Meus Discos e Livros e Tudo o Mais!: Therese Fowler
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6 de agosto de 2010

Livros que me despertaram sentimentos controversos

Eu prefiro escrever sobre livros que gosto. Adoro compartilhar aquele sentimento bom de quando terminamos uma leitura que nos agrada. Claro que às vezes esbarro em livros que detesto. Normal. Quem lê muito passa por isso também.

Mas no meio disso, há aqueles livros que não temos certeza sobre o que sentimos em relação a eles. Já passaram por isso? Terminar de ler um livro e não ter certeza se gostou ou não?

Considero que um livro é extremamente bom quando não conseguimos ficar indiferentes. Quando nos envolvemos apaixonadamente pelo enredo, a ponto de nos sentirmos entre os personagens, olhando tudo de perto. Um livro é ruim quando não há espaço para nos envolvermos com a história, com os personagens, com o cenário.

Vou falar aqui de dois livros que, quando terminei de ler, num primeiro momento, não sabia o que achar.





Souvenir
(Souvenir)
Therese Fowler


Carson e Meg são adolescentes e apaixonados. Tendo crescido juntos, todos que os conheciam tinham como única certeza que eles nunca iriam se separar. Mas, aos 21 anos, Meg anuncia que se casará com outro homem. Carson fica arrasado e, atordoado, se dedica integralmente à música. Os anos se passam, Carson, com todo o empenho dedicado à carreira, se transforma em um grande astro. Meg é a dona de casa, mãe e esposa perfeita do homem que secretamente salvou sua família da ruína. Mas, mesmo após tanto tempo, o destino força um reencontro que reaviva as nunca esquecidas lembranças da juventude.

A premissa desse livro em nada te prepara para a intensidade dele.

Eu não estava preparada. Esperava algo completamente diferente. Algo muito mais grave que o simples conflito entre 'aquela que magoou' e 'aquele que teve seu coração partido' acontece. Esse livro tem uma das cenas mais tristes que já li. Nem posso falar muito sobre o que é, senão revelo minha profunda revolta com alguns acontecimentos. E mais, não queria que terminasse como terminou.

Sim, se tudo tivesse se resolvido de outra forma seria como tantos livros por aí, cairia na vala comum dos muitos romances existentes, mas pelo menos ao terminar de lê-lo eu não ficaria olhando para o livro com um sentimento de angústia que demorou a passar. O livro me arrancou muitas lágrimas, de raiva, de tristeza, mas principalmente de angústia.

Mas quem disse que eu conseguia largá-lo? O livro é excelente, apesar de ainda não ter me decidido se gostei dele ou não... rss






Onde Terminam os Arco Íris
(Where Rainbows End)
Cecelia Ahern


Rosie e Alex são amigos desde crianças. Do tipo melhores amigos para a vida toda. De crianças travessas a adolescentes rebeldes, a amizade deles era inabalável. Mas quando o pai de Alex aceita um trabalho em outro país, os dois se vêem obrigados a se separar. E esse é apenas um dos acontecimentos que afastam esses dois, tão ligados um ao outro, mais ligados do que eles mesmo admitem.

Acompanhamos a história dessa amizade, desse amor, desde o seu começo, através de bilhetes, cartas, e-mails, chats e postais trocados entre os personagens. O que dá um charme todo especial ao livro, mas também o torna mais pessoal. Quer algo mais pessoal que uma carta (bendita carta!), sincera, e que expõe os sentimentos mais profundos?

Fiquei angustiada com o tanto de desencontros que acontecem nesse livro! Não tem um final triste, mas me deixou pensando no quanto desperdiçamos oportunidades na vida. Me deprimiu saber que uma única conversa franca poderia solucionar tantos desencontros e mal entendidos. Fiquei abalada de verdade e só pensava no que poderia ter sido. Mas se fosse, o livro não passava das 10 primeiras páginas e seria um porre! rss



Enfim, são livros extremamente bons, em que eu me vi extremamente envolvida a ponto de chorar copiosamente, ficar abalada e manter uma angústia muito depois de terminar a leitura. Envolvida a ponto de achar que tinha o direito de querer outro desenvolvimento para as histórias, para que os personagens, tão queridos, tão íntimos, não sofressem tanto.
Mas, se assim fosse, eu sei, não consideraria os livros tão bons...



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