

Segundo a própria Stephenie: “É um livro de ficção científica que não parece ficção científica – é sobre um triângulo amoroso com apenas dois corpos. O que mais gostei nesse livro foi de explorar o amor de ângulos tão diferentes. O amor pela comunidade, pelo próprio ‘eu’, pela família – o amor romântico e o amor platônico.”

Confesso que a premissa do livro me desanimou um pouco no começo. Lendo a sinopse não botei muita fé porque não sou lá muito fã de ficções científicas envolvendo alienígenas. Estava com um pé atrás, pois só o que eu sabia era que a história tratava de seres alienígenas que invadiram a Terra e fizeram dos humanos seus hospedeiros; os humanos invadidos perdiam a consciência, que era assumida pelo tal alienígena. Só dei uma chance mesmo por gostar dos outros livros da autora.

E não me arrependo!!! Eu já li há algum tempo, e mais de uma vez, pra terem idéia do quanto eu gostei. Fiquei absolutamente fascinada pela história. Por isso, podem criticar como quiserem mas digo e repito: Stephenie Meyer é genial!!!

A história começa um pouco confusa, porque não trata de algo sobre o qual temos uma idéia pré-concebida (como os vampiros). Conta a história dessa alienígena, que é implantada no corpo de uma humana, após passar por 8 outros hospedeiros, cada um de uma espécie e planeta diferentes. Mas, diferente dos outros, a hospedeira se recusa a abandonar seu corpo, se recusa a desaparecer. Melanie continua na mente de Wanda (Peg, na edição brasileira), a alienígena, mostrando a essa, aos poucos, como era sua vida, sua família, seu irmão Jamie e o seu grande amor, Jared. Inconscientemente, Wanda/Peg também se apaixona por Jared e sente um inexplicável carinho por Jamie, e vai atrás deles. A grande complicação é que como Melanie, Jared faz parte de um grupo de rebeldes que resiste à invasão alienígena, vivendo escondido do mundo, e sendo perseguido.

A partir daí acontece de tudo e a leitura nos prende de uma forma envolvente demais. Basta nos deixarmos levar... Normalmente sou durona, mas em várias partes a história me fez chorar... copiosamente...

O nome desse livro é Ian... Vai por mim. Me apaixonei completamente por ele. Quero um Ian pra mim. Um cara capaz de sentir e demonstrar uma forma tão pura de amor...

No fundo, o livro é sobre isso, o amor. Em todas as suas formas. Amor de mãe, de irmão, de amigo, de família, homem-mulher, amor próprio... incrivelmente, está tudo lá.

Eu sou até chata pelo tanto que recomendo esse livro. E sempre que sei que tem alguém lendo, imploro pra pessoa não desistir, não se assustar com o início confuso (que, lendo uma segunda vez, já não é tão confuso assim)

Um livro que entrou fácil na lista dos meus preferidos.



PS 1: Recentemente, foi lançada uma nova edição lá nos Estados Unidos, em que a Steph adicionou um capítulo extra, que estaria entre os capítulos 58 e 59, mostrando uma perspectiva diferente de determinada cena...

PS 2: A Hospedeira, assim como a Saga Crepúsculo, teve seus direitos comprados e terá versão cinematográfica. Só não se sabe quando.

PS 3: Está nos planos da titia Steph duas sequências para A Hospedeira, mas ainda sem qualquer previsão de quando ela sequer vai começar a escrever, já que ela está muito envolvida na produção dos filmes de Twilight...

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4 de julho de 2010

'A Breve Segunda Vida de Bree Tanner - Stephenie Meyer'









A Breve Segunda Vida de Bree Tanner
(The Short Second Life of Bree Tanner)
Stephenie Meyer






Estava passando por uma 'rehab' de vampiros. Não queria ler nada sobre estes seres por um bom tempo. Ultimamente fomos bombardeados de tal forma por tantas histórias que estava decidida a dar um tempo para me "purificar". Por isso, mesmo gostando da Saga Crepúsculo, e dentre os livros o meu preferido ser Eclipse, prometi que esperaria para ler esse spin-off, que conta a história da Bree.

Mas essa minha promessa só durou até a primeira vez que entrei numa livraria após o lançamento e vi a ampulheta com areia vermelha dessa linda capa. E exatamente por gostar da Saga Crepúsculo, não resisti. E aqui estamos.

Adorei essa inesperada idéia da Stephenie. Os fãs da série poderiam esperar uma continuação de Amanhecer ou o lançamento do inacabado Midnight Sun. Mas não. Titia Steph nos trouxe a história de uma personagem que precisávamos pensar duas vezes para lembrar quem era. Tacada de mestre. De quebra, nos mostrou um lado desconhecido da história, e nos introduz a personagens tão cativantes, como Diego, o estranho Fred e a própria Bree, essa vampirinha tão corajosa e esperta nos faz torcer por ela e até ter esperança, mesmo quando sabemos que é em vão. Nos faz até perdoar sua ânsia assassina.

Os três fazem parte do exército de vampiros recém-criados que Victoria usa para atacar o clã dos Cullen e matar Bella, vingando assim a morte de James. Um exército formado por vampiros descontrolados, focados unicamente em conseguir mais e mais sangue, sem importar as consequencias. Apenas os três que eu citei conseguiram deixar um pouco de lado (mas bem pouco) a sede e se questionar sobre o que estava acontecendo, e porque estava acontecendo.

Comecei a leitura com um mantra na cabeça: "Camila, não se apegue a esses personagens, você sabe o que acontece com todos os recém-criados. Não se apegue aos personagens!", mas foi impossível."

Como não me apegar à Bree, sua luta para entender tudo o que estava acontecendo, decidir em quem podia confiar e, principalmente, para sobreviver? E tudo isso estando a todo tempo sedenta por sangue. E o Diego? Assim como Bree, me encantei imediatamente por ele. Queria mais dele. Queria aprender o aperto de mão secreto e tudo o mais!

Foi bom ver a história por uma outra perspectiva, saber mais dos recém-criados e o tanto que eles foram enganados. A autora até brinca com algo que ela foi muito criticada: o motivo porque vampiros não podem sair durante o dia. Os dela brilham, enquanto na versão clássica eles normalmente são tostados pelo sol. rss

Claro que eu não resisti e li novamente as cenas da luta em Eclipse, e a indiferença que eu senti por aquela jovem recém-criada na primeira vez que li sumiu totalmente, dando lugar a uma compaixão e tristeza, porque por mais que eu leia, o final continua o mesmo...

Confesso que demorei mais que o normal para ler, apesar do livro ser pequeno, porque não queria chegar ao final. Queria que durasse mais. Também demorei um pouco para me acostumar à não separação por capítulos.

Os críticos de plantão podem falar o que for, mas a narrativa da Stephenie é cativante e nos envolve na história (mesmo quando não queremos). Por isso seus livros fazem tanto sucesso.

Já sabia como terminava, mas isso não me impediu de ficar triste. E assim como a Stephenie, queria que ela tivesse escrito Eclipse um pouquinho diferente... =(



PS: E os Volturi, hein?!


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