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1 de maio de 2013

'Divergente - Veronica Roth'








Divergente 
(Divergent) 
Veronica Roth







 Beatrice é uma divergente. Ela vive em um mundo que, após sofrer com guerras e violência, decidiu que o mal da humanidade não eram as desavenças políticas, filosóficas ou religiosas, mas a própria personalidade das pessoas – falhas como agressividade, ignorância, duplicidade, egoísmo e covardia. Para combatê-los, a sociedade foi dividida em 5 facções: Amizade, Erudição, Franqueza, Abnegação e Audácia. Todos, ao chegar aos 16 anos, fazem um teste de aptidão para saber em qual facção melhor se encaixam, e depois tem a possibilidade de, em uma grande cerimônia, escolher a qual desejam pertencer e dedicar todo o resto de suas vidas. 

 Beatrice é de uma família de Abnegados, o grupo mais altruísta, que sempre pensa antes nos outros que em si mesmos. Só que ela não está completamente feliz na Abnegação, pois ela não se sente tão altruísta quanto seus pais e seu irmão. Para ela, ser altruísta não vem facilmente, como para eles, é um esforço constante. Além disso, ela tem uma eterna fascinação pelos Audaciosos, tão confiantes com suas tatuagens e roupas pretas... Chega o dia do teste e o que deveria ser simples de repente se torna confuso. No seu teste de aptidão não é possível determinar apenas uma facção ideal. Ela precisa tomar uma importante decisão, e ela agora tem mais possibilidades. O que a torna uma divergente. E divergentes são perigosos. 

 Divergente é o primeiro livro da trilogia de mesmo nome e o livro de estreia da americana Veronica Roth. Trata-se de uma distopia, narrada em primeira pessoa, mostrando um futuro em que a solução para todos os problemas está na divisão da sociedade em facções que exaltam qualidades e virtudes determinadas dos indivíduos, e mantém juntos aqueles com pensamentos semelhantes (apesar de limitados). Aqueles que não pertenciam a nenhuma facção eram marginalizados, delegados a uma vida de miséria e isolamento. Esse sistema de facções funcionava perfeitamente. Ou isso era o que eles achavam.

 Gostei demais desse livro, de toda a "mitologia" por trás da história, toda a construção das facções, cada uma com seus lemas, cores, símbolos, elementos e características dos membros. Sabe-se a que facção cada um pertence apenas pela postura e personalidade do indivíduo (e pelas roupas que ele veste, claro). Beatrice, a nossa protagonista, viveu toda a vida na Abnegação, então pouco conhece sobre a maioria dos costumes de outras facções, a não ser o que aprendeu na escola. Ela até gostaria de saber mais, mas a curiosidade é algo egoísta (logo, contra o que sua facção prega). Aprendemos junto com ela sobre as demais facções, a acompanhamos em sua decisão e a vemos descobrir quem ela é de verdade (além de duvidarmos, junto com ela, de quem é ou não amigo, em quem pode ou não confiar).

 Foi uma grata surpresa o quanto não há enrolação nos acontecimentos deste livro. Sendo uma trilogia, eu imaginei que o desenvolvimento da história seria um pouco mais lento, e que o grande ápice que ocorre neste livro aconteceria apenas em livros futuros. Como é bom estar enganada! Há um propósito para todos os fatos e personagens apresentados, e aquilo que ainda não teve resposta, acredito que ainda será respondido. Só fiquei chateada que, apesar de ter fugido deles, acabei pegando um spoiler involuntário que contava a identidade de um dos personagens, então a revelação dele, pra mim, não foi a surpresa que deveria ter sido...

 E enquanto a Beatrice estava divagando sobre sua escolha, sobre o que consistia cada uma das facções, também fiquei me perguntando, se fosse comigo, qual eu escolheria. A primeira que descartaria seria a Audácia, já que eu sou muito medrosa, morro de medo de altura e nunca que saltaria de um trem em movimento. Também não seria da Franqueza, não que eu seja mentirosa, mas gosto de não precisar falar pra todo mundo tudo o que eu acho o tempo todo. Mas a verdade é que eu nem sei por que fiquei me perguntando isso já que eu sei que minha natureza CDF me levaria para a Erudição... o que, no final das contas, não seria necessariamente bom...

 Por fim, a conclusão é que depois de ler Jogos Vorazes eu deveria ter aprendido a não me apegar aos personagens nesse tipo de distopia. Mas não, lá fui eu de novo, me apegando a personagens que não deveria, e sofrendo pelo destino deles... =X



 PS.: Como todo livro de sucesso, Divergente também vai ganhar adaptação cinematográfica, com estreia prevista para março de 2014. O filme já está em produção, algumas fotos já foram divulgadas e eu fiquei bem animada com o que vi.







– Divergente #1: Divergente (Divergent) 
– Divergente #2: Insurgente (Insurgent)
– Divergente #3: Allegiant (previsto para outubro de 2013, ainda sem previsão de lançamento no Brasil)


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21 de janeiro de 2013

'Bloodlines - Richelle Mead'








Bloodlines


Richelle Mead








 Bloodlines é o primeiro livro da série de mesmo nome da Richelle Mead, série esta que é um spin-off, série derivada, de Vampire Academy – Academia de Vampiros. Por isso, voltamos ao mundo dos Moroi, Strigoi e Dampiros, mas desta vez de uma perspectiva diferente. Sai Rose Hattaway e entra Sydney Sage. Nossa nova protagonista e narradora é a Alquimista Sydney, uma humana que tem conhecimento do mundo dos vampiros em razão de sua profissão.

 Os Alquimistas são uma espécie de “Homens de Preto”, responsáveis por proteger os humanos, escondendo deles a existência dos vampiros. Eles encobrem evidências, ocultam vestígios e se esforçam ao máximo para deixar os humanos na ignorância quanto aos vampiros. Não, eles não gostam de vampiros, qualquer que seja o tipo, ou mesmo de dampiros, pois acreditam que eles são seres não naturais, criaturas malignas da noite. Vez ou outra eles se aliam aos Moroi, os vampiros pacíficos, usuários de magia baseadas em elementos da natureza, mas só quando extremamente necessário para manter o segredo da existência deles. Como os guardiões dampiros, os Alquimistas são marcados por uma tatuagem, sendo a deles um lírio dourado no rosto, feita com ouro e com sangue dos Moroi, o que os deixa mais resistentes e saudáveis que um humano comum.

 Sydney aparece pela primeira vez em “Promessa de Sangue”, o quarto livro de Vampire Academy e tem um importante papel no último livro, sendo de grande ajuda para Rose. Exatamente por causa de tal ajuda, no começo dessa nova série Sydney está sendo mal vista pelos demais Alquimistas por ser “sociável” demais com Dampiros e Moroi. [Pausa para deixar registrado que o pai da Sydney é um babaca]. Enfim, para melhorar sua imagem – e para evitar que sua irmã caçula seja obrigada a fazê-lo – Sydney aceita uma missão que nenhum outro Alquimista gostaria de realizar: ajudar a proteger a irmã da rainha dos Moroi que sofreu um terrível ataque e está sendo levada para uma escola de humanos para se esconder. Sydney deverá dividir um quarto com ela, fingir ser sua irmã e ajudar o grupo que a acompanhará a se misturarem entre os humanos sem serem descobertos. No grupo, além da princesa Moroi temos seu guardião dampiro e mais um outro Moroi pertencente à realeza. Todos eles nós já conhecemos. Todos eles antes eram coadjuvantes e agora ganham um papel mais central.

 Sydney é uma boa protagonista. Gostei dela desde a primeira vez que ela apareceu e ainda mais agora que a conhecemos melhor. Me diverti com o medo que ela tem da magia dos Moroi, do quanto ela é nerd e adora estudar e com o quanto ela passa a gostar e se importar com os Dampiros e Moroi, mesmo sendo contra tudo o que lhe foi ensinado.

 Também conhecemos melhor Jill, que não é tão irritante quanto a irmã dela e o Eddie, um guardião amigo de Rose que vimos sofrer muito e agora ainda sofre as consequências de tudo o que teve que fazer para ajudar seus amigos.

 E o Adrian. Ah, o Adrian... *suspira* Conhecemos o Moroi Adrian Ivashkov no Aura Negra, o segundo livro da Academia de Vampiros. Ele faz parte de uma das famílias da realeza e sempre foi um boa-vida. Possui vários vícios e a instabilidade dos usuários de Espírito – um dos mais raros elementos. Ele pode ver auras, curar e entrar nos sonhos das pessoas. Ele está presente em quase toda a série Vampire Academy, então já é um velho conhecido. Mais que isso, pelo menos pra mim, já é um queridinho. A primeira vez que ele apareceu eu fiquei com um pé atrás, mas dali em diante ele só me conquistou mais e mais.

*Vem invadir meus sonhos, Adrian, seu lindo!*

 Nessa nova série ele começa arrasado, sofrendo, sentindo pena de si mesmo e se afundando em seus vícios. Mas em momento algum ele deixa de lado seu jeito sarcástico ou suas tiradinhas irônicas. No decorrer do livro começamos a notar uma evolução nele, mas sem perder suas maiores características, como por exemplo, ser extremamente charmoso.


“Can’t you... I don’t know. Find a hobby or something?”
“Being charming is my hobby” said Adrian obstinately.


 Apesar de já conhecermos esse mundo criado pela Richelle, é um início de série, portanto hora de estabelecer as premissas. Por isso, o ritmo dele ainda não é tão intenso quanto ao do final da série que o antecedeu, mas já começamos a ter ação, segredos, traição, ameaças e inimigos. Descobrimos algumas coisas sobre Sydney que eram segredo na série anterior, como por exemplo qual sua relação com Abe Mazur. Voltamos ao ambiente escolar, mas em uma escola humana, bem diferente da Academia São Vladimir, a qual todos têm que se adaptar, inclusive Sydney, que nunca frequentou uma escola regular já que recebeu toda sua educação em casa. Além dos personagens já conhecidos aparecem outros, alguns humanos que frequentam a escola, Moroi que moram nas redondezas e Alquimistas – apesar de não gostarmos exatamente de todos eles *cof cof*

 Por vezes me peguei imaginando o que a Rose faria em determinadas situações pelas quais a Sydney passa, já que a Rose é bem mais impulsiva, já chega com o “pé no peito” enquanto a Sydney analisa diversas vezes a situação antes de fazer algo. Mas nem por isso gostei menos dela. Só que ela é bem diferente da Rose e não só porque uma é dampira e a outra humana. Seus temperamentos são diferentes, suas atitudes são diferentes. E ainda bem que é assim!

 Bloodlines já tem previsão de lançamento no Brasil! Será publicado pelo selo Seguinte da editora Companhia das Letras em junho de 2013. A editora comprou os direitos de publicação da série e só está aguardando o lançamento do sexto livro da Academia de Vampiros pela editora Agir, que, FINALMENTE, prometeu que o publicará agora no primeiro semestre de 2013. Vamos aguardar. 

 Quando terminei de ler Bloodlines fiquei extremamente ansiosa pelo segundo livro da série, “The Golden Lily” – se não pela curiosidade normal ou pelas possibilidades que o enredo trás, pela última frase de Bloodlines, que é de fazer qualquer fã de Vampire Academy surtar – mas acabou que quando o TGL foi lançado eu fiquei com pena de ler e acabar logo e não ter o seguinte para ler (sim, sou dessas). Mas minha desculpa acaba no próximo mês, quando o terceiro livro, “The Indigo Spell”, será lançado. Devorarei os três livros assim  que TIS for lançado, sim, ou claro?

Enquanto isso a Titia Richelle, que é uma linda - quando não está nos matando de angustia e massacrando nossos corações, em preparação para o lançamento do terceiro livro da série, fez posts no blog dela em que ela comenta cada um dos capítulos de Bloodlines, com informações de bastidores, sobre os sentimentos dos personagens, de onde ela tirou essa ou aquela ideia. Vale muito a pena dar uma olhada!








– Bloodlines 1: Bloodlines
– Bloodlines 2: The Golden Lily 
– Bloodlines 3: The Indigo Spell (previsto para fevereiro 2013)





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4 de setembro de 2012

'Any Man of Mine - Rachel Gibson'








Any Man of Mine 
Rachel Gibson







 Sam LeClaire não é um mero jogador de hockey, mas sim um dos melhores. Como muitos de seus companheiros ele é arrogante, convencido e irresponsável. Fez muitas coisas imprudentes na vida, mas talvez a pior de todas tenha sido há 5 anos, quando se casou com uma garota que conheceu em Las Vegas após um único fim de semana juntos e a abandonou no dia seguinte ao casamento. Talvez ele nunca mais precisasse ver aquela ruiva que uma vez o fez perder a cabeça não fosse o fato de ela ter ficado grávida. Autumn Haven é uma ótima mãe para seu filho, Conner, mas é a pessoa que mais o odeia no mundo. Com razão, claro. Pelo bem de Conner eles concordaram em nunca mais se ver - já que cada vez brigavam mais - e que fosse sempre uma das asssistentes de Sam a buscar o garoto para visitar o pai. Após alguns anos sem vê-la, porém, quando menos esperava, ele tem a visão de cabelos vermelhos do outro lado do salão que o faz lembrar da primeira vez que os viu. 

 Autumn tem certeza de que já superou Sam. Certeza de que não o ama mais e nem mesmo o odeia como uma vez odiou. Está certa de que pode lidar com a nova presença constante dele, que resolveu ser um pai mais atencioso e presente, já que é o melhor para seu filho. Ela só não podia se deixar levar mais uma vez por seu charme, seu corpo escultural e seu repentino desejo de ser um pai melhor. Ela tinha que tomar muito cuidado para não gostar demais desse novo Sam. 

 Any Man of Mine é o sexto livro da série sobre os jogadores de hockey dos Chinooks, famoso time fictício de Seatlle. Em cada livro um dos jogadores do time é o protagonista e, estando no sexto livro, já acompanhamos bastante da história do time. Presenciamos suas vitórias, derrotas, mudança de dono, troca de jogadores etc. Eu sou apaixonada por todos os livros dessa série! As histórias são independentes e podem ser lidas fora de ordem, mas eu acho mais gostoso acompanhar a ordem certa. Essa história começa logo depois dos acontecimentos finais do livro anterior, Nothing But Trouble, e como em todos, os protagonistas dos outros livros fazem suas aparições e acompanhamos um pouquinho mais do que aconteceu com eles depois. Nesse temos o Ty e a Faith de True Love and Other Disasters e o Mark e a Chelsea de Nothing But Trouble. 

 O protagonista desse livro, Sam, nós já conhecemos dos outros livros da série. O engraçadinho, charmoso e metido a conquistador jogador de hockey que adora uma boa briga e está sempre com um olho roxo durante a temporada de jogos. Eu sou um pouco control-freak como a Autumn, então no começo me irritei com a irresponsabilidade do Sam, mas conforme o fui conhecendo foi impossível não gostar dele, e até entender, um pouquinho, porque ele agia daquela forma. Mas até isso acontecer eu me irritei demais com ele! Já a Autumn, além de control-freak, é uma mãe dedicada, que se esforça para cuidar bem de seu filho, mesmo que pra isso sacrifique todo o seu tempo. Ela não vê o pai há anos, sua mãe faleceu e ela foi abandonada no dia seguinte ao seu casamento, logo depois descobriu que estava grávida. A única pessoa com quem ela podia contar era seu irmão Vince. Magoada, traumatizada, ela queria apenas dar uma família para seu filho, mas desistiu da ideia com o passar dos anos, diante do egoísmo e irresponsabilidade do pai do menino. Ela se fechou também para outros homens, se dedicando apenas à criação do filho pequeno e  começar um negócio bem sucedido. 

 Eu já contei isso aqui mais de uma vez mas vou repetir: eu adoro os livros da Rachel Gibson! São daqueles tipos que a gente lê, relê e adora sempre. Pelo menos comigo é assim. Alguém pode até dizer que os livros dela seguem sempre uma mesma fórmula - casal se conhece e/ou se reencontra, se estranham um pouco no começo, sentem-se atraídos um pelo outro, ficam juntos e felizes por um tempo, algo acontece que os separa mas no fim têm final feliz. Sim, ela segue essa fórmula, se não em todos na maioria dos livros, mas WhoCares? Amo os livros dela mesmo assim, porque o que conta em uma boa história é o desenvolvimento dela. 

 Com Any Man of Mine não é diferente. É uma delícia acompanharmos o reencontro da Autumn e do Sam, observarmos a enorme diferença de personalidade deles e como no decorrer da história ele amadurece e ela aprende a ser mais flexível. E ainda temos o fofo do Conner, filho do casal, que dá um charme maior à história. Me diverti demais com a interação dele com os pais, os "momentos família" são realmente fofos. 

Terminei o livro já querendo pra ontem uma história do Vince, o artomentado e solitário irmão da Autumn, um ex-fuzileiro naval cheio de segredos. Qual não foi minha felicidade quando descobri que o livro mais novo lançado pela Rachel (Rescue Me) tem justamente ele como protagonista! É muito amor por essa autora!!



PS: Os direitos de publicação desse livro e do Nothing But Trouble foram comprados pela Editora Pandorga, mas ainda não há previsão do lançamento deles. 



The Chinooks Hockey Team Series #1: Simply Irresistible 
John “The Wall” Kowalsky and Georgeanne Howard
The Chinooks Hockey Team Series #2: See Jane Score 
Luc “Lucky” Martineau and Jane Alcott
The Chinooks Hockey Team Series #3: The Trouble With Valentine’s Day 
Rob “The Hammer” Sutter and Kate Hamilton
The Chinooks Hockey Team Series #4: True Love and Other Disasters 
Ty “Saint” Savage and Faith Duffy
The Chinooks Hockey Team Series #5: Nothing But Trouble 
Mark “The Hitman” Bressler and Chelsea Ross
The Chinooks Hockey Team Series #6: Any Man of Mine 
Sam Leclaire and Autumn Haven


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24 de julho de 2012

'I've Got Your Number - Sophie Kinsella'







I've Got Your Number 
Sophie Kinsella









Poppy Wyatt estava nas nuvens de tanta felicidade. Estava noiva de um cara lindo e perfeito, com o casamento próximo e tudo estava indo às mil maravilhas. Isso é, até ela perder seu anel de noivado. Seu valiosíssimo anel de noivado. Seu valiosíssimo anel de noivado que era uma herança de família e que estava na família de Magnus há três gerações. Enquanto tentava não entrar em pânico ela vasculhava cada centímetro do salão do hotel onde se reuniu com algumas amigas. Entre a busca e momentos de desespero, Poppy acaba perdendo seu celular - sim, não era o dia dela. Atingindo mais um nível de desespero tudo o que ela conseguia pensar era em como os funcionários do hotel iam entrar em contato com ela se achassem o anel. Claro que não podiam ligar na casa dela e correr o risco do Magnus atender. Ainda circulando pelo hotel, algo numa lixeira chama a atenção dela. Um celular, novinho, perfeito. Depois de ter certeza que ninguém estava procurando, usando a máxima "achado não é roubado", ela pega o telefone, passa o número dele para os funcionários do hotel e todos seus amigos. Então ela recebe uma ligação. Do verdadeiro dono do celular. 

 O verdadeiro dono quer o celular de volta, ela precisa do número até encontrar seu anel. Eles acabam entrando em um "acordo", e ela fica com o celular contanto que repasse para ele todas as mensagens e e-mails que receber nele. Imediatamente. E é o que Poppy faz. Claro que às vezes ela fica entediada no metrô, às vezes ela fica curiosa, então ela lê uma ou outra mensagem, alguns e-mails e começa a criar teorias sobre as pessoas que mandam as mensagens e sobre Sam Roxton - o dono do celular. Conforme ela vai conhecendo-o melhor (pelas mensagens que troca com ele, umas poucas ligações e principalmente pelas mensagens que ele recebe), ela começa a ter opiniões sobre o que ele deveria responder e começa a ter muitas ideias de como "ajudá-lo"... Tudo isso enquanto tem que planejar seu casamento, encontrar seu anel de noivado antes que seu noivo perfeito descubra e ainda lidar com seus futuros sogros, que, ao que tudo indica, não gostam muito dela, que é uma mera fisioterapeuta enquanto eles são uma família de gênios estudiosos com diversos livros publicados.

 Eu amo os livros da Sophie Kinsella! Simples assim. Então sempre começo a leitura de um novo livro dela totalmente propensa a gostar. E dona Sophie até hoje não me decepcionou! Poppy é mais uma protagonista que nos causa MUITA vergonha alheia. Mas muita mesmo, o que, claro, é extremamente divertido. Cada vez que ela decide se intrometer para ajudar alguém... 

 A Sophie é mestre em escrever livros que a gente simplesmente não quer que acabe. Quando o livro chegou ao fim eu ainda queria saber o que ia acontecer com a Poppy, o que ela ia fazer depois, qual a próxima que ela iria aprontar "só tentando ajudar". Queria mais, mas fiquei feliz com o final. É tudo tão divertido, tão engraçado, tão bonitinho. E a narrativa da autora torna impossível não se apaixonar por aquele cara de raro sorriso, mas que quando sorri faz seu coração dar saltos... Eu terminei a leitura com um grande sorriso no rosto e com aquela sensação boa que os livros da Sophie sempre me trazem. 


<3






P.S. A melhor notícia de todas é que esse livro será lançado aqui no Brasil já no próximo mês, pela Record e com o título: "Fiquei com o seu número". Eu não vejo a hora que todo mundo possa ler e se apaixonar por ele como eu me apaixonei! E essa capa aí do lado? Eu já gamei!





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21 de maio de 2012

'Ecos da Morte - Kimberly Derting'







Ecos da Morte
(The Body Finder)
Kimberly Derting








Violet tem 16 anos e se descobriu apaixonada. O problema é que não é por qualquer garoto, mas por seu melhor amigo da vida toda, Jay, que de uma hora para outra ficou extremamente atraente. E não foi só ela que notou... Os conflitos de Violet seriam os mesmos de qualquer garota de sua idade não fosse um porém: Violet possui uma habilidade única que a torna capaz de encontrar cadáveres através de sensações que a invadem, como um cheiro, um som, uma cor, uma energia, um gosto. A essas sensações ela dá o nome de ecos. Esses ecos emanam apenas de vítimas de assassinato e deixam uma marca também no assassino. Desde criança os ecos a levam basicamente a animais mortos nos arredores de casa, mas tudo fica muito mais sério quando é o corpo de uma garota assassinada o que ela encontra, e sabe que o assassino está em algum lugar por ali.

"Além disso, pensou Violet, tinha coisas mais importantes com as quais se preocupar.
Precisava encontrar o assassino, e tinha de detê-lo antes que ele pudesse machucar mais alguém.
Como faria isso, se estava ocupada demais apaixonando-se por seu melhor amigo?"


Ecos da Morte é o livro de estreia da americana Kimberly Derting, e o primeiro da série The Body Finder. Sempre vi muitos elogios a esse livro e eu realmente gostei bastante dele, principalmente porque mistura muitos dos elementos que gosto. Não é um livro policial, mas tem sua dose de crimes e investigações, não é só romance, mas o romance que tem nele é hiper fofo, e além disso, ainda tem um toque de sobrenatural por conta da "habilidade" especial da protagonista.

O ponto de vista que acompanhamos é o da Violet, mas, intercalado a ele também temos o ponto de vista do assassino e temos um vislumbre de seus planos, seus pensamentos, mas sem saber quem ele é. Claro, passamos a leitura tentando descobrir e chegou um momento em que eu fiquei completamente paranoica e desconfiei de todos os personagens. Qualquer um que aparecia eu já achava suspeito. Principalmente aqueles mais próximos da protagonista.

Fora toda a tensão com o serial killer, assassinatos, investigações e os ecos que perseguem a Violet, temos o Jay. Duvido que tenha alguém que não tenha se encantado pelo Jay. Super companheiro, é o único fora da família que conhece o segredo de Violet, e acima de tudo, ele é um fofo, mesmo quando está sendo turrão! rs

O livro dois da série, "Desejos dos Mortos", tem previsão de lançamento aqui no Brasil já para esse primeiro semestre de 2012. Nem estou muito desesperada porque o final desse primeiro é bem satisfatório, mas não vejo a hora!



The Body Finder #1: Ecos da Morte (The Body Finder) 
The Body Finder #2: Desejos dos Mortos (Desires of the Dead) – lançamento no Brasil previsto para o primeiro semestre 2012
The Body Finder #3: The Last Echo
The Body Finder #4: Ainda sem título definitivo, lançamento previsto para 2013*


*informações do site oficial da autora


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1 de maio de 2012

'A Fera - Alex Flinn'






A Fera
(Beastly)
Alex Flinn







Kyle Kingsbury tinha tudo. Era rico, bonito, filho de alguém importante, tinha uma namorada que os outros garotos cobiçavam, era o mais popular da escola. Com tudo isso, ele era um adolescente bem cheio de si. Tão cheio de si que achava natural ser cruel com as pessoas que o rodeavam, desde aqueles que trabalhavam pra ele até os seus amigos. Ele ia levando muito bem sua vida vazia e fútil até o dia que sua atitude irritou uma bruxa. Ah, ele foi ser cruel justamente com uma bruxa... É óbvio que ela não ficou nada feliz e lançou uma maldição contra ele, que passaria a ser tão feio por fora quanto era por dentro. Seu rostinho bonito foi substituído por uma horrível aparência, pelos por todo o corpo, garras... Mas, como antes da transformação Kyle pratica um único ato gentil, a tal bruxa lhe dá uma chance: a maldição será quebrada se, num prazo de 2 anos, ele encontrar uma garota que o ame do jeito que ele é, que ele também a ame e receba dela um beijo do amor verdadeiro. Mas quem se apaixonaria por alguém com aquela aparência, quem se apaixonaria por uma Fera? 

Não é à toa que essa história é familiar, já que se trata de uma releitura de um clássico conto de fadas, "A Bela e a Fera", trazido à Nova York dos tempos atuais. Nesse livro da americana Alex Flinn, porém, temos o ponto de vista da Fera e, numa narrativa em primeira pessoa, conhecemos todos os seus pensamentos, medos e anseios. Vemos o arrogante e prepotente Kyle perder tudo o que estimava (por mais superficial que fosse) e descobrir que não se pode julgar tudo – e todos – pelas aparências.

É uma história tão bonitinha! Me vi envolvida com a história do Kyle, acompanhei sua evolução – como personagem e como pessoa – e torci demais, todo o tempo, para que ele conseguisse quebrar a maldição. Se é previsível? Oi? Todo mundo conhece a história da Bela e a Fera, mas nem por isso deixa de ser encantadora. Gostei muito da narrativa, do Kyle, do Will, o tutor cego que passa a ensiná-lo quando ele vira a Fera, e também da "Bela", que nessa história tem um nome diferente para não sacarmos logo de cara quem ela é. Adorei que ela encontra a Fera por causa do pai dela, como no original, que ela é fascinada por livros e se depara com muitos e muitos livros na casa da Fera (gente, a Bela é bookaholic, como não ser a minha favorita das “Princesas”?). E adorei o chat do grupo de apoio on-line para pessoas transformadas, que tem outros personagens que também conhecemos de longa data.

Só achei que o final foi corrido demais. Os acontecimentos finais poderiam ser um pouco mais desenvolvidos. Outra coisa que não gostei foi dessa capa nacional. O livro ganhou uma adaptação cinematográfica e são os personagens do filme que vemos na capa. Dificilmente gosto das capas com imagens dos filmes, e dessa gostei menos ainda. A capa americana original é tão mais bonita, e a rosa branca que a ilustra tem tão mais a ver com a história... E já que eu mencionei o filme baseado neste livro, tenho que contar que ele é legalzinho, bem "sessão da tarde", mas tem muuuitas diferenças, a começar pela caracterização da Fera que é totalmente diferente da descrita no livro (que é mais parecida com a imagem que nos foi incrustada na mente pelo desenho da Disney).

Li sem muitas expectativas pois sei que muita gente não gostou, mas eu adorei. Bonitinho demais!!


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6 de março de 2012

'A Esperança - Suzanne Collins'








A Esperança
(Mockingjay)
Suzanne Collins








A Esperança é o livro que encerra a série Jogos Vorazes. Chegando até aqui conhecemos Panem e o modo como uma Capital controla seus Distritos pelo medo, pela violência e pela fome; participamos de mais Jogos Vorazes do que gostaríamos; assistimos à crueldade, violência e impiedade; perdemos personagens queridos que, cada um a sua forma, lutavam pelo que acreditavam; conhecemos os rebeldes, como eles tomaram coragem para enfrentar a opressão da Capital e como Katniss, mesmo involuntariamente, se envolveu em tudo isso. Katniss, a garota em chamas, que teve que amadurecer cedo ao se tornar responsável pelo sustento da família e se viu jogada em uma arena para lutar por sua vida; conhecemos Peeta, o garoto do pão, que mostrou coragem, carisma, compaixão, amor; conhecemos a força e determinação do Gale, as fantásticas criações do Cinna e percebemos que Finnick é muito mais que só um rostinho bonito.

Sobre o que gira a trama desse último livro? Em uma palavra: guerra.

Foi uma leitura sofrida, mais lenta que a dos demais livros. Há tanta dor e sofrimento que foi impossível pra mim não sofrer junto. Na verdade eu queria o Peeta dormindo comigo para me impedir de ter pesadelos... Sabe quando terminamos uma leitura nos sentindo completamente esgotados? Emocionalmente esgotados? Então. E não, eu não vou conseguir traduzir em palavras todos os sentimentos que esse livro, que essa série, me trouxe. A angústia, o sofrimento, o medo, a aflição, as lágrimas, o aperto contínuo no peito. Tensão define esse livro. Por várias vezes tive que parar, tomar um ar, fazer outras coisas para então continuar a leitura. É impossível deixar de lado a carga de crítica social que nos é apresentada e não refletir sobre tudo. Impossível ficar indiferente.

Quem leu minha resenha do primeiro livro viu que eu deixei um conselho sobre não se apegar aos personagens. Eu reforço esse conselho aqui, e ele vale para todos os livros da série. Sofri por alguns personagens no decorrer da série, mas as perdas deste livro são as piores. O que eu passei no primeiro livro não tem nem comparação com o que eu passei nesse, uma das perdas que enfrentamos, em especial, me desmontou a ponto de eu não poder nem ver o nome do personagem sem ficar abalada. Em um outro momento, eu me peguei chorando ao descobrir um personagem que, no final das contas, ainda estava vivo, rs.

Se o livro é bom? Depois desses sentimentos todos, não há como não ser.

Vi muita gente decepcionada com o final da série, mas eu até que fiquei satisfeita. Achei plausível o final do Gale, Peeta e Katniss. Os acontecimentos do livro são brutais e todos levarão as marcas para sempre. Também fiquei satisfeita com o desfecho da história de Panem (apesar de que eu pouparia a vida de alguns personagens). Mas que eu queria um desenvolvimento um pouquinho maior no final, eu queria. Suspirei com o diálogo antes do epílogo, mas queria uma maior descrição de tudo o que levou àquele momento. Bem, paciência, mas nem por isso deixei de achar o livro ótimo. Só que o “A Esperança” do título em português ainda não me desceu. Alguém me conta onde está a tal da esperança?

Agora eu preciso urgentemente de um romance dos mais bobinhos para aliviar a tensão que eu passei com essa série!!! Socorro!! rs





Jogos Vorazes #1 – Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Jogos Vorazes #2 – Em Chamas (Catching Fire)
Jogos Vorazes #3 – A Esperança (Mockingjay)



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30 de janeiro de 2012

Desafio Realmente Desafiante (Janeiro): ‘Três Metros Acima do Céu – Federico Moccia’








Três Metros Acima do Céu
(Tre Metri Sopra il Cielo)
Federico Moccia








Se há um autor que sempre me foi muito bem recomendado esse autor é o italiano Federico Moccia. Então, usando o desafio como desculpa, resolvi finalmente dar uma chance a ele. Dentre seus livros já publicados no Brasil tinha algumas opções, mas, como eu sou um tanto neurótica, gosto de começar pelo primeiro livro lançado pelos autores, então fui atrás do Três Metros Acima do Céu, que é seu romance de estreia, e conta a história de Step e Babi.

O que você faria se enquanto seu pai estivesse te levando para a escola um cara parasse de moto ao lado do carro no sinal vermelho e com um sorriso dissesse ser a solução para os seus problemas? Babi o dispensa dizendo não ter problema algum e está certa de que nunca mais vai se encontrar com aquele sujeito metido. Só que ela está completamente enganada.

Babi é a típica patricinha, certinha, boa aluna, superprotegida pelos pais. Step o típico bad boy, com sua jaqueta de couro, óculos escuros, colarinho levantado, cigarro na boca e sua moto envenenada. Qualquer um diria que eles não têm nada em comum. E não têm mesmo. Mas isso não os impede de se encantar um com o outro e se apaixonarem intensamente.


"O sol continua a subir no céu, é uma linda manhã. Ela está indo para o colégio, ele ainda não foi dormir depois da noitada de ontem. Um dia normal, como qualquer outro. Mas o sinal faz com que fiquem emparelhados. E aí o dia deixa de ser como os demais."



Entre insuportáveis aulas de latim, pegas de moto, amigos de toda a vida, fugas no meio da noite, pichações, penetras em festas, brigas, narizes quebrados, perseguições pela polícia, olhos vendados, pequenos furtos, beijos demorados, risadas e lágrimas, acompanhamos como tudo muda na vida de Step e Babi a partir do momento em que se conhecem.

Eu gostei bastante desse livro. Como é comum quando começamos a ler um autor novo, estranhei um pouco o começo da leitura, fiquei um pouco confusa com a constante troca de ponto de vista da narrativa em terceira pessoa, mas uma vez que me acostumei com o estilo do autor, me empolguei mais e mais. Na garupa da moto do Step, em suas desvairadas corridas, conhecemos um pouco das ruas de Roma e dos pontos de encontro de sua turma. Na maioria dos livros que leio a história se passa nos EUA, na Inglaterra ou na Irlanda, então foi extremamente prazeroso dar essa voltinha pela Itália.

Tenho uma queda pelos bad boys da literatura, mas o Step não tem só o jeito charmoso de garoto mau. Ele começa o livro até marginal demais pro meu gosto. Claro que, com o passar da leitura descobrimos o porquê de ele agir dessa forma, da violência de seus atos, mas até entendê-lo, as atitudes dele me incomodaram um pouco. Mas não pensem que por causa disso eu não gostei dele. Pelo contrário, ele se redime lindamente e acabou me conquistando! Step é abusado. Step é violento e impulsivo, não pensa antes de agir. A gente até pode ter raiva ou se irritar com ele no começo da leitura (como eu fiz), mas é impossível não terminar o livro completamente apaixonadas por esse complexo personagem...

Já da Babi eu desenvolvi uma certa birra, mas não posso explicar o motivo sem soltar alguns spoilers. Outros a que me apeguei mesmo sem querer foram os amigos "marginais" do Step, principalmente seu melhor amigo folgado Pollo, e a irmã deslumbrada da Babi, Daniela.

Só sei que terminei o livro com o coração um tanto apertado. A história do Step tem uma continuação, o já publicado no Brasil “Sou Louco por Você”. Assim que terminei de ler o “Três Metros” tive vontade de ir imediatamente à uma livraria para comprar a sequência e só não fiz isso porque estava no meio da madrugada...

Como outros de seus livros, Três Metros Acima do Céu ganhou uma versão cinematográfica, com roteiro do próprio autor e eu já estou alucinada atrás desse filme!

A conclusão é que este foi o primeiro livro do Moccia que li mas que com certeza não será o último!



Três Metros Acima do Céu (Tre Metri Sopra il Cielo)
Sou Louco por Você (Ho Voglia di Te)




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25 de janeiro de 2012

'Em Chamas - Suzanne Collins'







Em Chamas
(Catching Fire)
Suzanne Collins





A Capital não ficou nada feliz com a atitude de Katniss durante os Jogos Vorazes, e isso não vai sair barato, afinal, mesmo inconscientemente, ela despertou nos Distritos um sentimento que a Capital quer, acima de tudo, abafar. Ela terá que lidar com as consequências dos seus atos, com suas cicatrizes emocionais – já que as físicas foram removidas pela Capital – e com as pessoas que ela acabou magoando, mesmo sem intenção. Ainda, ela descobre que o pesadelo que ela imaginou que tivesse acabado está só começando...

Em Chamas é o segundo livro da trilogia Jogos Vorazes, da americana Suzanne Collins, e nessa distopia encontramos uma Capital que controla com mão de ferro uma nação e seus 12 Distritos, e, para lembrá-los desse controle promove anualmente uma espécie de reality show em que cada Distrito entrega dois tributos, um garoto e uma garota entre 12 e 18 anos, que serão colocados em uma gigantesca Arena a céu aberto onde devem lutar uns com os outros até a morte. Esse jogo sádico é um evento anual e obrigatório e todos os Distritos devem participar, assistir, e tratar como uma festividade enquanto testemunham a morte de seus jovens.

Esse segundo volume trata das repercussões de tudo o que aconteceu no primeiro livro e de como uma simples decisão, ou uma pequena atitude, pode influenciar uma população que estava apenas à espera de uma fagulha de esperança para agir. Sofri com a Katniss, seus conflitos internos e sua dedicação àqueles que ela ama. Sofri horrores com o Peeta, e fiquei completamente apaixonada por ele, não tem mais volta! Se em Jogos Vorazes eu cheguei a duvidar dele, aqui ele ganha meu amor incondicional. Nesse livro Gale, o melhor amigo de Katniss, seu companheiro inseparável de caça até ela ir para os Jogos Vorazes, tem um papel mais ativo, e eu até começo a entender aquelas que se apaixonaram por ele. Mas meu coração ainda é do Peeta.

É um livro tenso. E intenso!
Acontece tanta coisa que eu juro que em alguns momentos eu até esquecia de respirar. Traz mais ação que o anterior, e é impossível não nos sentirmos como habitantes de Panem e com ódio da Capital, suas atrocidades e de seu maior representante. Novos personagens são introduzidos, tão complexos e bem desenvolvidos quanto os já conhecidos. De alguns gostamos de cara. De outros, acompanhando os sentimentos da Katniss – até porque, com a narrativa em primeira pessoa, são as impressões dela que a gente conhece – começamos com o pé atrás, sem saber se podemos ou não confiar. Mas também há casos de ódio à primeira vista!

Lógico que eu fiquei madrugada adentro lendo até acabar. Lógico que depois eu não consegui dormir de tão tensa que eu fiquei. E confesso que estou com medo do que vou encontrar no último livro da série. Recomendado? Extremamente!





Jogos Vorazes #1 – Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Jogos Vorazes #2 – Em Chamas (Catching Fire)
Jogos Vorazes #3 – A Esperança (Mockingjay)



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13 de janeiro de 2012

'Como Treinar o Seu Dragão - Cressida Cowell'






Como Treinar o Seu Dragão
(How to Train Your Dragon)
Soluço Spantosicus Strondus III

Traduzido do Antigo Norueguês por Cressida Cowell








Soluço Spantosicus Strondus III foi um grande Herói Viking. Mas, quando criança, era apenas um menino magrinho, sardento, de cabelo ruivo espetado que, apesar de ser filho e herdeiro de Stoico, o Imenso, Chefe da Tribo dos Hooligans Cabeludos, não era respeitado por ninguém. Nunca imaginaria um dia se tornar herói. Aos 10 anos e meio de idade, Soluço – e os demais garotos da Tribo – deveriam passar por uma Iniciação cuja primeira etapa consistia em capturar um dragão, depois treiná-lo. A capacidade dos garotos como "treinadores de dragões" seria testada nas festividades do Dia de Thor. Como o objetivo era manter apenas os mais fortes, a consequência para aqueles que falhassem era o exílio. Simples assim, sem qualquer pressão, rs.

Soluço já conhecia um pouco sobre dragões só de observá-los (escondido, claro), e tem um segredo: ele fala dragonês e consegue se comunicar com os dragões na língua deles. É um segredo pois o idioma é proibido, por ordem de Stoico, que considera os dragões criaturas inferiores, e só devemos falar com eles gritando, senão eles ficam muito convencidos.

No dia da captura, a maioria dos garotos especulava sobre que tipo de dragão queria: se o Gronkel, se o temido Pesadelo Monstruoso... Soluço só queria sair da caverna onde os filhotes de dragão hibernavam o mais rápido possível. É óbvio que nada sai como planejado e, tentando fugir da caverna, Soluço acaba pegando o primeiro dragão que surge na sua frente. E é o mais comum dos Dragões Comuns que ele já viu. A única coisa de excepcional nele é que ele é pequeno. Bem pequeno. E não tem nenhum dente, o que é mais um motivo para fazer de Soluço motivo de piada, além de proporcionar ao dragão um nome. Banguela. Além de ser extraordinariamente pequeno e não ter dentes, Banguela é o mais malcriado dos dragões. Não obedece quando Soluço grita com ele – a regra de ouro no treinamento de dragões – não obedece quando Soluço tenta conversar, o mima ou é educado com ele. Banguela não obedece. E ponto. Com um dragão que não obedece a seus comandos, sabe-se lá como Soluço passará pelo teste no Dia de Thor...

Numa leitura rápida e leve, Cressida Cowell nos leva para uma Tribo de Vikings, mas não são os grandes e temidos guerreiros quem acompanhamos no decorrer do livro, mas um grupo de vikings em formação, principalmente Soluço, Perna-de-peixe, Bafoca de Maluquício, Espinha-de-Porco, seu já inimigo Melequento, além de seus respectivos dragões. Adorei todas as ilustrações que permeiam o livro e me fazem acreditar tratar-se realmente das memórias perdidas do Soluço garoto e que a Cressida apenas as traduziu do Norueguês Antigo. Através das memórias de Soluço aprendemos que dragões são egoístas, desalmados, ingratos, cruéis e impiedosos. Mas quem sabe se tratá-los bem, contar piadas (eles adoram piadas!) e não gritar...

O melhor é o livro "original" "Como treinar o seu dragão", escrito pelo Professor Tosco Traste, e a regra de ouro do treinamento de um dragão. E esse livro tem tudo, dedicatória, copyright, foto e informações sobre o autor, elogios à obra na contracapa... rss

Como Treinar o Seu Dragão é o primeiro livro da série infanto-juvenil de mesmo nome da autora inglesa Cressida Cowell, que tem atualmente 9 livros, 7 deles já publicados no Brasil. Gostei muito da história – como sabia que gostaria – e já estou empolgada para ler os próximos livros e conhecer mais das aventuras do Soluço.

Como a capa já diz, o livro inspirou um filme de animação, que tem o mesmo nome. Mas ó, o filme é livremente inspirado, bem livremente mesmo, porque as histórias são totalmente diferentes. Mas gostei do filme também, é bem bonitinho!

E não esqueça: o Jantar ainda canta.




CTSD #1: Como Treinar o Seu Dragão (How to Train Your Dragon)
CTSD #2: Como Ser um Pirata (How to Be a Pirate)
CTSD #3: Como Falar Dragonês (How to Speak Dragonese)
CTSD #4: Como Quebrar a Maldição de um Dragão (How to Cheat a Dragon’s Curse)
CTSD #5: Como Mudar uma Historia de Dragão (How To Twist a Dragon’s Tale)
CTSD #6: Guia do Herói para Vencer Dragões Mortais (A Hero’s Guide to Deadly Dragons)
CTSD #7: Como Navegar em uma Tempestade de Dragão (How to Ride a Dragon’s Storm)
CTSD #8: (How to Break a Dragon’s Heart)
ainda não publicado no Brasil
CTSD #9: (How to Steal a Dragon’s Sword) ainda não publicado no Brasil



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10 de janeiro de 2012

'Jogos Vorazes - Suzanne Collins'







Jogos Vorazes
(The Hunger Games)
Suzanne Collins








Nos destroços do que uma vez foi a América do Norte surgiu Panem, uma nação formada por uma Capital e 13 Distritos que sobreviveram a desastres naturais e à guerra. Contudo, tais Distritos se rebelaram contra a Capital e 12 deles foram derrotados enquanto o 13° foi totalmente destruído. Como punição – e para demonstrar seu controle sobre os Distritos, lembrando-os constantemente que eles nunca conseguiriam sair vencedores em uma rebelião contra a Capital – foram instituídos os Jogos Vorazes, uma espécie de reality show em que cada Distrito entrega dois tributos, um garoto e uma garota entre 12 e 18 anos, que serão colocados em uma gigantesca Arena a céu aberto onde devem lutar uns com os outros até a morte. Disfarçada de entretenimento, essa tática de intimidação do governo é um evento anual e obrigatório, todos os Distritos devem participar, assistir, e tratar como se fosse uma festividade o que na verdade é um jogo sádico que só termina quando há apenas um sobrevivente.

Katniss Everdeen tem 16 anos e mora no Distrito 12, um dos mais miseráveis, com sua mãe e sua irmã Prim. Seu pai morreu há alguns anos em uma explosão na mina de Carvão, a principal atividade do Distrito, e desde então Katniss é a responsável pelo sustento de sua família. Apesar de ser estritamente proibido, ela constantemente ultrapassa a cerca que limita o Distrito e vai para a floresta caçar, como seu pai lhe ensinou. Lá ela conhece Gale, outro garoto que perdeu o pai na explosão na mina e ficou responsável pelo sustento da família. E ele vira seu melhor amigo no mundo.

Chegado o dia do sorteio dos tributos de cada Distrito para os Jogos Vorazes, a garota sorteada é Prim. Katniss não suporta a ideia de sua irmã de apenas 12 anos tomar parte de tamanha violência e se voluntaria a ir em seu lugar. O garoto sorteado como tributo é Peeta, o filho do padeiro, o que perturba Katniss pois, apesar de ele não ser exatamente seu amigo, ela é grata a ele por algo muito importante. Agora, além de tudo, ela se sente em dívida com alguém que será seu adversário nesse jogo de vida ou morte.

As pessoas elogiavam, as pessoas recomendavam, as pessoas insistiam que eu lesse. Agora que eu (finalmente) terminei o primeiro livro vou fazer o que? Elogiar. Recomendar. Insistir que quem ainda não leu, leia! É tudo isso mesmo que as pessoas falam. Eu tinha muita vontade de ler essa série, mas sempre acabava deixando pra depois. Até que eu decidi que ia esperar todos os livros serem lançados. O lado bom? Nada da aflição da espera!

Jogos Vorazes é o primeiro livro da trilogia de mesmo nome da autora americana Suzanne Collins. Nessa distopia que trata de um futuro não determinado, temos um país em que a Capital controla os demais Distritos com regras rígidas e uma população totalmente subjugada pelo medo e pela fome. Enquanto os habitantes da Capital são pessoas alegres, coloridas, fúteis, os que habitam a maioria dos Distritos tem que lidar diariamente com a fome e condições precárias de sobrevivência. A começar pela protagonista, Katniss, que narra a história em primeira pessoa, temos personagens fortes, que lutam para sobreviver, mas ainda assim conseguem manter a humanidade e a compaixão. Quando chegamos à arena e aos Jogos propriamente ditos, é impossível não ficar segurando o fôlego a todo o tempo, esperando o que vai acontecer em seguida. O fascínio dos cidadãos da Capital pelos Jogos Vorazes é facilmente explicado trazendo à tona a política do Pão e Circo, lá do Império Romano - não que qualquer cidadão de Panem saiba disso.

Queria comentar do Peeta, o garoto do pão, mas, para evitar dar qualquer spoiler, só digo que ele já é um daqueles personagens que eu terminei o livro querendo botar no colo...

Sem entregar nada, se eu puder dar um único conselho pra quem ainda vai ler seria: não se apegue a nenhum personagem. Você vai sofrer. Ponto. Me deram esse conselho mas eu não consegui seguir, e eu sofri, e eu chorei. E já que estou na vibe de dar conselhos, aí vai mais um: leia antes da estreia do filme baseado nele, que está prevista para março desse ano. Eu já estou ansiosa!

E que a sorte esteja sempre a seu favor!




Jogos Vorazes #1 – Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Jogos Vorazes #2 – Em Chamas (Catching Fire)
Jogos Vorazes #3 – A Esperança (Mockingjay)



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26 de dezembro de 2011

*Série ‘Academia de Vampiros’ – Richelle Mead*





Série Academia de Vampiros
(Vampire Academy Series)
Richelle Mead





Terminei de ler o sexto livro da série, Last Sacrifice, e ainda estou meio tonta – e completamente feliz porque o final é perfeito!! – mas decidi que não tenho condições de fazer resenha sobre ele sem soltar milhares de spoilers. Se eu for escrever sobre o último livro tudo o que eu vou querer comentar é como o Abe conseguiu [...], ou a forma como a Lissa [...], ou ainda a Rose e sua [...]. Ou o Dimitri... ai o Dimitri... *__*

Mas não vou fazer isso, resolvi escrever sobre a série em geral, sem spoilers, para não estragar a leitura de ninguém, rs. Sobre o Last Sacrifice só vou comentar que, estando no sexto livro, o último da série, seria de se imaginar que já sabemos bem como funciona a sociedade Moroi, certo? Nada disso. Nesse livro descobrimos que não sabemos é de nada. Existe toda uma facção da qual não fazíamos ideia. Nem os leitores nem a Rose. Descobrimos junto com ela que tudo o que lhe foi ensinado não era bem assim...


Sobre a série, se ainda há quem não conhece, Academia de Vampiros – Vampire Academy – é uma série sobre vampiros (duh!) que se baseia em uma mitologia romena que explica a existência de 2 tipos básicos de vampiros: os Moroi, que são pacíficos, se alimentam de sangue humano mas não matam para isso. Eles possuem um tipo de magia ligada aos elementos da natureza e são mortais; e os Strigoi, esses são vampiros cruéis, assassinos sanguinários, que desistiram de sua magia pela imortalidade e força superior ou foram transformados à força. São os maiores inimigos dos Moroi. Há também os meio vampiros, os Dampiros, mais fortes que os humanos, possuem os reflexos e sentidos aguçados dos vampiros mas não suas fraquezas. Normalmente são treinados para serem guardiões dos Moroi contra os Strigoi e ensinados a dar suas vidas por eles, já que “eles vêm primeiro”.

A protagonista é a dampira Rose Hathaway, uma das estudantes da Academia São Vladimir. Ela é uma guardiã nata que acredita piamente em defender os Moroi com sua própria vida, se preciso, principalmente se a Moroi em questão for sua melhor amiga, Lissa Dragomir. Além de melhores amigas desde a infância, Lissa e Rose possuem um laço psíquico que permite à Rose “entrar” na cabeça de Lissa e testemunhar tudo o que a amiga faz ou pensa e sentir o que ela sente. Nossa Rose não é uma mocinha bobinha e passiva que espera ser salva do perigo ou que outros façam tudo por ela. Ela enfrenta o perigo, o procura. Cabeça dura, forte, esperta, impulsiva, violenta, rebelde e um pouco indisciplinada, ela faz muitas coisas que não devia, tem uma séria dificuldade de respeitar regras, mas não fica parada esperando as coisas acontecerem. Ela age. Ela grita. Ela ameaça. É, ela não é perfeita, mas por isso mesmo gosto tanto dela.

Já no início da série sabemos que Rose fugiu da Academia com Lissa, e a vemos ser capturada. É o momento em que conhecemos o dampiro Dimitri Belikov, o guardião oficial da Princesa Lissa. Ah, sim, Lissa é membro de uma das famílias da realeza dos Moroi, a última de sua família, por isso precisa ser extremamente protegida. Mas voltando ao Dimitri, ele chega com seu sotaque russo, casaco longo, rabo de cavalo e olhos castanhos, bonito demais para seu próprio bem, conquista Rose *cof cof* e todas as leitoras *cof cof*. Mas Rose não pode se envolver com ele já que, além de ele ser 7 anos mais velho, na volta à Academia, ele vira seu instrutor.

Além dos protagonistas, outros personagens viraram meus queridinhos, como o Christian, de quem gosto muito (apesar de o personagem ir ficando mais apagado com o passar dos livros); o Adrian (apesar de que não foi amor à primeira vista e ele me deixava desconfiada no começo); o Abe, com todo o jeito de mafioso dele, seus grandes segredos e como ele defende “os seus”; Janine, a mãe da Rose, a única a bater de frente com ela e levar a melhor; a Sydney (mas vou falar melhor dela quando fizer a resenha de Bloodlines), entre vários outros. Já a Lissa é um personagem que me irritou em muitos momentos durante a série, mas não posso negar o quanto o papel que ela cumpre é importante para a história toda.

Eu enrolei muito para começar a ler essa série. Estava meio que numa rehab de livros de vampiro, evitando um pouco o tema, mas quando senti que estava preparada, foi o primeiro da minha lista. E se eu enrolei para começar, depois que comecei devorei os livros e li todos os lançados no Brasil um atrás do outro – e não me contive e li os que ainda não foram lançados aqui em inglês. Como queria ler a série eu fugi de todos os spoilers possíveis e foi a melhor coisa que fiz. A única coisa que eu tinha total certeza era de que existia um personagem chamado Dimitri que tem uma legião de fãs apaixonadas por ele... rss

Eu leio bastante, então me acho espertinha e sempre que começo uma série nova fico especulando comigo mesma como a história vai se desenvolver, pego os acontecimentos do primeiro livro como pista do rumo que a série vai tomar e fico imaginando “aposto que a protagonista vai fazer isso”, “aposto que o mocinho vai fazer aquilo”, “aposto que vai surgir tal conflito”. Mas a tia Richelle, aquela danada, quebrou minhas pernas e deu um rumo para a história que eu NUNCA ia imaginar. Tudo vai de um jeito e de repente, chega o livro três e muda tudo. Quando comecei a leitura, imaginava que a história iria por um caminho, já projetava mais ou menos quais os conflitos que seriam enfrentados pelos personagens. Não podia estar mais enganada. Em nenhum momento me passou pela cabeça o grande acontecimento que muda tudo. A gente fica chocado, com o coração apertado, fica ansioso para o que acontecerá depois... Como eu já comentei em alguma das resenhas, o bom dessa série é que não há enrolação. Muitas coisas vão acontecendo mas muitas vão sendo resolvidas pelo meio do caminho então ficamos sempre satisfeitos. E foi ótimo chegar ao último livro e saber que a razão de alguns dos acontecimentos encontra explicação lá no começo da série. Série planejada e com tamanho certo é outra coisa.

Só posso dizer que depois dessa série eu definitivamente virei fã da autora (apesar de ela massacrar nosso coraçãozinho sem dó) e não vejo a hora de ler toda e qualquer outra coisa que ela já escreveu/vai escrever/ainda está sonhando em escrever.




Academia de Vampiros 1: O Beijo das Sombras (Vampire Academy)
Academia de Vampiros 2: Aura Negra (Frostbite)
Academia de Vampiros 3: Tocada pelas Sombras (Shadow Kiss)
Academia de Vampiros 4: Promessa de Sangue (Blood Promise)
Vampire Academy 5: Spirit Bound
(ainda não lançado no Brasil)
Vampire Academy 6: Last Sacrifice (ainda não lançado no Brasil)



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21 de dezembro de 2011

'Dash & Lily's Book of Dares - Rachel Cohn & David Levithan'







Dash & Lily's Book of Dares
Rachel Cohn & David Levithan












“Imagine this:
You’re in your favorite bookstore, scanning the shelves. You get to the section where a favorite author’s books reside, and there, nestled in comfortably between the incredibly familiar spines, sits a red notebook.
What do you do?
The choice, I think, is obvious:
You take down the red notebook and open it.
And then you do whatever it tells you to do.

Imagine isso:
Você está em sua livraria favorita, explorando as prateleiras. Você chega à seção onde residem os livros de um autor preferido, e lá, confortavelmente acomodado entre lombadas incrivelmente familiares, está um caderno vermelho.
O que você faz?
A escolha, eu acho, é obvia:
Você pega o caderno e o abre.
E então você faz qualquer coisa que ele te mande fazer
.”
*Tradução livre



Dash não gosta do natal. Toda essa coisa de espírito natalino não é pra ele. Tanto que, chegada a época das Festas de fim de ano, ele planeja cuidadosamente para ficar sozinho em casa, numa de “órfão por opção”. Fala para a mãe que passará o natal com seu pai, e para o pai que o passará com sua mãe – o que ele consegue facilmente e sem levantar suspeitas, considerando que seus pais não se falam há anos. Com pais viajando e muito tempo livre, Dash passa boa parte desse tempo em seu lugar preferido em Nova York: a livraria Strand. A gigantesca livraria Strand. Em uma das prateleiras, enquanto procura alguma novidade de um de seus autores preferidos, ele encontra um caderno vermelho, um Moleskine vermelho, que o deixa intrigado. Dentro dele encontra uma letra de garota e uma série de desafios em uma espécie de “caça ao tesouro” que o leva a diferentes livros que o ajudam a formar uma frase, frase essa que o incita a praticar uma ação. Como o próprio Dash inicia o livro contando, se você acha um caderno vermelho nessas condições, você simplesmente faz tudo o que ele manda.

Lily ama o natal! As luzes, os biscoitos, as pilhas de presentes, o espírito de solidariedade natalino, tudo. Tanto que, neste natal, organizou seu próprio grupo de “Caroling” (pessoas que se reúnem e vão de casa em casa cantando canções de natal). Lily também está sem seus pais durante as Festas, mas porque os dela viajaram para Fiji em comemoração aos 25 anos de casamento. E ela não ficou sozinha e sim com seu irmão mais velho e o namorado dele, além de seu avô super protetor. Langston, o irmão, decide que Lily precisa de algo com que se ocupar, então pega um dos cadernos vermelhos dela e nele escreve uma série de pistas e desafios que a ajudariam a encontrar a companhia certa para ela. O caderno é deixado então no lugar preferido dela: a livraria Strand, a espera que alguém responda ao desafio contido nele. E alguém o faz.

Entre idas e vindas do caderno, filmes de natal, biscoitos, lojas absurdamente lotadas, casas iluminadas, museus de cera, amigos intrometidos, ex-namoradas e familiares excêntricos, Dash e Lily trocam desafios e confidências, se abrem, desabafam, divagam, tudo através das páginas do caderno, e têm um período natalino bem diferente do que imaginaram.

Esse livro, escrito a quatro mãos pela Rachel Cohn e David Levithan, é narrado em primeira pessoa, em capítulos intercalados, pelos personagens do título, cabendo ao David narrar os capítulos do Dash e à Rachel os da Lily. Gosto muito da forma como os autores escrevem, e achei mais interessante ainda saber que um escreve um capítulo, manda por e-mail para o outro que continua do ponto que o primeiro parou, sem que eles tivessem combinado antes qual seria o rumo da história. Em conjunto, utilizando essa mesma fórmula, os autores já lançaram os livros Nick & Norah – Noite de Amor e Música e Naomi and Ely's No Kiss List. Infelizmente, apenas o Nick & Norah já foi lançado no Brasil.

Gostei do Dash & Lily, mas confesso que esperava mais da história, pelo tanto que gostei do Nick & Norah (ah, as expectativas altas...). Meu problema, na verdade, foi só com a Lily, porque das partes do Dash, que é um lindo, não tenho nada a reclamar. Por várias vezes achei a Lily muito bobinha pra não dizer chata, muito cheia de mimimi pro meu gosto, enquanto super me identifiquei com o Dash, inclusive nessa coisa de não gostar do natal – *Grinch Feelings* o/ – além, é claro, do tanto que ele gosta de livros e de o lugar preferido dele ser uma livraria (característica que ele divide com a Lily, então vamos dar um crédito a ela). Em resumo peguei uma certa implicância com a Lily enquanto gostei demais do Dash, o que me leva a pensar que já passou da hora de eu ler os livros “solo” do David Levithan.

Dos outros livros em conjunto dos autores já li o Nick & Nora (resenha aqui), que se passa em uma única noite, enquanto esse se passa em vários dias. Gostei infinitamente mais do outro, talvez por ter gostado mais dos personagens, talvez porque tenha gostado mais do final dado ao outro. Mas, bem, ignorando o fato de que eu esperava mais do final, e a chatice da Lily, o livro é bem bonitinho. E a capa? Linda!! Apesar das minhas reclamações, o livro tem muitas coisas boas, é uma história realmente bonitinha, e há momentos impagáveis como Lily passeando com um cachorro que é do tamanho de um pônei e, óbvio, sendo carregada por ele, e Dash entrando numa guerra de neve com algumas crianças e depois sendo perseguido pela mãe delas como se fosse um maníaco que ataca criancinhas... com direito a postagem em blogs e tudo.

Outro ponto alto é a Livraria Strand, que tem um papel importante em toda a história, e que realmente existe e é frequentada pelos autores. Eu fiquei alucinada para conhecer o local preferido dos protagonistas, que diz na fachada serem “18 milhas de livros”, o que seria cerca de 28, quase 29km. De livros! É pra deixar qualquer bookaholic desesperado e desejando ir para Nova York imediatamente. Para vocês ficarem como eu, vou deixar um vídeo do lugar. Vamos todos pra lá?







***

21 de novembro de 2011

'Sociedade Secreta vol. 1: Rosa & Túmulo - Diana Peterfreund'







Sociedade Secreta: Rosa & Túmulo
(Secret Society Girl)
Diana Peterfreund








“Eu disse ao Lancelot que preferia que eles não me carregassem.
Ele disse que não tinha jeito.
Eu queria saber com antecedência para onde me levariam.
Ele disse que tudo ficaria claro no devido tempo.
Fui absolutamente taxativa que não haveria sangue de virgens assassinadas sendo bebido.
Ele disse que veria o que podia fazer.”


Amy Haskel está quase chegando a seu último ano na faculdade, período em que alguns dos estudantes, os mais privilegiados, são convocados a participar de Sociedades Secretas. Todos sabem que elas existem – afinal, suas sedes são gigantescos mausoléus existentes no campus – mas ninguém pode saber ao certo quem são seus membros ou o que acontece em suas reuniões. Sendo editora da revista literária da universidade, Amy tem certeza de que será convocada para a Pena & Tinta, a sociedade literária, e está ansiosa para o que isso vai acrescentar ao seu currículo, não tanto pela sociedade em si, afinal, a Pena & Tinta nem é das mais famosas e nem é tão secreta assim. Durante sua entrevista, porém, realizada numa sala escura em que ela sequer conseguia ver seus entrevistadores, tudo era muito estranho já que eles sabiam tudo sobre sua vida, podiam citar cada um dos professores que ela já teve e inclusive, tinham uma cópia do romance inacabado que ela escreveu e que ninguém além dela e de sua colega de quarto sabia da existência. A entrevista definitivamente não era para a Pena & Tinta, mas então, qual seria a outra sociedade secreta que a estaria cortejando?

A resposta veio alguns dias depois, quando ela recebe um envelope com a borda preta selado com um símbolo de uma rosa dentro do que parecia ser um caixão. O símbolo da Rosa & Túmulo. Mas não podia ser, aquilo só podia ser alguma espécie de trote. A Rosa & Túmulo era a mais antiga, a mais poderosa e mais famosa sociedade do país. Seus membros pertenciam à elite, vinham de famílias influentes, tinham altas aspirações (dizia-se que todos os Presidentes eram membros, todos os candidatos à Presidência eram, para não ter dúvida). Acima de tudo, os membros eram todos homens.

Após ser capturada por estranhas figuras com capas pretas, uma Noite da Iniciação com bizarros rituais e juramentos de lealdade, Amy se vê envolta em um mundo totalmente inusitado, cheio de segredos e conspirações. Se vê obrigada a se afastar de seus amigos, já que não pode mencionar qualquer de suas novas atividades a eles, acaba se aproximando de pessoas que ela não suportava e que agora devem supostamente ser seus melhores amigos, seus irmãos e os únicos em quem pode confiar. Deve negar, sempre, a existência da Sociedade, mas usar sempre um broche que a representa. Como todos os outros Coveiros, ela ganhou um nome na Sociedade, que deve ser usado durante as reuniões, mas nunca fora do Mausoléu. Já era muito com o que lidar, mas antes fosse só isso. Além de tudo Amy ainda se depara com aqueles que não estão nada felizes com a entrada de mulheres na Sociedade...


“Será que eu conhecia essas pessoas o suficiente para me apegar completamente aos seus princípios? E se as causas da Rosa & Túmulo fossem destruir a democracia, tornar a pizza ilegal e dominar a indústria de botas de couro até o joelho? E se os inimigos que eu devia prejudicar fossem o Dalai Lama ou o Brad Pitt? Lancei um olhar furtivo às figuras vestidas de forma ridícula que me cercavam.
Nah, provavelmente não.”


Por bastante tempo eu via esse livro e não tinha vontade de lê-lo, nem sei por que. Algumas pessoas me recomendavam, mas ele não me chamava a atenção. Então um dia me deu vontade de ler e eu li e a conclusão foi: o que eu estava pensando que não li antes!!! O livro é tão, tão bom, a história é tão, tão legal! Eu adoro essa coisa de sociedades secretas, rituais bizarros de iniciação, então realmente não sei por que não li esse livro antes.

Sociedade Secreta: Rosa & Túmulo é o primeiro livro da série Sociedade Secreta, da americana Diana Peterfreund, que conta com quatro livros, três deles já publicados no Brasil. A narrativa é em primeira pessoa então a personagem que conhecemos melhor é a protagonista/narradora Amy. Gostei muito dela, adorei suas listas, suas confissões que iniciam cada capítulo, sua trapalhada vida amorosa, as paranóias dela e o quanto ela acreditava em cada uma das teorias da conspiração que ela já ouviu sobre a Rosa & Túmulo.

Outros personagens também me agradaram, como a Lydia, melhor amiga de Amy – de quem ela tem que esconder tudo relacionado à Sociedade; a Clarissa, que a primeira vista parece uma patricinha metida mas não é nada disso, o Brandon, amigo-colorido, quase-namorado da Amy, o charmoso George, além de todos os convocados da turma de Amy. Tem também o Malcom, o “irmão mais velho”. Ahh, como eu gosto do Malcom!!

Eu poderia dizer que tem um personagem, um dos Coveiros, que é um babaca, por que foi o que achei depois de ler esse livro, mas, como estou escrevendo essa resenha tendo lido os três primeiros livros, não posso chamá-lo de babaca... não depois de ter me apaixonado por ele!! S2 Mas não é nesse livro, é só mais pra frente então não vou nem dizer quem ele é =X

Durante a leitura, toda essa história de sociedades secretas me fez lembrar do filme Sociedade Secreta (The Skulls), com o lindo do Joshua Jackson, e também da 5ª temporada de Gilmore Girls, quando a Rory está na faculdade e vai fazer uma reportagem sobre a "Life and Death Brigade", Sociedade Secreta da qual o Logan, paquera dela, fazia parte (You Jump, I Jump, Jack). Sobre esse último fiquei pensando cá com meus botões se o Logan na verdade não fazia parte da Rosa & Túmulo, afinal ele era de uma família influente e abastada, estudava em uma faculdade da Ivy League americana, fazia parte do jornal da faculdade... *Certo, passou meu momento de devaneio de fã de Gilmore Girls*

Enfim, pesquisando sobre o assunto (sociedades secretas, não Gilmore Girls), em Yale – universidade em que a autora estudou – existe uma famosa Sociedade Secreta, a Skull & Bones, fundada em 1832, que claramente serviu de inspiração para a Rosa & Túmulo (e, a propósito, também para a Life and Death Brigade, de Gilmore Girls e a Skulls, do filme Sociedade Secreta). Existem diversas teorias da conspiração rondando essa Sociedade Secreta. Há quem afirme, entre outras coisas, que é a Skull & Bones que controla a CIA... Entre seus membros famosos estão os ex-Presidentes americanos, Bush pai e Bush filho, Diretores da CIA, Magnatas da mídia, Secretários de guerra. Li coisas bem interessantes sobre essa verdadeira Sociedade Secreta. Ênfase para a referência à cerimônia de renascimento e aos caixões que, parece, acontece mesmo na Skull & Bones, além de nas sociedades fictícias.

Não sei se deu para perceber, mas eu adoro teorias da conspiração, rs. Codinomes, apertos de mão secreto, juramentos, mausoléus. E isso tudo é o que não falta nesse livro.

Além de tudo, adorei o motivo de a Sociedade da Amy se chamar Rosa & Túmulo, já que envolve outra coisa que eu adoro (mas não vou contar o que é), adorei um dos personagens se chamar George Harrison, e um dos nomes da sociedade ser o mesmo de um personagem do meu livro favorito do Shakespeare.

Leitura muito mais que recomendada!!


Sociedade Secreta vol. 1: Rosa & Túmulo (Secret Society Girl)
Sociedade Secreta vol. 2: Sob a Rosa (Under the Rose)
Sociedade Secreta vol. 3: Ritos de Primavera (Rites of Spring (Break)) Sociedade Secreta vol. 4: Tap & Gown
(ainda não lançado no Brasil)




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