Meus Discos e Livros e Tudo o Mais!: Emily Giffin
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18 de novembro de 2011

Primeiras Linhas #8

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.



As "Primeiras linhas" da vez são de um livro que eu amo e que estou com vontade de reler desde que assisti o filme baseado nele, O Noivo da Minha Melhor Amiga, da Emily Giffin. Amo tanto que já li, reli, li mais uma vez, fiz resenha dele aqui no blog, escrevi sobre ele na minha coluna no Subtítulo e agora estou novamente falando dele por aqui! \o/





"Eu estava na 5ª série quando pensei pela primeira vez sobre fazer trinta anos. Um dia, eu e minha melhor amiga Darcy pegamos uma agenda e abrimos no final, onde havia um calendário perpétuo que permitia consultar qualquer data no futuro e, por meio de uma pequena tabela, determinar qual seria o dia da semana correspondente. Então localizamos nossos aniversários do ano seguinte, o meu em maio e o dela em setembro. O meu caía na quarta, uma noite de aula. O dela caía na sexta. Uma vitória pequena, mas típica. Darcy era sempre a mais sortuda. Sua pele se bronzeava mais rápido, seu cabelo era mais fácil de modelar e ela não precisava de aparelho nos dentes. Ela fazia passos de break como ninguém, assim como dava estrelas e cambalhotas para frente (eu nem mesmo sabia dar cambalhotas). Tinha a melhor coleção de adesivos. Mais bótons do Michael Jackson. Suéteres Forenza em turquesa, vermelho e pêssego (minha mãe não me deixava ter nenhuma — dizia que eram modismos e muito caras). Tinha também um jeans de cinqüenta dólares da Guess, com zíperes na lateral do tornozelo, além de dois furos em cada orelha e um irmão, o que era melhor do que ser filha única como eu.

Pelo menos eu era alguns meses mais velha e ela nunca poderia me alcançar. Foi aí que decidi checar meu trigésimo aniversário — num ano tão distante que soava como ficção científica. Caía num domingo, o que significava que meu marido boa-pinta e eu providenciaríamos uma babá responsável para os nossos dois (possivelmente três) filhos na noite de sábado, jantaríamos num sofisticado restaurante francês com guardanapos de pano e ficaríamos fora até depois da meia-noite, de forma que, tecnicamente, estaríamos celebrando na data real do meu aniversário. Eu teria acabado de ganhar uma grande causa, de provar a inocência de um homem da cidade. E meu marido faria um brinde em minha homenagem: "À Rachel, minha linda esposa, mãe dos meus filhos e a melhor advogada da cidade." Compartilhava minha fantasia com Darcy quando descobrimos que seu trigésimo aniversário caía numa terça-feira. Uma decepção para ela. Observei enquanto ela apertava os lábios processando a informação.

— Você sabe como é, Rachel, quem se importa com o dia da semana em que cai o aniversário de trinta anos? — ela disse, sacudindo os ombros macios e bronzeados. — Até lá nós já estaremos velhas. Os aniversários não importam quando a gente fica velha."


***

29 de setembro de 2010

'Baby Proof - Emily Giffin'







Baby Proof

Emily Giffin







Ao chegar aos 30 anos, Claudia estava quase conformada de que terminaria seus dias sozinha, decidindo então se dedicar exclusivamente a seu trabalho, editando os livros que tanto amava. Achava que ficaria solteira e sozinha para sempre por conta de uma decisão que ela tomou muito cedo na vida, e que acabava ameaçando todo relacionamento amoroso que ela teve, sendo um verdadeiro empecilho para o futuro de todas as suas relações amorosas: Claudia não queria ter filhos. Nunca. E no final das contas, ela descobriu, os homens queriam alguém que lhes desse filhos. Não que ela não gostasse de criança, ela amava os sobrinhos, mas simplesmente não queria ter filhos próprios. Gostava de ser a 'Tia Claudia'. Então ela conheceu o Ben. O bonito, gentil e engraçado Ben. Ele parecia até bom demais pra ser verdade, e o melhor, também não queria saber de filhos. Era tão firme quanto ela nisso. Mas não era a única coisa em que eles combinavam. Eles se encaixavam em absolutamente tudo. Não demorou muito para eles ficarem completamente apaixonados um pelo outro e decidirem se casar. A vida era perfeita. Isso até o dia em que, após dois anos de casamento, o mais próximo casal de amigos deles anuncia que vão ter um filho. Não seria nada demais não fosse o fato de que Ben muda de ideia em algo essencial. Ele agora quer ter um filho, um que seja, e joga todos os argumentos ‘pró-filhos’ em cima de Claudia, argumentos esses que ele mesmo a ajudava a rebater, o que a faz se sentir traída. E o casamento perfeito começa a desmoronar. Ambos estão irredutíveis, Claudia em sua eterna posição e Ben em seu novo desejo de ser pai. As coisas chegam ao ponto de, no meio de uma noite, Claudia juntar suas coisas e ir para a casa de sua amiga Jess, com quem morava antes de conhecer Ben. Novamente sozinha, ela só consegue pensar em uma coisa: ‘o amor verdadeiro não deveria suportar qualquer obstáculo?’ Ben não deveria escolher ficar com ela e manter o combinado de não terem filhos? Ou será que ela deveria ter um filho, mesmo não querendo um, só para manter seu marido?

A autora americana Emily Giffin escreveu ao todo 5 livros, mas, infelizmente, só dois deles foram publicados no Brasil – O Noivo da Minha Melhor Amiga (resenha aqui) e Ame o que é seu. Gosto muito dos livros da Emily, tanto pela narrativa leve, gostosa de ler, quanto pelos temas que eles abordam. Tratam sempre de relacionamentos e são temas tão... possíveis. Nada muito mirabolante. Apaixonar-se pelo noivo da amiga; encontrar um ex e ficar em dúvida sobre o atual; até que pondo se está disposto a abrir mão de suas vontades e o que você faria, ou não, por amor, que é o caso desse livro. Como são contados em primeira pessoa, você tem o sentimento de que se trata de alguma amiga lhe contando a história. E, como acontece quando ouvimos as histórias das nossas amigas, nós temos vontade de xingar, aconselhar a não fazer isso ou aquilo, dar um puxão de orelha, desacreditar que elas tiveram mesmo coragem de dizer tal coisa, sentimos vergonha alheia de algumas atitudes etc.

Em alguns momentos tive vontade de dar um puxão de orelha na Claudia, afinal, o Ben é tão fofo!! Mas gostei muito da Claudia também e em vários momentos morri de pena dela. Já li quase todos os livros escritos pela Emily (exceto o último lançamento) e digo que esse foi o primeiro em que não desenvolvi “birra” de nenhum dos personagens. No último livro que tinha lido dela, o Ame o que é seu, eu fiquei perigosamente perto de jogar o livro longe de tanto que a protagonista me irritou. Nesse não. Eu entendi o porque a Claudia fazia isso ou aquilo, nem sempre concordava, mas entendia os motivos dela. Tá bom, em um determinado ponto queria gritar pra ela não fazer o que ela estava a ponto de fazer, que seria uma besteira e que o..., enfim, ela fez de qualquer jeito e eu fiquei com vontade de gritar um grande I TOLD YOU SO quando aconteceu exatamente o que eu previ (é.. eu interajo com os personagens, não me julguem!).

Enquanto a protagonista analisa sua vida, suas escolhas, conhecemos um pouco mais sobre ela, e descobrimos o verdadeiro motivo pelo qual ela não quer ter filhos. Não o motivo que ela conta para todo mundo, mas o verdadeiro. Na verdade, descobrimos até mesmo antes dela mesma reconhecer. Nesse meio tempo conhecemos a complicada família da Claudia, seus pais divorciados, o novo marido de sua mãe, suas irmãs mais velhas, Maura, casada com o infiel Scott, com quem tem 3 filhos, e Daphne, casada com Tony, que tenta engravidar desesperadamente e não consegue. Para completar temos Jess, a melhor amiga de Claudia, praticamente uma irmã para ela, mas que é a pior pessoa no mundo para dar conselhos sobre relacionamentos já que ela mesma sempre se envolve com os tipos errados, e Michael, o melhor amigo que ela tem no trabalho. Claro, todos se metem na vida dela insistentemente.

Dentre os personagens secundários a minha favorita é a Zoe, a sobrinha de 6 anos da Claudia, filha da sua irmã Maura que, no alto de sua inocência, sempre faz as perguntas certas e mais profundas.

Outro ponto alto, ao menos para quem é apaixonado por livros, é o fato de a protagonista ser uma editora, então ela está sempre rodeada de manuscritos, querendo descobrir e lançar novos talentos literários, e é bem interessante ver a dinâmica por trás da publicação de um livro, da escolha do que será publicado ou não, mesmo que isso só tenha sido mostrado de passagem.

Apesar de o assunto sério, a história e bem leve e é muito divertido. Diversas vezes não consegui segurar as risadas. Mas também tem as partes emocionantes... fiquei tão angustiada em um momento que confesso que fui dar uma espiada no final do livro, não aguentei. Enfim, só lendo pra saber. Gostaria muito, muito mesmo, de ver esse livro no Brasil, assim como todos os livros da Emily!!!



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7 de julho de 2010

'O Noivo da Minha Melhor Amiga - Emily Giffin'









O Noivo da Minha Melhor Amiga
(Something Borrowed)
Emily Giffin









Estava faltando um chick-lit!!!

Como uma ávida leitora, que devora chick-lit, não poderia faltar esse gênero por aqui. Não sabia que livro escolher para resenhar, porque são muitas opções entre os muitos que li. Pensei em algum das rainhas do gênero, Marian Keyes e Sophie Kinsella, que eu adoro, mas achei que seria muito óbvio. Escolhi esse, “O Noivo da Minha Melhor Amiga”, entre tantos, pois ele ganhará uma versão cinematográfica no ano que vem. Mas já falo nisso. Primeiro o livro.

Foi lançado pela Editora Nova Fronteira em 2005, é o livro de estréia da americana Emily Giffin e conta a história de Rachel, Darcy e Dex. Rachel é nossa protagonista e narradora. Darcy sua melhor amiga desde a infância, e Dex, o noivo do título.

Rachel passou a vida fazendo tudo certinho. Tudo. Até que na noite em que comemorava seus 30 anos, numa festa surpresa preparada por sua amiga sempre perfeita e que tinha tudo Darcy, é assombrada pela constatação de que não tinha nada do que sonhou ter aos 30: marido, filhos, uma carreira de sucesso. Ao invés disso está sozinha e tem um emprego que odeia. Entre um acontecimento e outro e após alguns drinques a mais, ela acaba na cama com Dex.

A princípio ela fica arrependida, se sente culpada, achando que cometeu um grande erro e que o “Incidente” nunca mais poderia ser mencionado. Tudo começa a mudar quando Dex confessa que não estava tão bêbado assim e não se arrepende nem um pouco do que aconteceu... De repente, aquele cara lindo, que é seu amigo há anos, desde que fizeram a faculdade de Direito juntos, que você nunca imaginou que pudesse se interessar por você e que por isso você, inclusive, o apresentou à sua melhor amiga, te diz que não consegue parar de pensar em você... E agora?

Passei por um terrível dilema moral porque me vi torcendo pela Rachel, a amiga que trai, e desenvolvendo uma antipatia gigantesca pela Darcy, a vítima. Meu dilema só não foi maior que o da protagonista que, por um lado, se sente culpada por estar traindo a melhor amiga, mas por outro se vê completamente apaixonada por Dex. Ao mesmo tempo quer que Dex cancele o casamento, mas não quer que a amiga passe pela decepção de ser abandonada pelo noivo.

Conhecemos detalhes da amizade das duas e o tipo de amiga que Darcy sempre foi. Confesso que a implicância que tive com ela era na mesma proporção da minha torcida pela Rachel. E Dex nessa história toda? Como o livro é narrado pela Rachel, só temos certeza dos verdadeiros sentimentos dele no final... Por falar no final, esse tem mais reviravoltas do que a gente espera.

Gosto muito desse livro. Pra mim, é o melhor da autora. A história tem uma continuação, o livro “Something Blue”, e até agora não foi lançado no Brasil. Nesse, a narradora é a Darcy e, apesar do livro também ser bom, não gostei tanto, exatamente pela minha implicância com a protagonista.

A novidade é que os direitos dos dois livros foram comprados pela produtora da Hilary Swank, e o filme baseado no primeiro está sendo filmado e tem previsão de estréia para junho de 2011. No elenco estão Ginnifer Goodwin (Ele Não Estão Tão a Fim de Você; Big Love) como Rachel, Kate Hudson (Como Perder um Homem em 10 Dias; Noivas em Guerra) como Darcy, Colin Egglesfield (Melrose Place) como Dex, Steve Howey (Noivas em Guerra) como Marcus e John Krasinski (The Office) como Ethan.

Promete!!















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