Meus Discos e Livros e Tudo o Mais!

16 de agosto de 2010

A Leitura e Eu

Aprendi a ler com 4 anos de idade. Era apaixonada por gibis, ficava olhando as gravuras e inventando a minha própria história, baseada nelas, até que um dia minha mãe percebeu que o que eu contava era exatamente o que estava escrito. Desde então nunca parei. Dos gibis passei para os livros infantis clássicos. Mas eu queria mais. Quando tinha pouco mais de 10 anos fiquei encantada com uma coleção de livros do Sherlock Holmes que encontrei na casa do meu avô (que eu gostaria muito de saber onde foi parar).

Mais tarde descobri os livros do Pedro Bandeira e os da Coleção Vaga-Lume e li o máximo que pude. Sempre fui aquela que ficava amiga das tias da biblioteca e estava sempre por lá, curiosa com tudo. Me aventurei pelos clássicos, perdida em um Sonho de Uma Noite de Verão, em busca da Felicidade Clandestina. Comecei a me apaixonar por personagens, implicar com outros (afinal que raio de personagens eram aquela Capitu, com seus olhos de ressaca e o tapado do Bentinho?) e me rebelei contra a literatura certinha quando descobri Stephen King e sua Carrie.

Então passei por um hiato nas minhas leituras. Durante os 5 anos de faculdade, e mais quase 2 anos depois, apesar de ainda ler muito, não li nada que não fosse acadêmico. A leitura tomou moldes de trabalho.

Mas chegou um ponto em que a falta de leitura apenas pelo prazer de ler foi insuportável, e eu novamente mergulhei no maravilhoso mundo dos livros. Saramago e sua falta de pontuação, Marian Keyes e seu jeito divertido de falar de coisa séria, as verdades disfarçadas do Mario Prata, as cativantes personagens da Sophie Kinsella, os intrigantes enredos do Dan Brown, os variados tipos de vampiros e outros seres fantásticos.

E eu me envolvo. Converso com personagens, apoio, brigo (isso até mesmo com os livros acadêmicos. Perdi a conta das vezes que briguei com um livro por não concordar com o pensamento defendido). Acho que não vale a pena virar a primeira página de nenhum livro se não se está disposto a se deixar envolver.

Quando descobri os blogs literários, esse bando de gente tão apaixonado por livro quanto eu, não me senti mais sozinha. Achei pessoas com quem conversar e discutir apaixonadamente sobre livros, quando antes, tinha que ir à casa de uma amiga, pra conversar com a mãe dela, professora de literatura aposentada e leitora inveterada (apaixonada pelo vampiro Edward), a quem ainda encontro sempre disposta a conversar, desde que eu não mencione minha implicância com os pra ela intocáveis personagens do Dom Casmurro. rss

A criação do meu próprio blog foi, pra mim, uma evolução natural dessa necessidade de expôr minhas impressões, e fico muito feliz com cada pessoa que me visita, e que também divide seus pensamentos comigo.

Enfim, só queria partilhar um pouco com vocês todos esses sentimentos e essa parte importante da minha vida, sabendo que quem é tão apaixonado por isso tudo como eu vai entender.

E termino o post com uma confissão: eu SEMPRE leio a última frase do livro antes mesmo de ler a primeira. ;D




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13 de agosto de 2010

'Preciso Te Contar Uma Coisa - Melissa Hill'









Preciso Te Contar Uma Coisa
(Something You Should Know)
Melissa Hill







É o livro de estréia da irlandesa Melissa Hill, e por enquanto o único lançado no Brasil. Conhecemos Jenny, que está se preparando para um exame que lhe dará uma promoção no trabalho, além de estar às vésperas de seu casamento com o perfeito Mike. A vida não poderia estar melhor. Então ela descobre que Roan Willians está de volta à Irlanda, pior, está trabalhando na empresa de Mike. Roan, por quem ela foi completamente apaixonada, quem ela acreditou que seria o ‘the One’, quem tanto a fez sofrer. E esse retorno faz com que um grande segredo venha à tona. Também conhecemos Karen, que se prepara para uma batalha judicial para permanecer na casa que comprou junto com seu ex-noivo, apesar de os documentos estarem somente no nome de Shane.

Então o livro volta quatro anos, e descobrimos como os personagens chegaram onde estão no começo do livro. Vemos o relacionamento de Karen e Shane, antes mesmo de eles se tornarem noivos, e como Jenny, depois de voltar de uma temporada na Austrália, após seu namorado a trocar por uma amiga, se apaixona e começa a se relacionar com Roan.

Ah, as protagonistas burras... sempre nos deparamos com elas. Como eu xinguei a Jenny por ser tão idiota, tonta, tapada. E parece que para toda mocinha tapada surge um cafajeste para lhe fazer companhia. E para isso entra em cena o Roan. É uma história com muitos personagens, o que eu adoro, principalmente quando não aguentamos a burrice da protagonista, pois podemos nos distrair com outros personagens mais centrados (ou não).

Como o título sugere, “Preciso te Contar Uma Coisa” trata de segredos guardados que, em algum momento, vêm à tona. Assim, pra não estragar a surpresa, não posso contar muito sobre o desenvolvimento da história. Mas posso dizer uma coisa: não acredite em tudo o que lê. Nem tudo nesse livro é o que parece. Fica a dica! A autora nos leva a acreditar piamente em algo que na verdade não é nada do que pensamos. Em um determinado ponto eu entrei em estado de negação, me recusando a acreditar no que eu lia. Voltei, reli capítulos, e me dei conta que caí na cilada que a autora criou. Acreditei em algo que ela não escreveu. Se você não leu o livro deve ter achado meu comentário totalmente sem noção. Mas eu não posso explicar... só lendo.

Gostei da narrativa da autora que consegue nos prender, manter suspense, cativar, torcer, sentir raiva, nos surpreender. Espero que os outros livros dela sejam lançados logo por aqui. Ela tem outros 8 livros e acaba de assinar para lançar um thriller policial. Se em um chick-lit ela já consegue manter suspense, imagina! Se quiser saber mais sobre a autora, indispensável a entrevista que ela concedeu ao Lost In Chick-Lit. Leia!!

Sei que em termos de efeito dramático o final foi perfeito, mas eu queria saber mais. Queria saber sobre o encontro com o... e as consequências de... e a Karen, e ela e o... Por isso que sou super fã de epílogos! Enfim, já estou acostumada a me sentir assim. Eu sempre quero saber mais!

Um comentário aleatório: Nunca fui à Irlanda, mas já li tantas histórias que se passam em Dublin que minha imaginação já me fornece cada detalhe da paisagem, das ruas, dos pubs... É, eu sei, não sou normal.

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10 de agosto de 2010

'Pobre Não Tem Sorte - Leila Rego'







Pobre Não Tem Sorte
Leila Rego







Produto 100% nacional, o livro de estréia da paranaense Leila Rego conta a história da Mariana, uma garota do interior que está prestes a se casar com o homem dos seus sonhos: bonito, divertido e, principalmente, rico, que irá lhe proporcionar a vida que ela sabe que merece, e por puro capricho do destino não tem. Ela terá o lindo apartamento no melhor bairro da cidade, o vestido de noiva perfeito, sairá na coluna social do jornal, e será invejada por suas amigas. Tudo está correndo perfeitamente até que, o que ela menos esperava, dá errado.

Antes de falar do livro em si, tenho algumas coisas que preciso confessar. Primeiro, tinha um preconceito bobo quanto a livros nacionais desse gênero, um preconceito que surgiu depois que li um livro que não gostei nem um pouco. Mas, como só ouvia coisas boas sobre o Pobre Não Tem Sorte, finalmente decidi arriscar. Outra confissão: a Leila começou a me ganhar pelo carinho com que ela trata as leitoras, pela dedicatória fofa que ela escreveu no meu livro (que comprei direto com ela), e pelas estrelinhas coladas no envelope! rsss

Mas o que me ganhou, definitivamente, foi a Mariana. Me diverti muito com ela! Melhor dizendo, a Mariana me fez passar muita vergonha nas filas e salas de espera da vida, quando não conseguia segurar minhas risadas.

Na ‘vida real’ não tenho paciência para pessoas extremamente fúteis. Gente assim me irrita. Mas a Mariana me divertiu. E muito. Dei muita risada com tanta futilidade, valores deturpados, planos mirabolantes e suas prioridades confusas. E as formas carinhosas pelas quais ela chamava a futura sogra? As melhores.

A Mariana vive em um mundo só dela, que ela criou, idealizou e queria tornar realidade. Nesse mundo ela se veste com as melhores grifes, tem os mais caros sapatos, faz parte da alta sociedade de Prudente, mora no melhor bairro da cidade, frequenta os lugares mais badalados, suas amigas são as mais elegantes e seu noivo o mais charmoso. Sim, nessa ordem de importância.

Adorei todas as referências às coisas, pessoas, lugares e gírias que todos conhecemos. Assim, ao mesmo tempo em que ela vive nesse mundinho só dela, a Mariana, com seus sentimentos confusos, e os demais personagens, são tão reais que sentimos que podemos encontrar com ela, com a Clara, a Cidinha ou com a Dra. Thelma em qualquer esquina. E quem não tem uma tia, ou uma conhecida, meio intrometida e com vários catálogos de produtos pra vender? Terminei o livro com a certeza que posso trombar a qualquer momento com a tia Albertina pela Vinte e Cinco de Março!!!

Vocês vão me matar se eu disser que não gostei muito do Edu? Esperava mais dele. Tá, ele subiu (e muito) no meu conceito no final, ele quase me ganhou, mas não sei, ainda faltou alguma coisa pra eu me encantar por ele. Talvez eu precise conhecê-lo melhor, mas ele certamente tem potencial!!!

Enfim, perdi meu trauma e parei com a bobeira de achar que chick lits brasileiros não poderiam ser tão bons quanto os gringos. Estou definitivamente me juntando ao coro dos que dizem que Pobre Não Tem Sorte não deixa nada a desejar aos seus companheiros de gênero escritos pelas inglesas, americanas e irlandesas.

Quero mais da Mariana. Estou curiosíssima pra saber o que ela ainda pode aprontar. Tanto que a única coisa que consegui pensar quando acabei de ler foi: Leila, quando sai a continuação?


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6 de agosto de 2010

Livros que me despertaram sentimentos controversos

Eu prefiro escrever sobre livros que gosto. Adoro compartilhar aquele sentimento bom de quando terminamos uma leitura que nos agrada. Claro que às vezes esbarro em livros que detesto. Normal. Quem lê muito passa por isso também.

Mas no meio disso, há aqueles livros que não temos certeza sobre o que sentimos em relação a eles. Já passaram por isso? Terminar de ler um livro e não ter certeza se gostou ou não?

Considero que um livro é extremamente bom quando não conseguimos ficar indiferentes. Quando nos envolvemos apaixonadamente pelo enredo, a ponto de nos sentirmos entre os personagens, olhando tudo de perto. Um livro é ruim quando não há espaço para nos envolvermos com a história, com os personagens, com o cenário.

Vou falar aqui de dois livros que, quando terminei de ler, num primeiro momento, não sabia o que achar.





Souvenir
(Souvenir)
Therese Fowler


Carson e Meg são adolescentes e apaixonados. Tendo crescido juntos, todos que os conheciam tinham como única certeza que eles nunca iriam se separar. Mas, aos 21 anos, Meg anuncia que se casará com outro homem. Carson fica arrasado e, atordoado, se dedica integralmente à música. Os anos se passam, Carson, com todo o empenho dedicado à carreira, se transforma em um grande astro. Meg é a dona de casa, mãe e esposa perfeita do homem que secretamente salvou sua família da ruína. Mas, mesmo após tanto tempo, o destino força um reencontro que reaviva as nunca esquecidas lembranças da juventude.

A premissa desse livro em nada te prepara para a intensidade dele.

Eu não estava preparada. Esperava algo completamente diferente. Algo muito mais grave que o simples conflito entre 'aquela que magoou' e 'aquele que teve seu coração partido' acontece. Esse livro tem uma das cenas mais tristes que já li. Nem posso falar muito sobre o que é, senão revelo minha profunda revolta com alguns acontecimentos. E mais, não queria que terminasse como terminou.

Sim, se tudo tivesse se resolvido de outra forma seria como tantos livros por aí, cairia na vala comum dos muitos romances existentes, mas pelo menos ao terminar de lê-lo eu não ficaria olhando para o livro com um sentimento de angústia que demorou a passar. O livro me arrancou muitas lágrimas, de raiva, de tristeza, mas principalmente de angústia.

Mas quem disse que eu conseguia largá-lo? O livro é excelente, apesar de ainda não ter me decidido se gostei dele ou não... rss






Onde Terminam os Arco Íris
(Where Rainbows End)
Cecelia Ahern


Rosie e Alex são amigos desde crianças. Do tipo melhores amigos para a vida toda. De crianças travessas a adolescentes rebeldes, a amizade deles era inabalável. Mas quando o pai de Alex aceita um trabalho em outro país, os dois se vêem obrigados a se separar. E esse é apenas um dos acontecimentos que afastam esses dois, tão ligados um ao outro, mais ligados do que eles mesmo admitem.

Acompanhamos a história dessa amizade, desse amor, desde o seu começo, através de bilhetes, cartas, e-mails, chats e postais trocados entre os personagens. O que dá um charme todo especial ao livro, mas também o torna mais pessoal. Quer algo mais pessoal que uma carta (bendita carta!), sincera, e que expõe os sentimentos mais profundos?

Fiquei angustiada com o tanto de desencontros que acontecem nesse livro! Não tem um final triste, mas me deixou pensando no quanto desperdiçamos oportunidades na vida. Me deprimiu saber que uma única conversa franca poderia solucionar tantos desencontros e mal entendidos. Fiquei abalada de verdade e só pensava no que poderia ter sido. Mas se fosse, o livro não passava das 10 primeiras páginas e seria um porre! rss



Enfim, são livros extremamente bons, em que eu me vi extremamente envolvida a ponto de chorar copiosamente, ficar abalada e manter uma angústia muito depois de terminar a leitura. Envolvida a ponto de achar que tinha o direito de querer outro desenvolvimento para as histórias, para que os personagens, tão queridos, tão íntimos, não sofressem tanto.
Mas, se assim fosse, eu sei, não consideraria os livros tão bons...



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3 de agosto de 2010

**Sequências literárias que não esperei serem lançadas no Brasil (Parte I - Gallagher Girls)**

Eu admito, sou uma pessoa ansiosa. Extremamente ansiosa. E sou viciada em livros. Extremamente viciada em livros. E o que há de pior para uma pessoa ansiosa e viciada em livros? Esperar o lançamento da sequência de um livro ou a continuação de uma série literária. É extremamente angustiante terminar de ler um livro, saber que ele tem continuação, e não poder ler imediatamente o livro seguinte.

BTW, eu adoro livros que tem sequências! Principalmente quando nos apaixonamos pelos personagens e queremos continuar acompanhando o que acontece com eles.

Vou falar aqui apenas das séries literárias em que nem todos os livros foram publicados aqui no Brasil (mas que eu já li, em inglês mesmo...rss) Ia fazer um post único, mas ficaria gigantesco (é, leio muito livro gringo), então dividi em algumas partes... No post de hoje:


Série Gallagher Girls

Ally Carter



Desta série, apenos o primeiro livro (por enquanto) foi publicado no Brasil.
Lançado pela Galera Record, o livro “Escola de Espiãs” (I’d Tell You I Love You, But Then I’d Have To Kill You) da americana Ally Carter é o primeiro da série.

Para todos os que moram nos arredores, e para o resto do mundo, a Academia Gallagher é uma típica escola para garotas ricas, mimadas e superdotadas. Mas, como o título em português já entrega, trata-se de uma escola que na realidade treina espiãs adolescentes. Essas espiãs de elite em treinamento aprendem desde idiomas variados à artes marciais e as últimas novidades em guerras químicas. Nossa protagonista é Cammie 'Camaleoa' Morgan, que ganhou o apelido graças à sua capacidade de passar despercebida, de não ser notada (uma das melhores qualidades para um espião). Além de ser filha da diretora, é uma das garotas mais promissoras da Academia. Mas o que acontece quando, em um treinamento de campo, ela é notada por um garoto comum, que pensa que ela é uma garota comum? Claro que ela sabe como grampear o telefone dele, ou hakear seu computador, mas seria possível ter um relacionamento com alguém que nunca poderia saber quem ela é de verdade?

Eu adoro livros sobre espionagem, logo, me encantei com a idéia de uma escola só para espiãs. Gostei muito do conceito (mesmo quando brincam com o estilo, como é o caso) e gostei do livro. Além de todo o drama adolescente, tem todo o drama que a espionagem envolve, as mentiras, as operações secretas. Por falar em Operações Secretas, até eu desenvolvi uma quedinha pelo professor dessa matéria, Joe Solomon. Imagina um professor gatão numa escola só pra meninas?

Achei muito divertido, por exemplo, que no jantar, todos tem que conversar numa língua diferente a cada dia, ou as aulas inusitadas que elas tem (apesar de ter me confundido com tantas siglas). Adorei a protagonista, Cammie, e adorei as amigas dela, cada uma mais excêntrica que a outra. Mas o que eu me diverti mesmo foi com ela e suas amigas usando todos os seus conhecimentos para se aproximar de um certo garoto comum da cidade...

Só não gostei do título em português, tão simples... Achei tão legal o título original "I’d Tell You I Love You, But Then I’d Have To Kill You", algo como "Eu diria que te amo, mas então eu teria que te matar"

Enfim, como o livro é bom, sabendo que se tratava de uma série, me despertou o interesse de procurar os demais. E eu descobri que se o primeiro é bom, os demais são ótimos! Tudo o que falta no primeiro tem no segundo e o que falta no segundo tem no terceiro. São livros para não largar até terminar. Cada vez mais mistérios são revelados, outros são criados, as cenas de ação aumentam, personagens novos são introduzidos... Por falar em outros personagens, meu personagem preferido da série só aparece a partir do segundo livro... rss

Os demais livros são:

Gallagher Girls #2: Cross My Heart And Hope To Spy

Gallagher Girls #3: Don’t Judge A Girl By Her Cover

Gallagher Girls #4: Only The Good Spy Young (esse foi lançado agora no segundo semestre e já estou morrendo de vontade de ler!)

Não vou falar muito dos outros livros para não estragar a surpresa, mas recomendo!


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