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21 de janeiro de 2013

'Bloodlines - Richelle Mead'








Bloodlines


Richelle Mead








 Bloodlines é o primeiro livro da série de mesmo nome da Richelle Mead, série esta que é um spin-off, série derivada, de Vampire Academy – Academia de Vampiros. Por isso, voltamos ao mundo dos Moroi, Strigoi e Dampiros, mas desta vez de uma perspectiva diferente. Sai Rose Hattaway e entra Sydney Sage. Nossa nova protagonista e narradora é a Alquimista Sydney, uma humana que tem conhecimento do mundo dos vampiros em razão de sua profissão.

 Os Alquimistas são uma espécie de “Homens de Preto”, responsáveis por proteger os humanos, escondendo deles a existência dos vampiros. Eles encobrem evidências, ocultam vestígios e se esforçam ao máximo para deixar os humanos na ignorância quanto aos vampiros. Não, eles não gostam de vampiros, qualquer que seja o tipo, ou mesmo de dampiros, pois acreditam que eles são seres não naturais, criaturas malignas da noite. Vez ou outra eles se aliam aos Moroi, os vampiros pacíficos, usuários de magia baseadas em elementos da natureza, mas só quando extremamente necessário para manter o segredo da existência deles. Como os guardiões dampiros, os Alquimistas são marcados por uma tatuagem, sendo a deles um lírio dourado no rosto, feita com ouro e com sangue dos Moroi, o que os deixa mais resistentes e saudáveis que um humano comum.

 Sydney aparece pela primeira vez em Promessa de Sangue, o quarto livro de Vampire Academy e tem um importante papel no último livro, sendo de grande ajuda para Rose. Exatamente por causa de tal ajuda, no começo dessa nova série Sydney está sendo mal vista pelos demais Alquimistas por ser “sociável” demais com Dampiros e Moroi. [Pausa para deixar registrado que o pai da Sydney é um babaca]. Enfim, para melhorar sua imagem – e para evitar que sua irmã caçula seja obrigada a fazê-lo – Sydney aceita uma missão que nenhum outro Alquimista gostaria de realizar: ajudar a proteger a irmã da rainha dos Moroi que sofreu um terrível ataque e está sendo levada para uma escola de humanos para se esconder. Sydney deverá dividir um quarto com ela, fingir ser sua irmã e ajudar o grupo que a acompanhará a se misturarem entre os humanos sem serem descobertos. No grupo, além da princesa Moroi temos seu guardião dampiro e mais um outro Moroi pertencente à realeza. Todos eles nós já conhecemos. Todos eles antes eram coadjuvantes e agora ganham um papel mais central.

 Sydney é uma boa protagonista. Gostei dela desde a primeira vez que ela apareceu e ainda mais agora que a conhecemos melhor. Me diverti com o medo que ela tem da magia dos Moroi, do quanto ela é nerd e adora estudar e com o quanto ela passa a gostar e se importar com os Dampiros e Moroi, mesmo sendo contra tudo o que lhe foi ensinado.

 Também conhecemos melhor Jill, que não é tão irritante quanto a irmã dela e o Eddie, um guardião amigo de Rose que vimos sofrer muito e agora ainda sofre as consequências de tudo o que teve que fazer para ajudar seus amigos.

 E o Adrian. Ah, o Adrian... *suspira* Conhecemos o Moroi Adrian Ivashkov no Aura Negra, o segundo livro da Academia de Vampiros. Ele faz parte de uma das famílias da realeza e sempre foi um boa-vida. Possui vários vícios e a instabilidade dos usuários de Espírito – um dos mais raros elementos. Ele pode ver auras, curar e entrar nos sonhos das pessoas. Ele está presente em quase toda a série Vampire Academy, então já é um velho conhecido. Mais que isso, pelo menos pra mim, já é um queridinho. A primeira vez que ele apareceu eu fiquei com um pé atrás, mas dali em diante ele só me conquistou mais e mais.

*Vem invadir meus sonhos, Adrian, seu lindo!*

 Nessa nova série ele começa arrasado, sofrendo, sentindo pena de si mesmo e se afundando em seus vícios. Mas em momento algum ele deixa de lado seu jeito sarcástico ou suas tiradinhas irônicas. No decorrer do livro começamos a notar uma evolução nele, mas sem perder suas maiores características, como por exemplo, ser extremamente charmoso.


Can’t you... I don’t know. Find a hobby or something?”
“Being charming is my hobby” said Adrian obstinately.


 Apesar de já conhecermos esse mundo criado pela Richelle, é um início de série, portanto hora de estabelecer as premissas. Por isso, o ritmo dele ainda não é tão intenso quanto ao do final da série que o antecedeu, mas já começamos a ter ação, segredos, traição, ameaças e inimigos. Descobrimos algumas coisas sobre Sydney que eram segredo na série anterior, como por exemplo qual sua relação com Abe Mazur. Voltamos ao ambiente escolar, mas em uma escola humana, bem diferente da Academia São Vladimir, a qual todos têm que se adaptar, inclusive Sydney, que nunca frequentou uma escola regular já que recebeu toda sua educação em casa. Além dos personagens já conhecidos aparecem outros, alguns humanos que frequentam a escola, Moroi que moram nas redondezas e Alquimistas – apesar de não gostarmos exatamente de todos eles *cof cof*

 Por vezes me peguei imaginando o que a Rose faria em determinadas situações pelas quais a Sydney passa, já que a Rose é bem mais impulsiva, já chega com o “pé no peito” enquanto a Sydney analisa diversas vezes a situação antes de fazer algo. Mas nem por isso gostei menos dela. Só que ela é bem diferente da Rose e não só porque uma é dampira e a outra humana. Seus temperamentos são diferentes, suas atitudes são diferentes. E ainda bem que é assim!

 Bloodlines já tem previsão de lançamento no Brasil! Será publicado pelo selo Seguinte da editora Companhia das Letras em junho de 2013. A editora comprou os direitos de publicação da série e só está aguardando o lançamento do sexto livro da Academia de Vampiros pela editora Agir, que, FINALMENTE, prometeu que o publicará agora no primeiro semestre de 2013. Vamos aguardar. 

 Quando terminei de ler Bloodlines fiquei extremamente ansiosa pelo segundo livro da série, “The Golden Lily”  se não pela curiosidade normal ou pelas possibilidades que o enredo trás, pela última frase de Bloodlines, que é de fazer qualquer fã de Vampire Academy surtar  mas acabou que quando o TGL foi lançado eu fiquei com pena de ler e acabar logo e não ter o seguinte para ler (sim, sou dessas). Mas minha desculpa acaba no próximo mês, quando o terceiro livro, The Indigo Spell, será lançado. Devorarei os três livros assim  que TIS for lançado, sim, ou claro?

Enquanto isso a Titia Richelle, que é uma linda - quando não está nos matando de angustia e massacrando nossos corações, em preparação para o lançamento do terceiro livro da série, fez posts no blog dela em que ela comenta cada um dos capítulos de Bloodlines, com informações de bastidores, sobre os sentimentos dos personagens, de onde ela tirou essa ou aquela ideia. Vale muito a pena dar uma olhada!








– Bloodlines 1: Bloodlines
– Bloodlines 2: The Golden Lily 
– Bloodlines 3: The Indigo Spell (previsto para fevereiro 2013)





***

4 de setembro de 2012

'Any Man of Mine - Rachel Gibson'








Any Man of Mine 
Rachel Gibson







 Sam LeClaire não é um mero jogador de hockey, mas sim um dos melhores. Como muitos de seus companheiros ele é arrogante, convencido e irresponsável. Fez muitas coisas imprudentes na vida, mas talvez a pior de todas tenha sido há 5 anos, quando se casou com uma garota que conheceu em Las Vegas após um único fim de semana juntos e a abandonou no dia seguinte ao casamento. Talvez ele nunca mais precisasse ver aquela ruiva que uma vez o fez perder a cabeça não fosse o fato de ela ter ficado grávida. Autumn Haven é uma ótima mãe para seu filho, Conner, mas é a pessoa que mais o odeia no mundo. Com razão, claro. Pelo bem de Conner eles concordaram em nunca mais se ver - já que cada vez brigavam mais - e que fosse sempre uma das asssistentes de Sam a buscar o garoto para visitar o pai. Após alguns anos sem vê-la, porém, quando menos esperava, ele tem a visão de cabelos vermelhos do outro lado do salão que o faz lembrar da primeira vez que os viu. 

 Autumn tem certeza de que já superou Sam. Certeza de que não o ama mais e nem mesmo o odeia como uma vez odiou. Está certa de que pode lidar com a nova presença constante dele, que resolveu ser um pai mais atencioso e presente, já que é o melhor para seu filho. Ela só não podia se deixar levar mais uma vez por seu charme, seu corpo escultural e seu repentino desejo de ser um pai melhor. Ela tinha que tomar muito cuidado para não gostar demais desse novo Sam

 Any Man of Mine é o sexto livro da série sobre os jogadores de hockey dos Chinooks, famoso time fictício de Seatlle. Em cada livro um dos jogadores do time é o protagonista e, estando no sexto livro, já acompanhamos bastante da história do time. Presenciamos suas vitórias, derrotas, mudança de dono, troca de jogadores etc. Eu sou apaixonada por todos os livros dessa série! As histórias são independentes e podem ser lidas fora de ordem, mas eu acho mais gostoso acompanhar a ordem certa. Essa história começa logo depois dos acontecimentos finais do livro anterior, Nothing But Trouble, e como em todos, os protagonistas dos outros livros fazem suas aparições e acompanhamos um pouquinho mais do que aconteceu com eles depois. Nesse temos o Ty e a Faith de True Love and Other Disasters e o Mark e a Chelsea de Nothing But Trouble

 O protagonista desse livro, Sam, nós já conhecemos dos outros livros da série. O engraçadinho, charmoso e metido a conquistador jogador de hockey que adora uma boa briga e está sempre com um olho roxo durante a temporada de jogos. Eu sou um pouco control-freak como a Autumn, então no começo me irritei com a irresponsabilidade do Sam, mas conforme o fui conhecendo foi impossível não gostar dele, e até entender, um pouquinho, porque ele agia daquela forma. Mas até isso acontecer eu me irritei demais com ele! Já a Autumn, além de control-freak, é uma mãe dedicada, que se esforça para cuidar bem de seu filho, mesmo que pra isso sacrifique todo o seu tempo. Ela não vê o pai há anos, sua mãe faleceu e ela foi abandonada no dia seguinte ao seu casamento, logo depois descobriu que estava grávida. A única pessoa com quem ela podia contar era seu irmão Vince. Magoada, traumatizada, ela queria apenas dar uma família para seu filho, mas desistiu da ideia com o passar dos anos, diante do egoísmo e irresponsabilidade do pai do menino. Ela se fechou também para outros homens, se dedicando apenas à criação do filho pequeno e  começar um negócio bem sucedido. 

 Eu já contei isso aqui mais de uma vez mas vou repetir: eu adoro os livros da Rachel Gibson! São daqueles tipos que a gente lê, relê e adora sempre. Pelo menos comigo é assim. Alguém pode até dizer que os livros dela seguem sempre uma mesma fórmula - casal se conhece e/ou se reencontra, se estranham um pouco no começo, sentem-se atraídos um pelo outro, ficam juntos e felizes por um tempo, algo acontece que os separa mas no fim têm final feliz. Sim, ela segue essa fórmula, se não em todos na maioria dos livros, mas WhoCares? Amo os livros dela mesmo assim, porque o que conta em uma boa história é o desenvolvimento dela. 

 Com Any Man of Mine não é diferente. É uma delícia acompanharmos o reencontro da Autumn e do Sam, observarmos a enorme diferença de personalidade deles e como no decorrer da história ele amadurece e ela aprende a ser mais flexível. E ainda temos o fofo do Conner, filho do casal, que dá um charme maior à história. Me diverti demais com a interação dele com os pais, os "momentos família" são realmente fofos. 

Terminei o livro já querendo pra ontem uma história do Vince, o artomentado e solitário irmão da Autumn, um ex-fuzileiro naval cheio de segredos. Qual não foi minha felicidade quando descobri que o livro mais novo lançado pela Rachel (Rescue Me) tem justamente ele como protagonista! É muito amor por essa autora!!



PS: Os direitos de publicação desse livro e do Nothing But Trouble foram comprados pela Editora Pandorga, mas ainda não há previsão do lançamento deles. 



The Chinooks Hockey Team Series #1: Simply Irresistible 
John “The Wall” Kowalsky and Georgeanne Howard
The Chinooks Hockey Team Series #2: See Jane Score 
Luc “Lucky” Martineau and Jane Alcott
The Chinooks Hockey Team Series #3: The Trouble With Valentine’s Day 
Rob “The Hammer” Sutter and Kate Hamilton
The Chinooks Hockey Team Series #4: True Love and Other Disasters 
Ty “Saint” Savage and Faith Duffy
The Chinooks Hockey Team Series #5: Nothing But Trouble 
Mark “The Hitman” Bressler and Chelsea Ross
The Chinooks Hockey Team Series #6: Any Man of Mine 
Sam Leclaire and Autumn Haven


 ***

24 de julho de 2012

'I've Got Your Number - Sophie Kinsella'







I've Got Your Number 
Sophie Kinsella









Poppy Wyatt estava nas nuvens de tanta felicidade. Estava noiva de um cara lindo e perfeito, com o casamento próximo e tudo estava indo às mil maravilhas. Isso é, até ela perder seu anel de noivado. Seu valiosíssimo anel de noivado. Seu valiosíssimo anel de noivado que era uma herança de família e que estava na família de Magnus há três gerações. Enquanto tentava não entrar em pânico ela vasculhava cada centímetro do salão do hotel onde se reuniu com algumas amigas. Entre a busca e momentos de desespero, Poppy acaba perdendo seu celular - sim, não era o dia dela. Atingindo mais um nível de desespero tudo o que ela conseguia pensar era em como os funcionários do hotel iam entrar em contato com ela se achassem o anel. Claro que não podiam ligar na casa dela e correr o risco do Magnus atender. Ainda circulando pelo hotel, algo numa lixeira chama a atenção dela. Um celular, novinho, perfeito. Depois de ter certeza que ninguém estava procurando, usando a máxima "achado não é roubado", ela pega o telefone, passa o número dele para os funcionários do hotel e todos seus amigos. Então ela recebe uma ligação. Do verdadeiro dono do celular. 

 O verdadeiro dono quer o celular de volta, ela precisa do número até encontrar seu anel. Eles acabam entrando em um "acordo", e ela fica com o celular contanto que repasse para ele todas as mensagens e e-mails que receber nele. Imediatamente. E é o que Poppy faz. Claro que às vezes ela fica entediada no metrô, às vezes ela fica curiosa, então ela lê uma ou outra mensagem, alguns e-mails e começa a criar teorias sobre as pessoas que mandam as mensagens e sobre Sam Roxton - o dono do celular. Conforme ela vai conhecendo-o melhor (pelas mensagens que troca com ele, umas poucas ligações e principalmente pelas mensagens que ele recebe), ela começa a ter opiniões sobre o que ele deveria responder e começa a ter muitas ideias de como "ajudá-lo"... Tudo isso enquanto tem que planejar seu casamento, encontrar seu anel de noivado antes que seu noivo perfeito descubra e ainda lidar com seus futuros sogros, que, ao que tudo indica, não gostam muito dela, que é uma mera fisioterapeuta enquanto eles são uma família de gênios estudiosos com diversos livros publicados.

 Eu amo os livros da Sophie Kinsella! Simples assim. Então sempre começo a leitura de um novo livro dela totalmente propensa a gostar. E dona Sophie até hoje não me decepcionou! Poppy é mais uma protagonista que nos causa MUITA vergonha alheia. Mas muita mesmo, o que, claro, é extremamente divertido. Cada vez que ela decide se intrometer para ajudar alguém... 

 A Sophie é mestre em escrever livros que a gente simplesmente não quer que acabe. Quando o livro chegou ao fim eu ainda queria saber o que ia acontecer com a Poppy, o que ela ia fazer depois, qual a próxima que ela iria aprontar "só tentando ajudar". Queria mais, mas fiquei feliz com o final. É tudo tão divertido, tão engraçado, tão bonitinho. E a narrativa da autora torna impossível não se apaixonar por aquele cara de raro sorriso, mas que quando sorri faz seu coração dar saltos... Eu terminei a leitura com um grande sorriso no rosto e com aquela sensação boa que os livros da Sophie sempre me trazem. 


<3






P.S. A melhor notícia de todas é que esse livro será lançado aqui no Brasil já no próximo mês, pela Record e com o título: "Fiquei com o seu número". Eu não vejo a hora que todo mundo possa ler e se apaixonar por ele como eu me apaixonei! E essa capa aí do lado? Eu já gamei!





***

26 de dezembro de 2011

*Série ‘Academia de Vampiros’ – Richelle Mead*





Série Academia de Vampiros
(Vampire Academy Series)
Richelle Mead





Terminei de ler o sexto livro da série, Last Sacrifice, e ainda estou meio tonta – e completamente feliz porque o final é perfeito!! – mas decidi que não tenho condições de fazer resenha sobre ele sem soltar milhares de spoilers. Se eu for escrever sobre o último livro tudo o que eu vou querer comentar é como o Abe conseguiu [...], ou a forma como a Lissa [...], ou ainda a Rose e sua [...]. Ou o Dimitri... ai o Dimitri... *__*

Mas não vou fazer isso, resolvi escrever sobre a série em geral, sem spoilers, para não estragar a leitura de ninguém, rs. Sobre o Last Sacrifice só vou comentar que, estando no sexto livro, o último da série, seria de se imaginar que já sabemos bem como funciona a sociedade Moroi, certo? Nada disso. Nesse livro descobrimos que não sabemos é de nada. Existe toda uma facção da qual não fazíamos ideia. Nem os leitores nem a Rose. Descobrimos junto com ela que tudo o que lhe foi ensinado não era bem assim...


Sobre a série, se ainda há quem não conhece, Academia de Vampiros – Vampire Academy – é uma série sobre vampiros (duh!) que se baseia em uma mitologia romena que explica a existência de 2 tipos básicos de vampiros: os Moroi, que são pacíficos, se alimentam de sangue humano mas não matam para isso. Eles possuem um tipo de magia ligada aos elementos da natureza e são mortais; e os Strigoi, esses são vampiros cruéis, assassinos sanguinários, que desistiram de sua magia pela imortalidade e força superior ou foram transformados à força. São os maiores inimigos dos Moroi. Há também os meio vampiros, os Dampiros, mais fortes que os humanos, possuem os reflexos e sentidos aguçados dos vampiros mas não suas fraquezas. Normalmente são treinados para serem guardiões dos Moroi contra os Strigoi e ensinados a dar suas vidas por eles, já que “eles vêm primeiro”.

A protagonista é a dampira Rose Hathaway, uma das estudantes da Academia São Vladimir. Ela é uma guardiã nata que acredita piamente em defender os Moroi com sua própria vida, se preciso, principalmente se a Moroi em questão for sua melhor amiga, Lissa Dragomir. Além de melhores amigas desde a infância, Lissa e Rose possuem um laço psíquico que permite à Rose “entrar” na cabeça de Lissa e testemunhar tudo o que a amiga faz ou pensa e sentir o que ela sente. Nossa Rose não é uma mocinha bobinha e passiva que espera ser salva do perigo ou que outros façam tudo por ela. Ela enfrenta o perigo, o procura. Cabeça dura, forte, esperta, impulsiva, violenta, rebelde e um pouco indisciplinada, ela faz muitas coisas que não devia, tem uma séria dificuldade de respeitar regras, mas não fica parada esperando as coisas acontecerem. Ela age. Ela grita. Ela ameaça. É, ela não é perfeita, mas por isso mesmo gosto tanto dela.

Já no início da série sabemos que Rose fugiu da Academia com Lissa, e a vemos ser capturada. É o momento em que conhecemos o dampiro Dimitri Belikov, o guardião oficial da Princesa Lissa. Ah, sim, Lissa é membro de uma das famílias da realeza dos Moroi, a última de sua família, por isso precisa ser extremamente protegida. Mas voltando ao Dimitri, ele chega com seu sotaque russo, casaco longo, rabo de cavalo e olhos castanhos, bonito demais para seu próprio bem, conquista Rose *cof cof* e todas as leitoras *cof cof*. Mas Rose não pode se envolver com ele já que, além de ele ser 7 anos mais velho, na volta à Academia, ele vira seu instrutor.

Além dos protagonistas, outros personagens viraram meus queridinhos, como o Christian, de quem gosto muito (apesar de o personagem ir ficando mais apagado com o passar dos livros); o Adrian (apesar de que não foi amor à primeira vista e ele me deixava desconfiada no começo); o Abe, com todo o jeito de mafioso dele, seus grandes segredos e como ele defende “os seus”; Janine, a mãe da Rose, a única a bater de frente com ela e levar a melhor; a Sydney (mas vou falar melhor dela quando fizer a resenha de Bloodlines), entre vários outros. Já a Lissa é um personagem que me irritou em muitos momentos durante a série, mas não posso negar o quanto o papel que ela cumpre é importante para a história toda.

Eu enrolei muito para começar a ler essa série. Estava meio que numa rehab de livros de vampiro, evitando um pouco o tema, mas quando senti que estava preparada, foi o primeiro da minha lista. E se eu enrolei para começar, depois que comecei devorei os livros e li todos os lançados no Brasil um atrás do outro – e não me contive e li os que ainda não foram lançados aqui em inglês. Como queria ler a série eu fugi de todos os spoilers possíveis e foi a melhor coisa que fiz. A única coisa que eu tinha total certeza era de que existia um personagem chamado Dimitri que tem uma legião de fãs apaixonadas por ele... rss

Eu leio bastante, então me acho espertinha e sempre que começo uma série nova fico especulando comigo mesma como a história vai se desenvolver, pego os acontecimentos do primeiro livro como pista do rumo que a série vai tomar e fico imaginando “aposto que a protagonista vai fazer isso”, “aposto que o mocinho vai fazer aquilo”, “aposto que vai surgir tal conflito”. Mas a tia Richelle, aquela danada, quebrou minhas pernas e deu um rumo para a história que eu NUNCA ia imaginar. Tudo vai de um jeito e de repente, chega o livro três e muda tudo. Quando comecei a leitura, imaginava que a história iria por um caminho, já projetava mais ou menos quais os conflitos que seriam enfrentados pelos personagens. Não podia estar mais enganada. Em nenhum momento me passou pela cabeça o grande acontecimento que muda tudo. A gente fica chocado, com o coração apertado, fica ansioso para o que acontecerá depois... Como eu já comentei em alguma das resenhas, o bom dessa série é que não há enrolação. Muitas coisas vão acontecendo mas muitas vão sendo resolvidas pelo meio do caminho então ficamos sempre satisfeitos. E foi ótimo chegar ao último livro e saber que a razão de alguns dos acontecimentos encontra explicação lá no começo da série. Série planejada e com tamanho certo é outra coisa.

Só posso dizer que depois dessa série eu definitivamente virei fã da autora (apesar de ela massacrar nosso coraçãozinho sem dó) e não vejo a hora de ler toda e qualquer outra coisa que ela já escreveu/vai escrever/ainda está sonhando em escrever.




Academia de Vampiros 1: O Beijo das Sombras (Vampire Academy)
Academia de Vampiros 2: Aura Negra (Frostbite)
Academia de Vampiros 3: Tocada pelas Sombras (Shadow Kiss)
Academia de Vampiros 4: Promessa de Sangue (Blood Promise)
Vampire Academy 5: Spirit Bound
(ainda não lançado no Brasil)
Vampire Academy 6: Last Sacrifice (ainda não lançado no Brasil)



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21 de dezembro de 2011

'Dash & Lily's Book of Dares - Rachel Cohn & David Levithan'







Dash & Lily's Book of Dares
Rachel Cohn & David Levithan












“Imagine this:
You’re in your favorite bookstore, scanning the shelves. You get to the section where a favorite author’s books reside, and there, nestled in comfortably between the incredibly familiar spines, sits a red notebook.
What do you do?
The choice, I think, is obvious:
You take down the red notebook and open it.
And then you do whatever it tells you to do.

Imagine isso:
Você está em sua livraria favorita, explorando as prateleiras. Você chega à seção onde residem os livros de um autor preferido, e lá, confortavelmente acomodado entre lombadas incrivelmente familiares, está um caderno vermelho.
O que você faz?
A escolha, eu acho, é obvia:
Você pega o caderno e o abre.
E então você faz qualquer coisa que ele te mande fazer
.”
*Tradução livre



Dash não gosta do natal. Toda essa coisa de espírito natalino não é pra ele. Tanto que, chegada a época das Festas de fim de ano, ele planeja cuidadosamente para ficar sozinho em casa, numa de “órfão por opção”. Fala para a mãe que passará o natal com seu pai, e para o pai que o passará com sua mãe – o que ele consegue facilmente e sem levantar suspeitas, considerando que seus pais não se falam há anos. Com pais viajando e muito tempo livre, Dash passa boa parte desse tempo em seu lugar preferido em Nova York: a livraria Strand. A gigantesca livraria Strand. Em uma das prateleiras, enquanto procura alguma novidade de um de seus autores preferidos, ele encontra um caderno vermelho, um Moleskine vermelho, que o deixa intrigado. Dentro dele encontra uma letra de garota e uma série de desafios em uma espécie de “caça ao tesouro” que o leva a diferentes livros que o ajudam a formar uma frase, frase essa que o incita a praticar uma ação. Como o próprio Dash inicia o livro contando, se você acha um caderno vermelho nessas condições, você simplesmente faz tudo o que ele manda.

Lily ama o natal! As luzes, os biscoitos, as pilhas de presentes, o espírito de solidariedade natalino, tudo. Tanto que, neste natal, organizou seu próprio grupo de “Caroling” (pessoas que se reúnem e vão de casa em casa cantando canções de natal). Lily também está sem seus pais durante as Festas, mas porque os dela viajaram para Fiji em comemoração aos 25 anos de casamento. E ela não ficou sozinha e sim com seu irmão mais velho e o namorado dele, além de seu avô super protetor. Langston, o irmão, decide que Lily precisa de algo com que se ocupar, então pega um dos cadernos vermelhos dela e nele escreve uma série de pistas e desafios que a ajudariam a encontrar a companhia certa para ela. O caderno é deixado então no lugar preferido dela: a livraria Strand, a espera que alguém responda ao desafio contido nele. E alguém o faz.

Entre idas e vindas do caderno, filmes de natal, biscoitos, lojas absurdamente lotadas, casas iluminadas, museus de cera, amigos intrometidos, ex-namoradas e familiares excêntricos, Dash e Lily trocam desafios e confidências, se abrem, desabafam, divagam, tudo através das páginas do caderno, e têm um período natalino bem diferente do que imaginaram.

Esse livro, escrito a quatro mãos pela Rachel Cohn e David Levithan, é narrado em primeira pessoa, em capítulos intercalados, pelos personagens do título, cabendo ao David narrar os capítulos do Dash e à Rachel os da Lily. Gosto muito da forma como os autores escrevem, e achei mais interessante ainda saber que um escreve um capítulo, manda por e-mail para o outro que continua do ponto que o primeiro parou, sem que eles tivessem combinado antes qual seria o rumo da história. Em conjunto, utilizando essa mesma fórmula, os autores já lançaram os livros Nick & Norah – Noite de Amor e Música e Naomi and Ely's No Kiss List. Infelizmente, apenas o Nick & Norah já foi lançado no Brasil.

Gostei do Dash & Lily, mas confesso que esperava mais da história, pelo tanto que gostei do Nick & Norah (ah, as expectativas altas...). Meu problema, na verdade, foi só com a Lily, porque das partes do Dash, que é um lindo, não tenho nada a reclamar. Por várias vezes achei a Lily muito bobinha pra não dizer chata, muito cheia de mimimi pro meu gosto, enquanto super me identifiquei com o Dash, inclusive nessa coisa de não gostar do natal*Grinch Feelings* o/ – além, é claro, do tanto que ele gosta de livros e de o lugar preferido dele ser uma livraria (característica que ele divide com a Lily, então vamos dar um crédito a ela). Em resumo peguei uma certa implicância com a Lily enquanto gostei demais do Dash, o que me leva a pensar que já passou da hora de eu ler os livros “solo” do David Levithan.

Dos outros livros em conjunto dos autores já li o Nick & Nora (resenha aqui), que se passa em uma única noite, enquanto esse se passa em vários dias. Gostei infinitamente mais do outro, talvez por ter gostado mais dos personagens, talvez porque tenha gostado mais do final dado ao outro. Mas, bem, ignorando o fato de que eu esperava mais do final, e a chatice da Lily, o livro é bem bonitinho. E a capa? Linda!! Apesar das minhas reclamações, o livro tem muitas coisas boas, é uma história realmente bonitinha, e há momentos impagáveis como Lily passeando com um cachorro que é do tamanho de um pônei e, óbvio, sendo carregada por ele, e Dash entrando numa guerra de neve com algumas crianças e depois sendo perseguido pela mãe delas como se fosse um maníaco que ataca criancinhas... com direito a postagem em blogs e tudo.

Outro ponto alto é a Livraria Strand, que tem um papel importante em toda a história, e que realmente existe e é frequentada pelos autores. Eu fiquei alucinada para conhecer o local preferido dos protagonistas, que diz na fachada serem “18 milhas de livros”, o que seria cerca de 28, quase 29km. De livros! É pra deixar qualquer bookaholic desesperado e desejando ir para Nova York imediatamente. Para vocês ficarem como eu, vou deixar um vídeo do lugar. Vamos todos pra lá?







***

7 de novembro de 2011

*Série ‘Os Spellman’ – Lisa Lutz*




Os “Spellman”
(The Spellmans)
Lisa Lutz



Passei 2 semanas – ou 4 livros seguidos – com essa família e garanto, é uma das mais excêntricas e divertidas famílias literárias que já conheci e agora que terminei de ler os livros já lançados da série (que foram devorados como se não houvesse amanhã) vou sentir uma falta imensa deles.

A primeira coisa que preciso dizer é que eles se amam imensamente e é o que justifica todos os atos de cada um deles. Meio que um “a gente só se intromete na vida de quem se ama”. Outra coisa que preciso contar é que eles são uma família de detetives particulares que gosta muito de levar o trabalho para a casa e acreditam que a privacidade é algo superestimado, algo que nem todos têm direito.

Mamãe e Papai Spellman, Olivia e Albert, se conheceram quando Albert começou a trabalhar como detetive particular, logo após ser obrigado a se aposentar da polícia por um problema na coluna, enquanto ela fazia uma investigação amadora, seguindo o noivo da irmã. Os dois se casaram em seguida, juntos fundaram a “Spellman Investigations” e tiveram 3 filhos.

David, o mais velho, sempre foi o garoto modelo, o filho perfeito, estudante de honra, formado com louvor, aquele com quem os pais nunca precisaram se preocupar. Trabalhou para os pais, mas apenas até os 16 anos, acreditando que estudar seria mais importante e que as pessoas têm sim direito à privacidade. Tornou-se um importante advogado, mantendo sempre a postura de “exemplo de perfeição”. Extremamente bonito, sua única falha de caráter, a princípio, seria o fato de partir vários corações, já que não está pronto para se comprometer.

Isabel, Izzy, a segunda filha, é o oposto de David. A garota problema, sempre metida em encrenca, segundo ela, para equilibrar as coisas na casa dos Spellman, que tinham um filho perfeito demais. Durante toda a adolescência Isabel bebia demais, farreava demais, praticava vandalismo demais, saia com os caras errados e sempre deu dor de cabeça a seus pais. Trabalha para eles desde os 12 anos e começou pelo básico, revirando lixo alheio, observando à distância com seu binóculo, seguindo pessoas aqui e ali... já como adulta, continuou seguindo a profissão da família, tornando-se uma detetive particular licenciada, mas não deixou de ser a filha problema. Digamos que apenas melhorou um pouco. Seus dias de vandalismo ficaram para trás – mais ou menos – mas continua bebendo demais e saindo com os caras errados. E preferindo entrar pela janela que usar a porta da casa. A lista de namorados que ela já teve é um capítulo à parte. E sim, existe uma lista. Como seus relatórios de investigação, há um sobre seus ex-namorados, numerando-os, incluindo seus dados básicos e arquivando assim que o relacionamento acaba.

Para acabar com o dito “equilíbrio” entre os filhos, chegou Rae, a caçula, que nasceu quando seus irmãos já eram adolescentes. É a mais precoce dos Spellman e a mais apaixonada pelo mundo das investigações. Sua primeira missão foi quando ela tinha apenas 6 anos. Aos 14, quando a história da série começa, Rae está completamente acostumada a esse mundo em que cresceu, um mundo em que é mais que natural ouvir atrás das portas, seguir pessoas para saber o que elas estão fazendo, chantagear seus irmãos e manipular toda a família para que façam tudo o que ela quer. Ela aprendeu desde cedo que tudo pode ser negociado e sequer escova os dentes ou toma banho sem negociar algum outro benefício. E conforme ela vai ficando mais velha as confusões que apronta só pioram. Quando ela começa a aprender a dirigir então...

Toda a história é narrada pela Isabel, a irmã do meio, então ela é quem conhecemos melhor. Mas, em razão da mania dela de investigar a tudo e a todos e querer saber todos os segredos mais profundos de quem a rodeia, posso dizer que conhecemos bastante todos os membros da família.

Como eu disse, todos se amam muito, se preocupam uns com os outros, mas quando algo parece errado, ao invés de perguntarem o que há, uma grande investigação começa, com direito a escuta de telefone, perseguições em alta velocidade, suborno, manipulação, interrogatório, chantagem. Não se pode esperar muito de uma família que tem um estatuto para tentar controlar a empresa de investigação e a própria família, com regras próprias e únicas, como estipular o dia em que ninguém pode falar e toda a comunicação se dá por mensagens e bilhetes, por exemplo, ou a obrigação de um certo número de vezes em que uma investigação deve ser feita obrigatoriamente com disfarces.

Aprendemos com a Isabel que se sua própria mãe te chantageia, se intromete na sua vida, te segue para todos os lugares e coloca escutas no seu telefone, e seu pai mantem uma "sala de interrogatório" desde que você é criança, você tem um problema.

Isabel sofre com seus pais intrometidos, seu irmão perfeito que está sempre guardando algum segredo – que ela simplesmente precisa descobrir – sua irmã pentelha e manipuladora, e sua obsessão quando uma investigação começa, não conseguindo desistir dela nem mesmo se o cliente desiste. Acompanhamos alguns anos dessa família com o decorrer da série, e vemos por exemplo, como Mamãe Spellman adquire uma mania de querer que todas as conversas importantes sejam gravadas. Então sempre temos “transcrições” dos diálogos mais importantes – ou apenas de conversas durante consultas com o dentista, um advogado, terapeuta ou com o Henry (apesar de ele odiar! rs). Por falar do Henry, ele é um dos ‘agregados’ da família, um policial que conhecemos no primeiro livro, que ajuda em uma importante investigação e nos demais livros ganha bastante espaço. A falta de paciência dele com as excentricidades dos Spellman – principalmente Rae e Isabel – é uma das coisas mais divertidas da série.





O primeiro livro dessa série, o “The Spellman Files”, foi lançado no Brasil com o título “A Família Spellman”. O meu lamento é ainda não termos os demais livros por aqui – o primeiro nem é o melhor da série. Na verdade, é o mais fraquinho.




Uma boa notícia é que em breve será lançado o quinto livro da série, e eu já estou morrendo de curiosidade para saber como estará a vida deles depois de tudo o que acontece no quarto livro!!





The Spellmans, #1 – The Spellman Files
The Spellmans, #2 – Curse of the Spellmans
The Spellmans, #3 – Revenge of the Spellmans
The Spellmans, #4 – The Spellmans Strike Again
The Spellmans, #5 – Trail of the Spellmans
(Lançamento previsto para 2012)



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31 de outubro de 2011

'Academia de Vampiros 5: Spirit Bound - Richelle Mead'








Vampire Academy 5: Spirit Bound
Richelle Mead








Eu ia esperar. Juro que ia esperar o livro ser lançado em português, mas um belo dia eu o vi, olhei para ele, ele olhou pra mim, e eu não resisti (fiquei enlouquecida e já comprei o último da série também, AND o spin-off, Bloodlines).

Enfim, nesse quinto volume, a vida de adulta de Rose finalmente começa, por assim dizer. Ela se forma na Academia, recebe sua marca da promessa (para fazer companhia às demais marcas molnija que ela já tem no pescoço) e segue para a Corte na espera de saber para qual trabalho será designada agora que é oficialmente uma guardiã. Claro que ela deseja ser guardiã de sua melhor amiga Lissa, com quem mantém um laço psíquico que permite que ela sinta as emoções dela, e por vezes “entre” em sua cabeça e até veja o mesmo que a amiga vê. Mas o mau comportamento de Rose pode tornar esse desejo impossível. Lissa, sendo a última Dragomir, é preciosa demais para a sociedade Moroi para ser protegida por alguém tão impulsiva como Rose.

Fora isso, Rose está sendo perseguida por um “admirador” – nada secreto – que lhe envia cartas e mais cartas em que conta o quanto anseia a encontrar, assim que ela estiver fora da proteção da Academia. Para se “livrar” dele, Rose arma um ousado plano para conseguir mais detalhes sobre uma informação que obteve durante seu tempo na Rússia, embora seja muito improvável que isso seja realmente verdade. Será mesmo possível?

Ufa! Esse é o quinto livro da série Academia de Vampiros, que, diga-se de passagem, é boa demais. Sabe o que é melhor? Não há enrolação. Muitas coisas acontecem, mas muitas coisas vão sendo resolvidas então ficamos satisfeitos que nada será deixado para trás. Esse livro, em especial, brinca demais com nossas emoções, a autora massacra o coração dos leitores sem dó.

Um dos pontos altos nesse livro é o Dimitri – Ah, vá – e sua... bem, tudo o que acontece com ele. Como lidar com a vontade absurda de colocá-lo no colo? Sofri tanto... É, essa sou eu, aquela que interage com personagens. Outro personagem que se destaca é o Adrian, de quem eu comecei com um pé atrás, quando ele apareceu pela primeira vez, lá no Aura Negra, mas a cada livro ele me conquista mais e cada vez gosto mais dele. Ele vem demonstrando não ser o cara superficial que aparenta a primeira vista, mas sim dedicado, preocupado, atencioso.

Por falar em personagens que se destacam, não posso deixar de fora a nossa protagonista/narradora Rose. Mocinhas bobinhas e passivas, que esperam que outros façam tudo por ela, que as protejam? Não a nossa Rose. Ela faz muitas coisas que não devia, tem uma séria dificuldade de respeitar regras, mas ela não fica parada esperando as coisas acontecerem. Ela age. Ela grita. Ela ameaça. É, ela não é perfeita, mas por isso mesmo gosto tanto dela.

Para ser justa, apesar de ela não ser das minhas favoritas, a Lissa me impressionou nesse livro. Uma das ações dela foi o que mais me deixou sem fôlego durante a leitura. Quem diria.

Eu meio que descobri sem querer coisas que aconteciam nesse livro antes de ler, porque sou curiosa e dei uma olhada na sinopse do sexto livro e na do primeiro livro da nova série da autora, Bloodlines, que é um spin-off (série derivada) de Vampire Academy. Mas isso não diminuiu a minha empolgação, ao contrário, fiquei ansiosa para saber como chega até ali. Mas, se você não gosta de spoilers, fique longe das sinopses!, rs



– Academia de Vampiros 1: O Beijo das Sombras (Vampire Academy)
– Academia de Vampiros 2: Aura Negra (Frostbite)
– Academia de Vampiros 3: Tocada pelas Sombras (Shadow Kiss)
– Academia de Vampiros 4: Promessa de Sangue (Blood Promise)
– Vampire Academy 5: Spirit Bound
(ainda não lançado no Brasil)
– Vampire Academy 6: Last Sacrifice (ainda não lançado no Brasil)


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17 de outubro de 2011

'Too Good to be True - Kristan Higgins'








Too Good to be True

Kristan Higgins







Seu noivo te largar três semanas antes do casamento já é ruim o suficiente. Imagina se ele faz isso porque se apaixonou por outra pessoa? E se essa pessoa é a sua irmã caçula, que, claro, para piorar a situação, também se apaixonou por ele? Pois isso foi o que aconteceu com Grace Emerson. Agora seu ex-noivo e sua irmã caçula estão felizes, irritantemente apaixonados e todas as pessoas que a conhecem a olham com pena, como se ela fosse a coitadinha abandonada. O lógico seria odiar os dois, certo? Mas como odiar Natalie, sua irmãzinha, aquela que, desde que os pais a trouxeram para casa do hospital, quando Grace tinha 4 anos, ela acredita que foi um presente para ela? A irmãzinha que ela sempre adorou e protegeu? Não é uma opção. Então, quando Natalie começa a se sentir culpada (oi? Ela está namorando o ex-noivo da irmã), Grace é capaz de tudo para que a irmã não sofra. Inclusive inventar um namorado que não existe só para que Natalie possa se sentir melhor – e claro, acabar com os olhares de piedade para o seu lado.


E foi assim que surgiu Wyatt Dunn, um cirurgião pediátrico, lindo, gentil, atencioso, e que existe apenas na cabeça de Grace. O namorado imaginário lhe deixa em uma posição confortável já que agora todos acreditam que ela realmente superou o ex e que está mesmo feliz por sua irmã, mas também faz com que ela tenha que fazer malabarismo para evitar que sua família o “conheça”. Além de tudo isso, ela tem um vizinho novo, um que na primeira vez que o viu ela achou que estivesse arrombando a casa ao lado e o acertou com um taco de hockey. E não é que mesmo com o olho inchado e o rosto cheio dos hematomas que ela causou, ele é bem atraente? Mas não, algo do passado dele o torna o cara errado. Mas mesmo assim, Callahan O’ Shea, o Cal, não sai do seu pensamento, nem seu humor afiado, seu corpo perfeito e seu lindo rosto.


Esse divertido livro, escrito pela americana Kristan Higgins, ganhadora do RITA, Romance Writers of America (um importante prêmio americano para escritores de romance), é narrado em primeira pessoa pela Grace. Acompanhamos suas obsessões, suas dúvidas e, principalmente, suas confusões, sendo a invenção de um namorado imaginário apenas o começo. Além disso, Grace está rodeada de personagens dos mais diferentes tipos. Tem o melhor amigo gay, seu companheiro para sair para dançar e assistir Project Runnaway; uma amiga meio exagerada que sufoca os homens e assusta todos os com quem sai; uma irmã mais velha meio mal-humorada mas sempre sincera; uma irmã caçula super protegida por todos; uma mãe excêntrica que se descobriu artista, fazendo bizarras esculturas de partes do corpo feminino; um pai preocupado, que não se conforma por ela ter escolhido uma carreira que pague tão pouco; uma colega de trabalho piranha (juro que essa é a expressão que o livro usa), uma avó ranzinza, um cara gato de tirar o fôlego, um ex-noivo apático e covarde, além de um cachorrinho muito fofo. *Ufa!*


Grace é professora de História em uma importante escola preparatória. Ela é apaixonada pela História americana, sendo seu tema favorito a Guerra Civil, Guerra de Secessão Norte Americana, disputada entre os estados do Norte e do Sul. Todo primeiro dia de aula ela começa lendo a Declaração de Independência dos Estados Unidos, e ela inclusive faz parte de um grupo que reencena as principais batalhas da Guerra Civil (como o pai da protagonista do filme Doce Lar), paixão essa que ela herdou do seu pai, um pacífico advogado que, nas horas vagas, gosta de fingir ser um dos importantes generais e gritar ordens, manejar canhões e baionetas como se estivesse realmente em um campo de batalha. Ela é a irmã do meio e sempre se sentiu como o patinho feio. Suas irmãs são extremamente lindas, Margaret um tipo de Nicole Kidman, Natalie praticamente a Cinderela. E ela? Ela se parecia com a bisavó russa – e não, isso não era uma coisa boa –, com seu cabelo crespo que nunca a obedecia.


Pelos olhos da Grace acompanhamos o conturbado casamento dos pais dela, a crise no casamento de sua irmã mais velha, a evolução no relacionamento de sua irmã caçula e seu ex-noivo (não por opção dela), além de acompanhá-la nas visitas que ela faz à casa de repouso onde sua avó mora e também à suas aulas de História, e as vezes em que ela involuntariamente - ou não - bisbilhota o vizinho (principalmente se ele está sem camisa no jardim). As partes em que Grace lembrava como era seu relacionamento com Andrew, como acabou e como ele começou a namorar a irmã dela foram um tanto entediantes. Talvez porque eu realmente não estava muito interessada em saber isso, queria ir logo para as confusões causadas pelo namorado imaginário e, é claro, passei todo o tempo ansiando pelas aparições do Cal *momento periguete literária*. O bom é que essas lembranças do passado não duram muito e eu pude ir para o que interessava.


Quando eu gosto de um livro eu o leio várias vezes, sem problema, aproveitando a leitura como se fosse a primeira, mas tenho muito chão pela frente se quiser alcançar Grace e seu livro preferido: E o Vento Levou, que ela leu 14 vezes!!! Não é a toa que ela considera Scarlett O’Hara, a personagem principal naquele livro, sua melhor amiga. Até me senti mal por nunca ter lido o livro, mas pelo menos vi o filme – apesar de ter certeza que não é a mesma coisa.


Enfim, um livro divertido, um romance fofo com um cara de tirar o fôlego – já contei que o Cal é de tirar o fôlego e eu fiquei apaixonada por ele? Pois é –, uma protagonista dedicada aos seus alunos, seus amigos, à família, família essa bem intrometida, e tudo isso me fez querer ler outros livros da autora. Ah, como eu adoro descobrir autores novos e entrar na neurose de querer todos os livros escritos por eles... rs



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13 de setembro de 2011

'Nothing But Trouble - Rachel Gibson'






Nothing But Trouble
Rachel Gibson








Mark Bressler foi o capitão do Seattle Chinooks por 6 anos, até um trágico acidente de carro quebrar metade dos ossos do seu corpo, deixá-lo em coma por meses e pôr um fim definitivo em sua carreira no hockey. É claro que ele ficou amargo e com ódio do mundo. Toda a vida como ele conhecia mudou. Todos só diziam que ele tinha sorte de estar vivo, mas ele não se sentia tão sortudo assim. Tudo o que o definia estava acabado, ele sequer conseguia dar dez passos sem sentir dor - ou sem sua bengala - e o pior, seus companheiros de time não precisavam mais dele. O time inclusive contratou Ty Savage para substituí-lo como capitão, e não era segredo para ninguém que eles nunca gostaram um do outro. O Chinooks, como grande time que é, possui um programa de assistência médica para seus jogadores lesionados e está prestando toda a assistência possível a Mark. Assim que ele pôde voltar para casa lhe enviaram enfermeiras para cuidar dele. Acontece que Mark não estava nem um pouco interessado em ter alguém cuidando dele. O fazia se sentir pior do que já estava. Ele odiava depender dos outros. Mark demitiu as três primeiras que apareceram no mesmo instante e os Chinooks o comunicaram que ele não podia mais demitir as profissionais que fossem enviadas porque elas trabalhavam para o time e não pra ele. Sem problemas, as duas enfermeiras enviadas em seguida não foram demitidas, mas pediram demissão por não o aguentarem. Ele tem certeza que pode se livrar da próxima da mesma forma. Ele só não esperava que ela não fosse uma enfermeira, mas uma assistente pessoal e uma mulher metida a espertinha que só usava roupas extremamente coloridas e tinha o cabelo uma parte loira, outra cor de rosa e vermelha, e era permanentemente, e irritantemente, bem humorada. Aquele tipo irritante de pessoa sempre alegre. Ele tentou afastá-la com seu mau humor, jeito grosseiro e insultos, mas por algum motivo ela continuava voltando.

Chelsea Ross foi avisada de que seu novo chefe era uma pessoa difícil, mas ela não imaginou que fosse tanto. Na verdade ele não era difícil, era um completo idiota, o tipo de pessoa que ela odiava, aqueles que se acham melhores que todo mundo e que por isso podem sair insultando a todos. Ela conheceu muitas pessoas assim. Como assistente pessoal já trabalhou para um tanto bom delas. Mas Chelsea na verdade era uma atriz, ainda esperando sua grande chance. Ela conseguiu alguns poucos papéis como uma das primeiras a morrer em filmes de terror, alguns comerciais e figurações em filmes enquanto morava em Los Angeles, mas agora ela precisava de um tempo e por isso se mudou para Seattle, onde mora sua irmã, que lhe conseguiu o trabalho. O Chinooks inclusive lhe ofereceu um grande bônus se ela ficar no trabalho por três meses. 10 mil dólares. Agora ela sabe porque. Aguentar Mark Bressler não vai ser fácil.

Claro que, apesar do que eles esperavam, Chelsea trás um colorido para a vida vazia e escura que Mark leva desde o acidente, e isso não tem nada a ver com as cores vibrantes das roupas dela, e Mark, superada a amargura, grosseria e jeito fechado pode ser realmente encantador, e isso não tem nada a ver com seus bíceps e aquele corpo de matar que ele tem.

Esse é o quinto livro da Série sobre os jogadores de hockey do Chinooks. Continuando na linha dos anteriores da série, conta a história de mais um dos jogadores de hockey do time de Seattle. Esse livro começa no dia imediatamente seguinte aos eventos do final do “True Love and other Disasters” (resenha aqui). O protagonista, Mark, já é um velho conhecido de quem leu os livros anteriores. Como capitão do time, sua presença era constante e já sabemos sobre seu acidente no livro que antecede este. Mas agora descobrimos o que o acidente realmente lhe causou, física e psicologicamente. Já a mandona e intrometida Chelsea é irmã gêmea de uma das personagens secundárias do “True Love and other Disasters”, a responsável pelo Departamento de Relações Públicas do Chinooks, Bo. Fiquei feliz que a história da Bo, que começou naquele livro, teve seu desfecho neste. Sempre que um livro faz parte de uma série em que cada história tem um protagonista diferente eu fico exultante quando os personagens dos outros livros fazem uma aparição e temos relances do que aconteceu com eles depois. Neste, o Chinooks dá uma grande festa em que todos os outros jogadores, que já tiveram suas histórias contadas, estão presentes. Adoro quando isso acontece porque quando lemos um livro, desenvolvemos um carinho pelos personagens e queremos saber o que aconteceu com eles depois.
Pelo menos eu sou curiosa assim.

Enfim, apesar de ter adorado o livro, ele faz uma maldade terrível em trazer no final um trecho do próximo, que também faz parte da série e nele conheceremos melhor mais um dos jogadores do meu time de hockey favorito. Pra mim foi maldade pois quando li, o sexto livro - Any Man of Mine - ainda não havia sido lançado. Agora ele já foi, mas ainda não consegui ler. Mas mal posso esperar!!!



The Chinooks Hockey Team Series #1: Simply IrresistibleJohn “The Wall” Kowalsky and Georgeanne Howard
The Chinooks Hockey Team Series #2: See Jane ScoreLuc “Lucky” Martineau and Jane Alcott
The Chinooks Hockey Team Series #3: The Trouble With Valentine’s DayRob “The Hammer” Sutter and Kate Hamilton
The Chinooks Hockey Team Series #4: True Love and Other DisastersTy “Saint” Savage and Faith Duffy
The Chinooks Hockey Team Series #5: Nothing But TroubleMark “The Hitman” Bressler and Chelsea Ross
The Chinooks Hockey Team Series #6: Any Man of MineSam Leclaire and Autumn Haven

9 de agosto de 2011

'True Love and Other Disasters - Rachel Gibson'






True Love and Other Disasters

Rachel Gibson









O canadense Ty Savage chegou recentemente a Seattle para jogar no Chinooks, o famoso time de hockey. Não só jogar, mas substituir o capitão do time, afastado após um terrível acidente. Ty estava acostumado a usar a braçadeira de capitão, já que esta era a posição que ocupava em seu antigo time, time este que não ficou nada feliz com a transferência de Ty para os Chinooks. A quem ele quer enganar, seu antigo time, o Canadá inteiro acha que ele é um traidor, mas essa nunca foi a intenção de Ty. Ele simplesmente não concordava com os rumos que os técnicos adotaram e quis ir para um time que tivesse mais chance de ganhar a Stanley Cup, a maior premiação do hockey e um sonho pessoal de Ty. Ele acreditava que o Chinooks era o time capaz de levá-lo a levantar a taça. Isso até a morte do proprietário do time, Virgil Duffy, e de ele o ter deixado para sua esposa, uma bela mulher que tinha idade para ser sua neta e que costumava ser uma stripper antes de posar para a Playboy e se casar com um milionário. Ty tinha certeza que ela seria a ruína do time.

Faith Duffy
acaba de perder o marido com quem foi casada por 5 anos. Não era segredo pra ninguém que ela se casou com alguém 51 anos mais velho por causa do dinheiro, mas após 5 anos ela realmente o amava. Não um amor homem/mulher, mas Virgil era seu melhor amigo, seu companheiro, e a única pessoa na vida que já cuidou dela. Ela sabe que todos a julgam. Sim, ela trabalhou como stripper, posou para a Playboy e foi Playmate do ano, o que não se arrepende. Ela precisava do dinheiro. Foi assim que ela sobreviveu. Foi assim que ela conheceu Virgil, que cuidou dela, a ensinou a se portar como uma dama e lhe deu a segurança e a estabilidade com a qual ela sempre sonhou, a de não precisar se preocupar em como pagar as contas. Em troca, ele só queria desfilar com ela, inflar seu ego, se exibir para os amigos e causar inveja. Não era pedir muito, e ele sempre a tratou com nada menos que carinho e respeito. Mas agora ela não sabia o que fazer sem seu companheiro, seu melhor amigo. E ele ainda lhe deixou o time de hockey, a coisa que ele mais amava na vida, o que foi uma grande surpresa e despertou a ira do filho dele, que nunca gostou de Faith, mas agora não esconde a profundidade de seu ódio.

Além de não saber o que fazer ela se sentia mais sozinha e abandonada do que nunca. Ela nunca gostou ou entendeu muito de hockey e agora era a dona de um time inteiro e os jogadores, como todos, com certeza acham que ela é uma loira estúpida, mulher de milionário e provavelmente passaram entre eles sua antiga Playboy. Eles realmente parecem não gostar muito dela. Principalmente o capitão do time, apesar de ele a olhar de um jeito diferente que a faz tremer.

Esse é o quarto livro da Série sobre os jogadores de hockey do Chinooks e eu não me canso deles. É divertido acompanhar a trajetória e a evolução do time com o passar dos anos, mas foi um choque saber da morte do Virgil Duffy, o dono do time, e que estava presente em quase todos os livros anteriores, mas justificável já que ele estava com seus 81 anos e este foi o pontapé inicial para esta história. Se Virgil não tivesse morrido e Faith herdado o time, ela nunca precisaria conviver com o seu capitão. Falando neles, gosto desse mote de mocinha e mocinho que não se gostam e são obrigados a conviver e depois do atrito inicial começam a se sentir atraídos um pelo outro. Não é novidade e existem milhares de histórias assim, mas são sempre gostosas de acompanhar. Além disso, Faith não é uma mocinha comum. As mocinhas literárias normalmente não conseguiriam se casar com alguém se não fosse por amor (como a Georgeanne do Simply Irresistible, que abandonou o próprio Virgil no altar por não conseguir se casar por dinheiro). Faith não se arrepende e não tem a menor vergonha de ter trabalhado como stripper ou posado para a Playboy. Mas ela já não é mais essa pessoa. Ela mudou muito depois que se casou com Virgil e mudou mais ainda após a morte dele. Ty também não é um mocinho comum, perturbado por alguma tragédia ou vício. Ele é apenas obstinado. Sua única meta na vida é ganhar a Stanley Cup e provar ao mundo e a si mesmo que é melhor do que seu pai, uma estrela do hockey em seu tempo. É, talvez viver à sombra do pai seja a questão a ser trabalhada por ele. A tensão palpável entre Ty e Faith é o ponto alto da história, mas divertidos personagens secundários também se fazem presentes, como o pai de Ty e a mãe de Faith e sua cachorrinha irritante.

Mais uma história hiper super hot escrita pela Rachel Gibson, com um mocinho carrancudo, rude, lindo e secretamente gentil e atencioso, uma mocinha que se descobre capaz de mais que desfilar nos braços de um marido rico e um time de hockey que, apesar de existir apenas na ficção, eu sou uma grande fã. Go Chinooks!!



The Chinooks Hockey Team Series #1: Simply Irresistible 
John “The Wall” Kowalsky and Georgeanne Howard
The Chinooks Hockey Team Series #2: See Jane Score 
Luc “Lucky” Martineau and Jane Alcott
The Chinooks Hockey Team Series #3: The Trouble With Valentine’s Day 
Rob “The Hammer” Sutter and Kate Hamilton
The Chinooks Hockey Team Series #4: True Love and Other Disasters 
Ty “Saint” Savage and Faith Duffy
The Chinooks Hockey Team Series #5: Nothing But Trouble 
Mark “The Hitman” Bressler and Chelsea Ross
The Chinooks Hockey Team Series #6: Any Man of Mine 
Sam Leclaire and Autumn Haven




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14 de julho de 2011

'The Trouble With Valentine’s Day - Rachel Gibson'






The Trouble With Valentine’s DayRachel Gibson









É dia dos namorados e todos os bares e restaurantes estão cheios de corações decorados e casais apaixonados. Sentada sozinha no bar, Kate só consegue pensar em quanto esse dia é péssimo. Claro que a opinião dela é totalmente baseada no fato de que ela acabou de descobrir que seu ex-namorado, que não quis se casar com ela mesmo após um relacionamento de anos, está de casamento marcado com a nova namorada, que ele conhece apenas há poucos meses. Mais uma vez Kate Hamilton se decepciona com os homens. Os homens reais sempre a magoaram, mas ela ainda tinha suas fantasias. Uma delas era ser segura o bastante para escolher um atraente desconhecido em um bar, usar e abusar dele por uma noite e nunca mais o ver. Mas ela nunca foi capaz de fazer isso. Como se pensar em seu homem de fantasia o fizesse se materializar, entra no bar um atraente desconhecido e se senta ao lado dela. Eles começam uma conversa, ele é gentil, bonito, parece gostar dela, então Kate pensa, “por que não?”. Ela joga seu charme e faz ao desconhecido uma proposta indecente que ele, educadamente, recusa e vai embora. Kate fica se sentindo humilhada, rejeitada, mas feliz que pelo menos nunca mais verá esse cara de novo.

Até pouco tempo Kate morava em Las Vegas e era uma detetive particular. Porém, após uma de suas investigações acabar tragicamente, ela pede demissão e decide passar algum tempo com seu avô na cidade de Gospel, ajudando-o com o mercado do qual ele é dono e cuida sozinho desde a morte da avó de Kate, há 2 anos. Ela acredita que é disso que precisa depois de seu namoro fracassado e desastre no trabalho, um tempo longe de tudo, numa cidade como Gospel, cuidando do seu avô. Tudo vai bem até que Stanley, o avô, insiste em lhe apresentar o dono da loja de materiais esportivos do outro lado da rua, que acaba de voltar de viagem...

Rob Sutter tinha a vida que sempre sonhou. Era uma estrela do hockey, jogador do Seattle Chinooks, no auge de sua carreira e os jogadores dos times adversários o temiam. Sua filhinha tinha acabado de nascer e estava tentando fazer seu casamento com a mãe dela funcionar, apesar do relacionamento conturbado que sempre tiveram. Contudo, tudo isso vai por água a baixo quando em um dos jogos em outra cidade ele conhece uma groupie em um bar, não resiste à proposta dela e, após uma noite juntos, ela passa a deixar milhares de mensagens, perseguí-lo, até o dia que o encontra. Rob acorda para descobrir que sua carreira está encerrada, sua esposa quer o divórcio e ele quase perdeu sua vida. Ele decide se mudar para Gospel, cidade em que sua mãe mora, e mudar de vida. Abre uma loja de materiais esportivos e promete nunca mais sair com mulheres que conhece em bares, pois elas podem se tornar psicopatas. Ele viu acontecer. Isso até o dia em que conhece uma ruiva que o deixa tentado a rever sua decisão. Apesar de ter recusado sua proposta, não consegue parar de pensar nela, fantasiar sobre ela. Qual não é sua surpresa ao saber que ela não é uma desconhecida em um bar mas a neta do dono do mercado do outro lado da rua.

Esse é o terceiro livro da Série sobre os jogadores do Chinooks Hockey Team e se o “See Jane Score” (resenha aqui) é o que mais trata dos bastidores dos jogos de hockey, esse é o que menos fala do esporte. Faz parte da série pois seu protagonista é um dos jogadores do time, ainda que aposentado, e foi presença constante no livro anterior. Além de ser o terceiro livro sobre os jogadores de hockey é o segundo livro da autora que se passa na cidade de Gospel.

A pequena cidade de Gospel, no estado de Idaho, nos Estados Unidos, é um maravilhoso capítulo à parte. É daquelas cidades que só tem um semáforo, que todos se conhecem pelo nome, as senhorinhas são fofoqueiras e cuidam da vida de todo mundo, e os moradores são os mais excêntricos e divertidos ever. A cidade é tão convidativa que me deu vontade de reler o outro livro que a tem como cenário, o “True Confessions”. Quem sabe após eu terminar de reler os dos jogadores de hockey. ;D

Outro ponto alto é o relacionamento de Kate e seu avô. Ele é um viúvo que ainda está lidando com a perda de sua companheira da vida toda. Ainda mantém as coisas do mesmo jeito que ela deixou, mesmo após 2 anos, e administra o mercado da mesma forma que há 40 anos. Kate e ele tem muitas brigas pois ela quer que ele modernize tudo e ele se recusa. Stanley ama sua neta, gosta de a ter por perto, mas ele sempre soube se cuidar sozinho e está lidando com a perda de sua mulher a seu tempo. O que ele não entende são as atitudes moderninhas, feministas e teimosas de sua neta e acredita que seja por isso que ela continua solteira. Se ela fosse uma pessoa um pouco mais fácil de se lidar, o rapaz, dono da loja do outro lado da rua, de quem ele tanto gosta, podia se interessar por ela. Mal sabe ele que o que Rob mais gosta nela é exatamente esse jeito teimoso, altivo e a necessidade que ela tem de falar tudo o que pensa e não baixar a cabeça para nada. Isso e seu cabelo ruivo e suas longas pernas, é claro.Essa é a parte da resenha que eu lamento que nenhum dos livros dessa série foi publicado no Brasil. Mais um livro recomendadíssimo (o que é a minha opinião sobre todos os livros da Rachel Gibson) que apesar de pertencer a uma série, sua história é autônoma e pode ser lido independente dos outros, mas, é mais gostoso ler na ordem #ficadica




The Chinooks Hockey Team Series #1: Simply Irresistible 
John “The Wall” Kowalsky and Georgeanne Howard
The Chinooks Hockey Team Series #2: See Jane Score 
Luc “Lucky” Martineau and Jane Alcott
The Chinooks Hockey Team Series #3: The Trouble With Valentine’s Day 
Rob “The Hammer” Sutter and Kate Hamilton
The Chinooks Hockey Team Series #4: True Love and Other Disasters 
Ty “Saint” Savage and Faith Duffy
The Chinooks Hockey Team Series #5: Nothing But Trouble 
Mark “The Hitman” Bressler and Chelsea Ross
The Chinooks Hockey Team Series #6: Any Man of Mine 
Sam Leclaire and Autumn Haven




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24 de maio de 2011

'See Jane Score - Rachel Gibson'






See Jane Score
Rachel Gibson









Jane Alcott é jornalista e escreve uma coluna de comportamento chamada “Single Girl in the City” para um jornal de Seattle. Anonimamente, ela também escreve uma série de contos eróticos intitulada “The Life of Honey Pie” para uma revista masculina. Contudo, a grande chance da sua carreira aparece quando o jornal lhe oferece para cobrir os jogos do time de hockey da cidade, o Seattle Chinooks, e, inclusive, viajar com eles, substituindo o antigo jornalista esportivo que está em uma licença médica. Apesar de sua animação inicial, Jane logo descobre que os jogadores não estão muito felizes em ter um jornalista viajando com eles para os jogos, ainda mais sendo uma mulher. Um dos jogadores, em especial, não está nada contente. Um jogador com um charmoso sotaque canadense, loiro, de olhos azuis, alto, musculoso. O tipo de homem que nunca prestaria atenção em alguém como ela.

O premiado goleiro dos Chinooks, Luc Martineau, odeia jornalistas por princípio. Eles sempre querem expor sua vida pessoal e quando não têm o que dizer, eles inventam. Luc odeia jornalistas e nunca concede entrevistas. Se seus companheiros de time não gostam da ideia de um jornalista viajando com eles para cobrir os jogos Luc gosta menos ainda. Ainda mais agora. Luc sofreu uma séria lesão nos joelhos e todos tinham certeza que sua carreira estava acabada. Mas ele deu a volta por cima e após cirurgias, um superado vício em medicamentos para dor e reabilitação, ele está em seu melhor. Está entre os melhores da NHL, o segundo melhor goleiro da temporada, mas seus joelhos não são mais os mesmos, o incomodam constantemente e por vezes ele joga sentindo dor. E isso é algo que ninguém sabe, que ninguém pode saber. Por isso a última coisa que ele quer é um repórter cavando informações sobre a sua vida. Principalmente uma repórter baixinha e intrometida que só usa preto. Para piorar, sua vida pessoal está extremamente caótica agora que sua meia irmã adolescente Marie veio morar com ele após a morte da mãe dela. Ele definitivamente não sabe como lidar com uma adolescente. Luc é conhecido por trocar de mulher como troca de roupa, mas, apesar da variedade, elas são sempre altas, esbeltas, com peitos grandes e grande semelhança com bonecas Barbie. Ele sabe o que isso diz sobre ele e não se importa. Só que ultimamente ele anda intrigado com certa jornalista baixinha, de peitos pequenos, geniosa, que não tem medo de enfrentar gigantescos jogadores de hockey e que só usa preto. Principalmente depois de vê-la com um inesperado vestido vermelho... 


É o segundo livro da Série sobre os jogadores do Chinooks Hockey Team e, apesar de ser uma história independente, é cronologicamente posterior ao “Simply Irresistible” (resenha aqui) e temos vislumbres do que aconteceu com Georgeanne e John, os protagonistas daquele livro. Esse é um dos meus preferidos da Rachel, then again, já avisei que é o que eu acho de quase todos os livros dela, não consigo escolher só um como preferido. Mas realmente adoro esse livro, e Luc é um dos meus mocinhos conturbados favoritos.


Esse livro conta mais do dia a dia dos jogos de hockey e o quanto os jogadores são supersticiosos. Os rituais pré-jogo são imensamente divertidos, e a pobre da Jane acaba tendo que se submeter e ajudá-los com esses rituais. Outras passagens divertidas são aquelas em que os jogadores fazem de tudo para importunar Jane e fazê-la desistir de acompanhar o time, como ligar durante toda a madrugada, deixar ratos mortos na porta do quarto de hotel dela e implicar com seus óculos. Mas claro, as melhores partes são sobre o inesperado e confuso romance entre a jornalista e o goleiro. E que goleiro! Impossível não ficar babando pelo Luc, sua alta competitividade, seus hábitos saudáveis, sua mania de obrigar todos a seu redor a beber leite – porque o cálcio é bom para os ossos – suas mãos rápidas e pela ferradura que ele tem tatuada em um lugar estratégico.

Mais uma vez, super, hiper recomendado!!




The Chinooks Hockey Team Series #1: Simply Irresistible 
John “The Wall” Kowalsky and Georgeanne Howard
The Chinooks Hockey Team Series #2: See Jane Score 
Luc “Lucky” Martineau and Jane Alcott
The Chinooks Hockey Team Series #3: The Trouble With Valentine’s Day 
Rob “The Hammer” Sutter and Kate Hamilton
The Chinooks Hockey Team Series #4: True Love and Other Disasters 
Ty “Saint” Savage and Faith Duffy
The Chinooks Hockey Team Series #5: Nothing But Trouble 
Mark “The Hitman” Bressler and Chelsea Ross
The Chinooks Hockey Team Series #6: Any Man of Mine 
Sam Leclaire and Autumn Haven



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