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28 de janeiro de 2013

The Lizzie Bennet Diaries e os 200 anos de Orgulho e Preconceito





"It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune, must be in want of a wife."
"É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de esposa."







 Hoje, 28 de janeiro, é comemorado o bicentenário do clássico da literatura mundial "Orgulho e Preconceito", da escritora inglesa Jane Austen. O livro conta a história de Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy e seus erros de julgamento, impressões precipitadas e os conflitos inerentes a seus lugares opostos na sociedade inglesa da época. Além, é claro, de um pouco de romance. Mas a obra trás muito mais que uma história de amor. Não, não vou ousar escrever uma resenha sobre O&P, existem diversos estudos e teses sobre o assunto, e eu não saberia nem por onde começar.  

 O maior atrativo do livro são seus personagens. Para muitas, o Sr. Darcy foi a primeira paixão literária, o a princípio arrogante, presunçoso, e depois atencioso e agradável mocinho conquista todas que o conhecem. Já a Srta. Bennet, aquela que se recusa a ceder às pressões da sociedade da época, é uma mocinha forte e determinada, mas teimosa e nem sempre uma narradora confiável. 

  Mesmo quem nunca leu o livro já ouviu falar de sua história, de seus personagens, já deve ter visto uma ou outra referência por aí. É isso que faz um clássico. Nesse caso específico, a história publicada pela primeira vez há dois séculos se mantém viva até hoje, adorada e idolatrada por muitos, por ser contada e recontada inúmeras vezes, de inúmeras formas. As adaptações são diversas, filmes, séries, livros e personagens já se inspiraram na obra.

 A mais recente adaptação é a que eu mencionei no título do post, "The Lizzie Bennet Diaries", que é uma web série que mostra uma Lizzie moderna que conta sua história através de um vlog no youtube. É simplesmente sensacional, e me faz virar uma fangirl adolescente a cada episódio que eu vejo. Sério, eu sou completamente obcecada e já perdi a conta de quantas vezes vi cada um dos episódios (principalmente os que o Darcy aparece) e acho que todo mundo que gosta de O&P deveria assistir. Na verdade até quem não conhece a história original também deveria assistir, já que a história do vlog por si só é muito bem contada! Acho que Jane Austen iria se divertir com a imitação da Sra. Bennet que essa Lizzie dos dias de hoje faz nos vídeos. 

 Pra quem quiser acompanhar, vou deixar abaixo o primeiro episódio. A web série ainda está em andamento, já são mais de 80 episódios e eu recomendo muito cada um - com certeza toda segunda e quinta todos podem me ver surtando no twitter depois de um episódio novo. Os vídeos são em inglês, mas  vários deles já podem ser encontrados com legendas em português.


 A web série é criada e produzida por Hank Green e Bernie Su, e pode ser acompanhada, além do canal no youtube, pelo site http://lizziebennet.com onde há várias informações adicionais.



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8 de janeiro de 2013

Resoluções Literárias para 2013




 Antes de mais nada, um ótimo 2013 para todos! Estou bem feliz que finalmente é 2013. Pra mim, 2012 foi um ano horroroso e, entre outras coisas, não li quanto gostaria e não consegui fazer resenha do que li - por isso o blog ficou praticamente abandonado. Não se preocupem que não vou ficar de mimimi, já que o importante é que 2012 ficou para trás - e espero que todos os problemas fiquem lá com ele. 

 Vamos a 2013! Tenho muitas metas pessoais que quero alcançar, mas esse ano não vou entrar em nenhum desafio literário desses que tem pelos blogs por aí, simplesmente porque nunca consigo cumprir! =(  Enfim, o meu desafio pessoal são livros que quero ler, outros que quero reler, autores cujos livros pretendo conhecer, pilhas a diminuir... São eles: 


  °°°° Ler os livros da pilha de "não lidos" 


 Tenho muitos livros na estante que não li. Tem livro que está há mais de 2 anos lá, intocado. Sabe aquela velha mania - que não é só minha - de comprar mais livros que consigo ler? Então. Não prometo que não comprarei mais livros enquanto não ler os que tenho aqui porque, né, sei que não consigo cumprir, mas vou dar preferência a eles nas próximas leituras. Juro!



°°°° Terminar séries inacabadas 

Várias vezes eu leio o primeiro livro de uma série, sai o segundo e eu espero sair o terceiro pra poder ler. Mas eu acho que fiz isso demais ultimamente... olho pra estante e vejo que tenho que ler o restante da série Fallen, da série Hush Hush, da série Instrumentos Mortais... 



  °°°° Ler John Green e Sarah Dessen











Se tem dois autores que todos elogiam seus livros são esses. Elogiar só é pouco, vejo as pessoas surtando por causa dos livros deles. Nunca vi ninguém dizendo que são menos que maravilhosos, e pelo que vi por aí, são bem nos estilos que eu gosto. Infelizmente, não li nenhum de nenhum dos dois, eu sei, uma vergonha, mas 2013 está aí pra isso, não é mesmo!













°°°° Releituras 

 Sou dessas que não só gosta de ler como também de reler os livros favoritos infinitas vezes. Ou então que relê os livros anteriores de uma série quando o próximo é lançado. E essas são as releituras que quero fazer esse ano, quero reler os 5 primeiros livros da Becky Bloom para poder ler o sexto, e quero reler os 3 primeiros livros da Heather Wells para poder ler o quarto. 




 Minhas metas são poucas, né? Ah, a quem eu quero enganar, não são não, mas vou me divertir durante o ano tentando cumpri-las. 

Ótimas leituras em 2013 para todos! 

***

2 de julho de 2012

Julho!



Quero começar o mês com um post de otimismo. Os primeiros meses desse ano foram muito difíceis pra mim, tive alguns problemas sérios de saúde, mas junho foi um mês tão bom que eu estou realmente otimista! Ainda não estou completamente curada, mas minha recuperação está indo muito bem. Junho foi o mês que eu consegui voltar a fazer algumas coisas que antes não conseguia, entre elas voltar a ler meus livros, a escrever algumas resenhas, e, no geral, voltei a me sentir eu mesma. Estava com tanta saudade de mim! rs


Com tudo o que eu passei, e como eu não desejo isso pra ninguém, eu vou me permitir dar alguns conselhos: nenhuma pessoa, problema, trabalho nenhum valem você deteriorar sua saúde por eles (acreditem em mim, eu aprendi do jeito mais difícil); Sempre tenha um plano B, pra quando o plano A não funcionar você não se sentir perdido; E o mais importante, nunca tente carregar o mundo nas costas - deixem essa tarefa para o Atlas! ;D 


Enfim, eu mesma tenho que me lembrar de seguir esses conselhos, mas o que mais importa é que estamos no inverno mas tem um sol lindo brilhando lá fora e o mês está só começando!


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20 de janeiro de 2012

Primeiras Linhas # 10: Julgamento Mortal - J.D. Robb

*Essa é uma coluna quinzenal em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.*


Eu já contei isso aqui mais de uma vez, mas vou contar de novo: a Série Mortal - escrita pela Nora Roberts sob o pseudônimo J.D. Robb - é uma das minhas séries literárias preferidas. É tão boa que mesmo com mais de 30 livros publicados, 17 deles no Brasil, eu não me canso dela. Tudo bem que eu ainda nem li todos os lançados no Brasil, mas mesmo assim, acho difícil que um dia vá me cansar da Eve e do Roarke!

As Primeiras Linhas que escolhi dentre os muitos livros da série são as do Julgamento Mortal, o 11° livro. Para quem não conhece, dá para ter um gostinho do que esperar dessa série.


Ela estava em pé junto do bar da boate Purgatório e analisava a morte. O sangue em grandes poças, a ferocidade do seu júbilo. A morte chegara ali como a pirraça de uma criança, cheia de calor, paixão e descuidada brutalidade.
Assassinato quase nunca era assunto limpo. Não importa se ardilosamente calculado ou
selvagem e impulsivo, ele costumava deixar uma sujeira imensa para outros limparem.
O trabalho dela era avançar por entre os destroços do crime, recolher os pedaços e descobrir onde eles se encaixavam, a fim de remontar a imagem da vida que tinha sido roubada e, por meio dessa imagem, chegar ao rosto do assassino.
Naquele momento, as primeiras horas em um dia da hesitante primavera de 2059, suas botas esmagavam um mar de vidro quebrado. Os olhos dela, castanhos e objetivos, analisavam toda a cena: vidros estilhaçados, garrafas quebradas, pedaços de madeira lascada. As paredes foram atingidas, as cabines para privacidade dos sócios tinham sido destruídas ou depredadas. O couro caríssimo e o tecido nobre que revestiam os bancos altos do bar, bem como os sofisticados grupos estofados, tinham sido rasgados até se transformarem em trapos coloridos.
O que antes fora um sofisticado clube de striptease virara uma pilha indistinta de lixo caro.
O que antes fora um homem estava caído atrás do balcão em curva. Agora era uma vítima empapada no próprio sangue.
A tenente Eve Dallas se agachou ao lado do cadáver. Ela era policial e a partir
daquele instante a vítima lhe pertencia
.



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2 de janeiro de 2012

E 2011 caiu do galho, deu dois suspiros...




O ano de 2011 foi bem bagunçado pra mim. Pessoalmente, profissionalmente... Fiquei meio em crise com minha profissão, minha cachorrinha que já estava comigo há mais de 7 anos fugiu e, mesmo meses depois, não apareceu mas não posso falar nela que eu choro, trabalhei demais, mudei de casa no início do ano e fiquei ERAS sem internet, o que fez com que o blog passasse um bom tempo capengando, meio abandonado, mas também me permitiu ler muito! Entre lidos e relidos, e-books e tradicionais, de livraria e uma pancada dos de banca, fechei 140 livros lidos em 2011!

Com tantas leituras, descobri coisas muito boas esse ano. Porque existem aqueles livros que você gosta, aqueles que você gosta muito e aqueles pelos quais você se apaixona. Esse ano posso dizer que me apaixonei algumas vezes. Já contei algumas dessas paixões quando fiz o Top Piriguetagem Literária. E se 2010 foi o ano em que eu conheci o Patch *_*, 2011 foi o ano que eu conheci o Dimitri. E o Adrian. E o Poe. Em resumo foi o ano em que conheci e me apaixonei pelas séries Academia de Vampiro - Vampire Academy, da Richelle Mead e Sociedade Secreta, da Diana Peterfreund (que ainda preciso terminar de resenhar!). A primeira fui com altas expectativas já que os fãs dela não poupam elogios (todos merecidos), já a segunda fui sem expectativa alguma e me impressionei com o quanto gostei. Sem falar que lendo o primeiro livro da Sociedade Secreta eu nunca iria imaginar quem seria meu crush literário. E não é que ele acabou virando um dos melhores do ano?

Essas duas séries que eu escolhi destacar tem em comum, ainda, o fato de que as descobri tardiamente, com alguns dos livros já lançados, mas não todos, li os livros lançados seguidos, um atrás do outro, me descabelei um pouco e não resisti e li os livros restantes em inglês. E não me arrependi porque as séries são perfeitas! *Fica a Dica*

Agora 2012 começa e eu me pergunto o que descobrirei esse ano, por quais livros/séries/personagens me apaixonarei? Tenho alguns bons candidatos já me esperando na estante!

Boas leituras em 2012 para todos nós! ;D




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31 de dezembro de 2011

Um Desafio Realmente Desafiante




Normalmente eu fujo de desafios, metas e expectativas literárias porque tenho tendência a acabar frustrada. Mas, não é que resolvi fechar o ano aceitando um desafio literário? Veja só, rss. E não é qualquer desafio, é um Desafio Realmente Desafiante!, proposto pela Clícia do blog Silêncio Que Eu To Lendo. Gostei desse desafio mais do que dos outros porque nele eu não preciso estabelecer minhas metas agora, o que eu achei ótimo porque, né, sabe-se lá o que eu vou estar com vontade de ler em agosto, por exemplo? Muita antecipação pro meu gosto, rs


Mas, vamos aos itens a serem cumpridos durante o ano:

Janeiro: Ler um livro de um autor europeu.
Fevereiro: Ler um livro que tenha um personagem com a inicial do nome igual a do seu nome.
Março: Ler um livro com a capa verde, vermelha ou azul.
Abril: Ler um livro que tenha cenas que se passem na Africa ou na Ásia. Não precisa ser o livro todo, mas pelo menos algumas cenas!
Maio: Ler um livro que seja o último de alguma série.
Junho: Ler um livro que Virou Filme.
Julho: Ler um livro com mais de 500 páginas.
Agosto: Ler um livro lançado no ano do seu nascimento.
Setembro: Ler um livro de um autor que já é falecido.
Outubro: Ler um livro de um autor do seu estado.
Novembro: Ler um livro bem fininho. Com menos de 200 páginas.
Dezembro: Ler um livro que você tenha ganho de presente.


Então é isso, o autor europeu de janeiro já está escolhido, mas só conto no mês que vem - aquele mês que começa amanhã ;D. Quanto ao resto, não faço a mínima ideia de quais serão minhas escolhas, principalmente o do ano do meu nascimento...

Quem quiser participar também corre no post do Silêncio Que Eu To Lendo que explica direitinho - nem precisa ter blog, e vai ser divertido!

Aproveitando, desejo um Feliz Ano Novo para todos que passarem por aqui, e que 2012 seja repleto de coisas boas para todos nós!!


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18 de dezembro de 2011

TOP Piriguetagem Literária 2011




Tinha programado outro post para o fim de semana, mas então dona Nanda do Viagem Literária me vem com esse TOP Piriguetagem Literária 2011 e me lembra de que eu sou, sim, piriguete literária - que a cada livro que lê se apaixona/baba/suspira/morre de amores por um personagem diferente. Resultado, parei tudo o que estava programando para escrever a minha lista.

O termo "Piriguete Literária" já está rolando pela blogosfera, mas, para quem ainda não sabe, pego emprestado a explicação dada pela Luciana Mara do TOC Livros:

“De acordo com o dicionário Aureliânus sofre de piriguetismo literário aquele(a) que troca de paixão platônica fictícia toda semana, e usa a expressão 'é meu' quando descreve algum personagem. Este tipo de piriguete usa ou usará óculos e sente frio (característica principal que a diferencia das outras espécies).”



Bem, vamos a minha lista, mas antes é importante saber que:
° a lista não é exaustiva, "pirigueto" muito mais do que os que estarão aqui;
° a lista não está em ordem de importância, não poderia definir de qual deles gosto mais;
° a lista é um Top 10 totalmente manipulado que tem mais do que 10 nomes, porque, né?! Só 10? hahaha


- Ian O'Shea (A Hospedeira - Stephenie Meyer)
Eu sou apaixonada por esse personagem num grau que vocês não fazem ideia. É a maior razão para eu já ter lido esse livro 3 vezes, e chorado em cada uma das leituras toda vez que ele sofre. É muito amor pra um personagem só!!

- Luke Costello (Férias - Marian Keyes)
Luke 'Homem-de-Verdade' Costello sensualiza em sua calça de couro e nos deixa babando durante o livro todo. Ah, Rachel, com um homem desse quem precisa de drogas para se sentir bem?
Ah, sim, ainda tem o fato de ele ser irlandês e eu tenho uma grande queda por personagens irlandeses...

- Jace Wayland (Série Os Instrumentos Mortais - Cassandra Clare)
Esse Caçador de Sombras é bonito, esperto, corajoso, amigo dedicado, honesto, mas Pelo Anjo!, como é metido e irritante! Uma frase que o resume é “eu sou bom, eu sou bonito e sei disso”. Ele é tudo isso, e mesmo com jeito marrento e arrogante, não conseguimos não nos apaixonar.

- Patch (Série Hush Hush - Becca Fitzpatrick)
É o mais bad boy dos anjos caídos. O cara dos olhos negros penetrantes. Charmoso, meio metido, com um ar de mistério, um sorriso magnético e acima de tudo, lindo. Não precisa de mais nada, não é?

- Cooper Cartwright (Série Mistérios da Heather Wells - Meg Cabot)
Não podemos culpar a Heather por ter uma queda por ele, não é? Só sei que minha leitura dos livros dessa série é cheia de suspiros por causa dele. Cooper é a ovelha-negra da família que virou detetive particular ao invés de assumir a gravadora da família - mas nunca fala sobre os casos em que está trabalhando - é bonitão, tem fantásticos olhos azul-gelo e gosta de jazz! Fico totalmente rendida...

- Jon Blythe (Lembra de Mim - Sophie Kinsella)
O Jon é lindamente perfeito, engraçado e sexy, com seu cabelo desordenado e sua coleção de girassóis. Não sei como a Lexi pôde se esquecer dele... é mais um que me fez sofrer junto com ele e me fez ter vontade de colocá-lo no colo!

- Irmãos Chandler (Série Irmãos Chandler - Carly Phillips)
Desculpa, mas não posso escolher entre o Roman, o Rick e o Chase, é impossível. Não me pressionem, eu quero os três! Eles são lindos, bem sucedidos, charmosos e extremamente cobiçados. Só sei que é um melhor que o outro. Vai ter genes bons assim lá em casa!

- Aiden Holby, o “Paquera” (Série Chocólatras - Carole Matthews)
É o cara mais irritantemente charmoso de todos, além de ser, claro, lindo de morrer. Está sempre rondando a Lucy, protagonista da série, querendo filar um chocolate - e querendo outras coisas também =X
Vem me chamar de gata que eu divido meus chocolates com você, seu lindo!

- Dimitri Belikov (Série Academia de Vampiros - Richelle Mead)
Ah, o Dimitri é uma coisa linda, que chega com seu sotaque russo, casaco longo, rabo de cavalo e olhos castanhos - bonito demais para seu próprio bem - e conquista todo mundo.
Já vou pedindo desculpas às várias 'senhoras Belikov' por aí, mas não tem como não piriguetar o Dimka e não amolecer com seu sotaque russo. Imagina ouvir um 'Roza' ao pé do ouvido? É de amolecer qualquer uma.

- Poe (Série Sociedade Secreta - Diana Peterfreund)
Ele é chato, é implicante, e foi uma das minhas maiores paixões no ano! Ah, o Poe... *__* Achei ele chato no primeiro livro, comecei a me apegar a ele no segundo e me apaixonei totalmente no terceiro! Terminei o quarto livro completamente seduzida por ele S2
E é aqui que eu saio no tapa com a Luciana Mara, a dona da definição que eu coloquei no começo do post. Porque ela pirigueta o Poe, eu pirigueto o Poe e nenhuma as duas abre mão dele. E agora que eu terminei de ler o último livro da série, aí é que eu não largo dele mesmo!! Piriguetagem em grau máximo!

- Zach Zemaitis (Not Another Bad Date - Rachel Gibson)
Para ser bem sincera, sou louca por todos os protagonistas masculinos da Rachel, então foi um sacrifício escolher só um. O Zach está aqui com a responsabilidade de representar todos eles (e olha que ele concorreu com cada jogador de hockey TDBom!). Acho que escolhi esse jogador de futebol americano aposentado de sorriso fácil e risada gostosa porque ele tem alguma coisa especial, ou talvez porque fiquei sonhando com sua tatuagem com os dois Z's entrelaçados - Ai que calor!!

- Roarke (Série Mortal - J.D. Robb)
Piriguete literária que se preze pirigueta o Roarke e morre de inveja da Eve!! O cara é charmoso, poderoso, perigoso, misterioso, super protetor e super apaixonado. É o sonho de consumo de todas as leitoras da Série Mortal. Sem exceção. Até hoje não encontrei ninguém que tenha lido os livros e não nutrisse ao menos uma quedinha literária por ele. Quem não quer um Roarke para si?!
Ah sim, é mais um irlandês na minha lista.


Ufa, estou até passando mal depois de escrever esse post, rss


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13 de dezembro de 2011

Primeiras Linhas #9: Tamanho 44 Também não é Gorda - Meg Cabot

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.


Já comentei isso no twitter mas vou comentar aqui também: é impressão minha ou a gente trabalha mais no final do ano? Ou será que sou só eu? o_O
Só sei que eu estou atolada de trabalho, em falta com o blog, sem conseguir visitar meus blogs queridos, e torcendo para que 2011 acabe logo!

Enquanto isso, para animar, as Primeiras Linhas que eu trago hoje são de um dos livros de uma série que adoro, acho que a que mais gosto da tia Meg: Tamanho 44 Também não é Gorda, segundo livro da série Mistérios de Heather Wells, da Meg Cabot. Apesar de eu já ter lido em inglês, estou animada que acabou de sair o terceiro livro da série aqui no Brasil – Tamanho não Importa – e mais ainda que o quarto livro – Size 12 And Ready To Rock – será lançado nos EUA no próximo ano!!

Pra quem não conhece, mais sobre a série nesse post que escrevi há um tempinho, que vai junto com minha recomendação eterna para quem gosta de chick lit com uma pitada de mistério e investigações.


O cara atrás do balcão não para de olhar para mim. De verdade.
E ele é gostoso. Para um garoto de vinte anos que é barista, claro. Aposto que ele toca violão. Aposto que ele fica acordado até muito tarde da noite, dedilhando, como eu. Dá para ver que fica pela leve sombra sob seus olhos verdes com cílios compridos, e pela maneira como o cabelo louro cacheado dele tem uns tufos espetados por toda a cabeça. É cabelo de quem saiu direto da cama para o trabalho. Não teve tempo de tomar um banho porque ficou acordado até tarde, ensaiando. Igualzinho a mim.
— O que vai ser hoje? — ele me pergunta. Mas com um olhar. Um olhar que com certeza diz: Estou te analisando.
Eu sei que é para mim que ele está dando mole, porque não tem ninguém na fila atrás de mim. Bom, e por que ele não poderia estar me olhando com segundas intenções? Eu estou bem. Quer dizer, as partes do meu corpo visíveis fora das minhas roupas volumosas de inverno, pelo menos, estão bem. Eu com certeza passei rímel e base hoje de manhã (diferentemente do Carinha do Café, eu gosto de disfarçar as minhas olheiras). E, com a minha parca, não dá para ver os dois (tudo bem, cinco) quilos que eu ganhei nas férias de fim de ano. Afinal, quem conta calorias no Natal? Ou no Ano Novo? Ou depois do Ano Novo, quando todos os doces de Natal estão em liquidação? Há tempo de sobra para voltar à forma antes da temporada dos biquínis.
E, tudo bem, faz cinco ou seis anos que eu repito isso para mim mesma, e ainda não tentei de verdade... Entrar em forma para a temporada dos biquínis, quer dizer. Mas, quem sabe? Talvez neste ano eu tente. Tenho dois dias de férias para tirar, tudo que eu juntei desde que terminou meu período de experiência, em outubro do ano passado. Posso ir para Cancún. E, tudo bem, só para passar o fim de semana. Mas, mesmo assim...
Então, e daí que eu sou cinco (bom, talvez oito) anos mais velha do que o Carinha do Café? Eu ainda tenho as manhas.
Obviamente.




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18 de novembro de 2011

Primeiras Linhas #8

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.



As "Primeiras linhas" da vez são de um livro que eu amo e que estou com vontade de reler desde que assisti o filme baseado nele, O Noivo da Minha Melhor Amiga, da Emily Giffin. Amo tanto que já li, reli, li mais uma vez, fiz resenha dele aqui no blog, escrevi sobre ele na minha coluna no Subtítulo e agora estou novamente falando dele por aqui! \o/





"Eu estava na 5ª série quando pensei pela primeira vez sobre fazer trinta anos. Um dia, eu e minha melhor amiga Darcy pegamos uma agenda e abrimos no final, onde havia um calendário perpétuo que permitia consultar qualquer data no futuro e, por meio de uma pequena tabela, determinar qual seria o dia da semana correspondente. Então localizamos nossos aniversários do ano seguinte, o meu em maio e o dela em setembro. O meu caía na quarta, uma noite de aula. O dela caía na sexta. Uma vitória pequena, mas típica. Darcy era sempre a mais sortuda. Sua pele se bronzeava mais rápido, seu cabelo era mais fácil de modelar e ela não precisava de aparelho nos dentes. Ela fazia passos de break como ninguém, assim como dava estrelas e cambalhotas para frente (eu nem mesmo sabia dar cambalhotas). Tinha a melhor coleção de adesivos. Mais bótons do Michael Jackson. Suéteres Forenza em turquesa, vermelho e pêssego (minha mãe não me deixava ter nenhuma — dizia que eram modismos e muito caras). Tinha também um jeans de cinqüenta dólares da Guess, com zíperes na lateral do tornozelo, além de dois furos em cada orelha e um irmão, o que era melhor do que ser filha única como eu.

Pelo menos eu era alguns meses mais velha e ela nunca poderia me alcançar. Foi aí que decidi checar meu trigésimo aniversário — num ano tão distante que soava como ficção científica. Caía num domingo, o que significava que meu marido boa-pinta e eu providenciaríamos uma babá responsável para os nossos dois (possivelmente três) filhos na noite de sábado, jantaríamos num sofisticado restaurante francês com guardanapos de pano e ficaríamos fora até depois da meia-noite, de forma que, tecnicamente, estaríamos celebrando na data real do meu aniversário. Eu teria acabado de ganhar uma grande causa, de provar a inocência de um homem da cidade. E meu marido faria um brinde em minha homenagem: "À Rachel, minha linda esposa, mãe dos meus filhos e a melhor advogada da cidade." Compartilhava minha fantasia com Darcy quando descobrimos que seu trigésimo aniversário caía numa terça-feira. Uma decepção para ela. Observei enquanto ela apertava os lábios processando a informação.

— Você sabe como é, Rachel, quem se importa com o dia da semana em que cai o aniversário de trinta anos? — ela disse, sacudindo os ombros macios e bronzeados. — Até lá nós já estaremos velhas. Os aniversários não importam quando a gente fica velha."


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25 de outubro de 2011

Primeiras Linhas #7

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.


O livro que escolhi dessa vez é o primeiro de uma série que OMG!!! Sabe aquelas séries que você a princípio não dá nada por elas e te pegam pelo pé?! É o caso da série Sociedade Secreta, da Diana Peterfreund. Não vou falar muito porque ainda vou fazer resenha deles (li os três já lançados no Brasil de uma vez e agora estou desesperada pelo quarto), mas OMG!, que série boa!!!

Então aí vai o comecinho do primeiro livro da série, Sociedade Secreta: Rosa & Túmulo. Diz se não dá vontade de ler?! ;D



Por meio desta, eu confesso:
sou membro de uma das mais infames
sociedades secretas do mundo.

Tenho certeza de que você já ouviu a lenda. Nós somos o segredinho sujo da Ivy League, que reúne as melhores universidades dos Estados Unidos. Mandamos no país, até nos estados com os quais você não pensaria que nos importamos, como Nebraska. Nós começamos guerras, coordenamos golpes de estado e participamos da redação das Constituições de todas as novas nações. Todo candidato à presidência do país é um membro — assim, quem quer que ganhe sempre estará sob nosso controle.
A mídia tem medo de nós, o que é bobagem, já que os diretores de todos os jornais e cadeias de televisão do país são membros de nossa irmandade. Controlamos todos os aspectos da mídia há mais de um século, desde decidir que filmes recebem aprovação para serem produzidos até a escolha do próximo vencedor do American Idol (você realmente acha que os votos via mensagem de texto contam?).
Somos donos da maioria dos prédios na universidade, assim como de boa parte dos terrenos da cidade, e temos isso sob vigilância, inclusive com escuta telefônica. A polícia local trabalha para nós. O prefeito está nas nossas mãos. Não há um estudante no campus que não tenha medo de passar por nosso imponente mausoléu de pedra.
Ser escolhido para a nossa sociedade é o bilhete de entrada para uma vida que supera os sonhos mais loucos de qualquer pessoa. O sucesso é nosso direito de nascença a partir do momento em que emergimos de nossos caixões de iniciação para nossas novas vidas como membros da sociedade. Qualquer emprego que quisermos está ao nosso alcance e qualquer emprego que não quisermos que nossos inimigos tenham está fora do deles. Recebemos muito dinheiro de presente quando nos formamos, assim como carros esporte, antiguidades valiosas e uma mansão em uma luxuosa ilha particular. Nunca seremos presos. Nunca ficaremos pobres. A sociedade cuidará disso.
Nossa lealdade para com a sociedade é mais importante que todo o resto em nossas vidas — nossas famílias, nossas amizades, até mesmo nossas vidas amorosas. Se qualquer um, até mesmo alguém de quem gostamos de todo o coração, mencionar o nome da sociedade em nossa presença, devemos deixar o aposento imediatamente e nunca mais falar com essa pessoa.
Nunca podemos contar a ninguém que somos membros. Não podemos jamais deixar que alguém que não seja membro entre em nosso mausoléu ou será morto.
Não podemos jamais abandonar a sociedade ou revelar nenhum de seus segredos ou nós seremos mortos.
______

Quais desses boatos são verdadeiros e quais são teorias de conspiração exageradas?
Eu lhe diria, mas aí teria que matá-lo.
Não acredita em mim? Tudo bem, então vire a página. Mas não diga que eu não avisei...

***

5 de outubro de 2011

Primeiras Linhas #6

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.


Estou em falta com o blog e nas minhas visitas aos outros blogs que gosto tanto... Primeiro passei alguns dias trabalhando demais, depois minha cachorrinha fugiu, e está sumida há quase uma semana. Nesse tempo ando alucinada procurando por ela e angustiada demais para fazer qualquer outra coisa. Ah, sim, também estou a ponto de voar no pescoço do próximo que vier me dizer que "cachorros fogem mesmo".

Enfim, cessando a divagação e voltando ao ponto da coluna, minha escolha de hoje é um livro sobrenatural, porque nada melhor para nos tirar a cabeça dos problemas que uma boa história sobrenatural. Wake, o primeiro livro da série Dream Catchers da Lisa McMann é uma dessas (apesar de o meu favorito da série ser Fade).
Será que o Cabel me ajuda a achar minha cachorrinha perdida? =´´(


"9 de dezembro de 2005 12h55

O livro de matemática de Janie Hannagan escorrega de seus dedos. Ela agarra a borda da mesa na biblioteca da escola. Tudo fica escuro e silencioso. Suspira e descansa a cabeça sobre a mesa. Tentou escapar dessa, mas sua tentativa foi um fracasso deprimente. Ela está muito cansada hoje. Com muita fome. Realmente não tem tempo para isso.
E então.

Está sentada nas arquibancadas no estádio de futebol, piscando os olhos debaixo das luzes, calada em meio aos gritos da multidão.
Olha de relance para as pessoas sentadas a seu redor nas arquibancadas - colegas de classe, pais - tentando identificar o sonhador. Ela consegue dizer que este sonhador está com medo, mas onde está ele? Em seguida, lança um olhar ao campo de futebol. Encontra-o. Revira os olhos.
É Luke Drake. Sem sombra de dúvida. Afinal, ele é o único jogador nu no campo para o jogo de homecoming."

***

22 de setembro de 2011

É primavera... ou quase

Amanhã começa a primavera, a estação das flores, e nada melhor do que começá-la com um poema. Até porque, um pouco de Mario Quintana não faz mal a ninguém.

Ah, sim, eu começo a "comemorar" a chegada da primavera hoje porque também é meu aniversário *Parabéns para mim*, o que eu considero um grande motivo para comemorar a chegada de uma estação!!! ;D

E nas palavras do Quintana:



Canção da Primavera - Mario Quintana
(Para Érico Veríssimo)


Primavera cruza o rio
Cruza o sonho que tu sonhas.
Na cidade adormecida
Primavera vem chegando.

Catavento enloqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do catavento
Dancemos todos em bando.

Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até
Não mais saber-se o motivo...

Até que as paineiras tenham
Por sobre os muros florido!
***

30 de agosto de 2011

Primeiras Linhas #5

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.
Escolhi dessa vez um livro de um dos meus gêneros preferidos, o chick-lit, e na verdade foi um dos primeiros desse gênero que eu li, quando ainda estava descobrindo-o. O divertido 'Procurava um marido encontrei um cachorro' da Karen Templeton.



“De início, quero apenas registrar que não me apaixonei por Greg Munson por ele ser bem-sucedido ou bonito (se bem que não me importava nem um pouco com os olhares invejosos do tipo “Como ela conseguiu ele?” sempre que saíamos) e nem para irritar minha mãe. E, juro, o fato de ele ser o filho de um congressista republicano foi mero acaso.
Não. Eu me apaixonei porque ele me deu todas as indicações de ser uma pessoa normal. E, como as chances de se encontrar uma criatura assim nesta cidade são de aproximadamente uma em um quatrilhão, quando ele me pediu em casamento eu me joguei em cima dele. Talvez não me orgulhe disso, mas, convenhamos, estamos falando da sobrevivência da espécie.
E não tenho dúvidas de que poderíamos ter uma vida muito legal juntos, se ele tivesse tido a decência de aparecer no casamento.
Agora, convenhamos, só se passaram duas horas desde que enfiei 22 metros de tule dentro de um táxi e saí do hotel com o meu ego arrasado de volta para o meu apartamento; portanto, não é como se eu tivesse tido muito tempo para entender o que aconteceu. Não que eu tenha tal pretensão.”


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15 de agosto de 2011

Primeiras Linhas #4

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.
O escolhido da vez é o "O Último Olimpiano" (resenha aqui), primeiro porque eu adoro o Percy e estou com saudade dele, e depois porque em breve voltarei ao Acampamento Meio-Sangue, já que O Herói Perdido está na minha estante e me seduz diariamente para lê-lo logo, rs




"O fim do mundo começou quando um pégaso pousou no capô de meu carro.
Até então, minha tarde estava ótima. Tecnicamente, eu não devia estar dirigindo, pois ainda faltava uma semana para completar dezesseis anos, mas minha mãe e meu padrasto, Paul, levaram a mim e a minha amiga Rachel para um trecho de estrada em uma praia particular em South Shore, e Paul nos emprestou seu Prius para uma voltinha.
Ora, eu sei que você está pensando: Puxa, isso é uma grande irresponsabilidade dele, blá-blá-blá, mas Paul me conhece muito bem. Ele já me vira fatiar demônios e saltar de janelas de escolas em chamas, então provavelmente concluiu que guiar um carro algumas centenas de metros não era exatamente a coisa mais perigosa que eu já havia feito."




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2 de agosto de 2011

Primeiras Linhas #3

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.
O meu escolhido dessa vez é o Sussurro, da Becca Fitzpatrick, exclusivamente por causa do Patch!! *-*
Só vamos entender esse começo bem depois, mas mesmo assim já bate uma curiosidade.
Ah, também tem resenha dele aqui no blog.


"Chauncey estava com a filha de um lavrador na relva às margens do rio Loire quando a tempestade se aproximou. Por ter deixado sua montaria perambular pela campina, ele não tinha opção a não ser voltar para o castelo com os próprios pés. Arrancou uma fivela de prata do sapato, colocou-a na palma da mão da moça e observou enquanto ela se afastava correndo, a barra das saias imunda de barro. Em seguida, calçou as botas e partiu para casa.
A chuva desabava pelos campos cada vez mais escuros nos arredores do Château de Langeais. Chauncey caminhava com segurança sobre os túmulos afundados e as folhas podres do cemitério. Mesmo na neblina mais espessa ele conseguia encontrar o caminho de volta, e não tinha medo de se perder. Não havia neblina naquela noite, mas a escuridão e a crueldade da chuva já criavam dificuldade suficientes.
Chauncey captou um movimento com o canto do olho e voltou bruscamente a cabeça para a esquerda. O que à primeira vista parecera ser uma enorme estátua coroando uma sepultura próxima ergueu-se majestosamente. Não era feita nem de pedra, nem de mármore. O garoto tinha braços e pernas. O peito estava despido, os pés, descalços, e calças de camponês pendiam abaixo da cintura. Ele desceu da lápide com as pontas dos cabelos negros encharcados pela chuva pingando. As gotas desciam por seu rosto, que era tão moreno quanto o de um espanhol."



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28 de julho de 2011

Esse mês no Subtítulo: "Estação Carandiru"

Já contei isso aqui mas, para quem não sabe, escrevo uma coluna no blog Subtítulo, intitulada Cinelivros, que trata dos livros que tiveram adaptações cinematográficas.

Agora a coluna é mensal e a desse mês já está no ar (veja aqui) e é sobre uma obra nacional: Estação Carandiru, do Drauzio Varella, que ganhou sua versão cinematográfica em 2003.


[...]
Mais que um best-seller, é um fenômeno editorial, e nele o autor relata sua experiência. Conta o que presenciou ou ouviu dos presidiários com quem conviveu durante seus anos trabalhando na Casa de Detenção de São Paulo, o “Carandiru”.
Durante tais anos, Drauzio Varella tratou os doentes, tentou conscientizá-los quanto a questões de saúde, prevenir doenças, e ouviu muitas histórias. Juntando sua própria experiência, tudo o que viu e as histórias que ouviu, transformou em um livro. As histórias são as mais variadas e interessantes por serem reais. O autor também descreve com detalhes o complexo penitenciário, seus inúmeros pavilhões e a rotina do lugar. A mais importante das histórias contadas – e a de maior repercussão – talvez seja a do massacre ocorrido em 1992, em que a rebelião de um dos pavilhões e posterior invasão de policiais culminou na morte de inúmeros detentos – fato que ficou conhecido como Massacre do Carandiru.
[...]



Confiram o texto completo por lá! ;D


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20 de julho de 2011

1 ano... e 1 mês?



Pense em uma pessoa desligada. Não, não, melhor, pense em uma pessoa relapsa. Sim, sou eu. É a única desculpa para a pessoa aqui esquecer algo tão importante. O blog comemorou 1 ano!... no mês passado... e o que eu fiz? Esqueci! Eu sei, shame on me! =(

Tinha pensado em algumas coisas para fazer com 1 ano de blog mas minha vida anda tão atrapalhada nos últimos meses que parece que eu acordei um dia e me dei conta de repente que, Meu Deus! Já é julho! Pois é...

Enfim, o post é mais para agradecer a todos que nesse ano (e um mês) me visitaram, deixaram recados e sempre foram tão carinhosos comigo e me deixam feliz por não estar escrevendo para as paredes, rs.

Agora espero que quando o próximo aniversário do blog chegar eu seja uma boa dona de blog e não esqueça. hihi

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18 de julho de 2011

Primeiras Linhas #2

Essa é uma coluna semanal em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer. Lógico, é mais legal se esse início for interessante e até desperte, nem que seja um pouquinho, interesse pelo livro.

O "Primeiras Linhas" dessa semana é em homenagem a uma das personagens mais famosas da literatura chick-lit. Tem gente que se irrita com ela, que a acha incorrigível já que ela é uma compradora compulsiva, que até melhora no decorrer dos livros de sua série, mas nunca se cura... e se mete em confusões gigantescas por isso.

Estou falando da Becky Bloom, e eu a adoro! Com seus defeitos e tudo. Me divirto horrores com ela e não vejo a hora de ler o sexto livro da série.

Para dar um gostinho, aqui vai o começo do primeiro livro da série, Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, da Sophie Kinsella.

"Tudo bem. Não entre em pânico. É só uma conta do VISA. Só um pedaço de papel; alguns números. Quero dizer, que poder têm uns poucos números para nos amedrontar?
Pela janela do escritório, olho para um ônibus descendo a Oxford Street. Quero abrir o envelope branco sobre minha escrivaninha desarrumada. “É só um pedaço de papel”, repito para mim mesma pela milésima vez. E não sou burra, sou? Sei exatamente qual é o valor desta conta do VISA.
Mais ou menos.
Vai ser cerca de... 200 libras. Talvez trezentas. Sim, talvez trezentas. Trezentas e cinqüenta no máximo.
Indiferente, fecho os olhos e começo a calcular. Teve aquele tailleur na Jigsaw. E aquele jantar com Suze no Quaglino’s. E aquele lindo tapete vermelho e amarelo. O tapete foi 200 libras, imagine. Mas definitivamente valeu cada centavo – todos os admiraram. Pelo menos Suze.
E o tailleur da Jigsaw estava em liquidação – por 30% a menos. Portanto, na verdade, foi uma economia de dinheiro.
Abro meus olhos e estico a mão para a conta. Quando meus dedos alcançam o papel, lembro-me das novas lentes de contato. Noventa e cinco libras. Um bocado. Mas, afinal, tive que comprar, não tive? O que devo fazer, andar por aí sem enxergar nada?
E precisei comprar umas loções novas, uma caixinha bonitinha e um delineador hipoalergênico. Isso eleva para... quatrocentos?
De sua mesa de trabalho na sala ao lado, Clare Edwards olha para mim. Está separando todas as suas cartas em pilhas como faz todas as manhãs. Embrulha cada uma num elástico e as classifica com dizeres do tipo “Responder imediatamente” e “Responder sem urgência”. Odeio Clare Edwards."



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11 de julho de 2011

Primeiras Linhas #1

O comecinho do livro, aquelas primeiras frases, muitas vezes são o que atiçam a nossa vontade de lê-lo. É o que lemos quando o folheamos na livraria antes de comprá-lo (vocês não fazem isso? Sou só eu? =S), e podem fazer a diferença entre querer ler até o final ou não. Claro que para essa decisão de ir até o fim é preciso mais que as primeiras linhas, mas se essas já forem interessantes já é um grande passo.

O "#1" do título já indica que esse será o primeiro de muitos posts. Na verdade pretendo fazer um desse toda semana. A ideia é trazer as primeiras linhas, primeiras frases de um livro qualquer. Lógico, é mais legal se esse início for interessante e até desperte, nem que seja um pouquinho, interesse pelo livro.

Bom, as "Primeiras linhas" dessa semana é o começo de um livro muito bom, que gosto muito e inclusive já resenhei no blog: O Vendedor de Armas, do Hugh Laurie (resenha aqui)

Espero que gostem tanto quanto eu.


"Imagine que você precisa quebrar o braço de alguém.
Não interessa se é o direito ou o esquerdo. O ponto é que você precisa quebrá-lo, porque se não o fizer... bom, isso não importa também. Vamos dizer que coisas ruins vão acontecer se você não fizer isso.
O que quero perguntar é o seguinte: você quebraria o braço da pessoa rapidinho – tipo crack, oops, desculpe, deixa eu ajudar você com esta tala improvisada – ou prefere fazer aquele serviço completo que dura uns bons oito minutos, aumentando a pressão aos poucos, até que a dor fique rosa e verde e quente e fria e tudo isso junto, o que a torna dolorosamente insuportável?
Exatamente. É claro. O certo a fazer, a única coisa a se fazer, é resolver a coisa logo, o mais rápido possível. Quebre o braço, ofereça um conhaque e seja um bom cidadão. Não pode haver nenhuma outra resposta.
A menos que.
A menos que, a menos que, a menos que...
E se você odiasse a pessoa do braço? Quero dizer, se odiasse muito, mas muito mesmo.
Isso era algo que eu tinha que considerar agora.
Quando digo agora, quero dizer naquela hora, naquele momento em que eu estava querendo descrever; o momento em câmera lenta, ah, maldita câmera lenta, antes de o meu punho alcançar a parte de trás do meu pescoço e meu úmero esquerdo se quebrar em pelo menos dois, ou muito possivelmente mais, pedaços moloides presos um ao outro.
O BRAÇO DO qual estávamos falando, como pode ver, era o meu."




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29 de junho de 2011

Dedicatórias de Livros #2

Há um tempo fiz um post sobre dedicatórias de livro (aqui), reunindo algumas das que mais gosto e contei como adoro ler essas dedicatórias, principalmente quando traz uma piadinha, declarações fofas para os pais, filhos, maridos, esposas, irmãos, amigos etc. Na verdade algumas delas trazem alguma piada interna que só entende quem leu o livro ou conhece um pouquinho sobre o autor. Essas são as que eu mais gosto!

A dedicatória é uma das primeiras coisas que eu leio em um livro, logo depois da capa, contracapa, orelha e última frase da história, rs.

Enfim, agora virou uma mania sempre anotar as dedicatórias mais interessantes, e como reuni mais algumas resolvi fazer um novo post.

Ah, e fica aqui meu pedido aos autores: façam dedicatórias bonitinhas. Ninguém gosta de ler os diretos “Para fulano”. Elaborem! ;D



"Dedicado às únicas três pessoas vivas que acreditam genuinamente que este livro rivaliza com Guerra e Paz: minha mãe, Cheryl, a mãe que "um milhão de garotas dariam a vida para ter"; meu pai, Steve, que é bonito, espirituoso, brilhante e talentoso, e que insistiu em escrever a sua própria dedicatória; minha irmã fenomenal. Dana, a predileta deles (até eu escrever um livro)."
(Lauren Weisberger — O Diabo Veste Prada)







"Para minha mãe, Candy, que me ensinou que o amor é a melhor parte de qualquer história."
(Stephenie Meyer — A Hospedeira)







"Para Judy Guhrke.
Você me ajudou, além do que seria de se esperar e de muitas formas, enquanto este livro estava sendo escrito.
Eu amo você, mamãe."

(Laura Lee Ghurke — Muito Mais Que Uma Princesa)







"Para Becky, que sempre me guia pelo labirinto"
(Rick Riordan — Percy Jackson e Os Olimpianos 4: A Batalha do
Labirinto)







"To Pat Warren, who saved this story from a fate
worse than death.
You are my Friend in Shining Armor. / Para Pat Warren,
quem salvou essa história de um destino pior que a morte.
Você é minha amiga em uma armadura brilhante" *

(Vicki Lewis Thompson — Nerd In Shining Armor)







"Para Martha e Nick, o verdadeiro"
(Rachel Cohn e David Levithan — Nick e Norah, Uma Noite de Amor e Música)







"Para Gemma, que sempre soube a importância de uma
echarpe Denny and George para uma garota."
**
(Sophie Kinsella — Delírios de Consumo na 5ª Avenida)







"To all my friends from Desvernine Associates:
Des, Pamela, Pierre, Yvonne, Debra, and Gretchen. But not Mike. / Para todos os meus amigos da Desvernine Associados:
Des, Pamela, Pierre, Yvonne, Debra
e Gretchen. Mas não o Mike" * ***

(The Spellmans Strike Again — Lisa Lutz)







"Para o homem com quem eu me casei, Ron,
meu primeiro e único, com amor."
— Janice

(Janice Kaplan & Lynn Schnurberger — Os Homens Com Quem Não Me Casei)



* Traduções Livres

** Gemma é Gemma Townley, irmã da Sophie Kinsella e também escritora. E uma echarpe Denny and George é muito especial e super importante. Becky Bloom que o diga.

*** Desvernine Associates é uma empresa de detetives particulares que inspirou a autora a escrever sobre os detetives da família Spellman do título, e de quem recebeu ajuda sobre a profissão. E não, eu não sei o que a autora tem contra o Mike.




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