Meus Discos e Livros e Tudo o Mais!: Novembro 2011

21 de novembro de 2011

'Sociedade Secreta vol. 1: Rosa & Túmulo - Diana Peterfreund'







Sociedade Secreta: Rosa & Túmulo
(Secret Society Girl)
Diana Peterfreund








“Eu disse ao Lancelot que preferia que eles não me carregassem.
Ele disse que não tinha jeito.
Eu queria saber com antecedência para onde me levariam.
Ele disse que tudo ficaria claro no devido tempo.
Fui absolutamente taxativa que não haveria sangue de virgens assassinadas sendo bebido.
Ele disse que veria o que podia fazer.”


Amy Haskel está quase chegando a seu último ano na faculdade, período em que alguns dos estudantes, os mais privilegiados, são convocados a participar de Sociedades Secretas. Todos sabem que elas existem – afinal, suas sedes são gigantescos mausoléus existentes no campus – mas ninguém pode saber ao certo quem são seus membros ou o que acontece em suas reuniões. Sendo editora da revista literária da universidade, Amy tem certeza de que será convocada para a Pena & Tinta, a sociedade literária, e está ansiosa para o que isso vai acrescentar ao seu currículo, não tanto pela sociedade em si, afinal, a Pena & Tinta nem é das mais famosas e nem é tão secreta assim. Durante sua entrevista, porém, realizada numa sala escura em que ela sequer conseguia ver seus entrevistadores, tudo era muito estranho já que eles sabiam tudo sobre sua vida, podiam citar cada um dos professores que ela já teve e inclusive, tinham uma cópia do romance inacabado que ela escreveu e que ninguém além dela e de sua colega de quarto sabia da existência. A entrevista definitivamente não era para a Pena & Tinta, mas então, qual seria a outra sociedade secreta que a estaria cortejando?

A resposta veio alguns dias depois, quando ela recebe um envelope com a borda preta selado com um símbolo de uma rosa dentro do que parecia ser um caixão. O símbolo da Rosa & Túmulo. Mas não podia ser, aquilo só podia ser alguma espécie de trote. A Rosa & Túmulo era a mais antiga, a mais poderosa e mais famosa sociedade do país. Seus membros pertenciam à elite, vinham de famílias influentes, tinham altas aspirações (dizia-se que todos os Presidentes eram membros, todos os candidatos à Presidência eram, para não ter dúvida). Acima de tudo, os membros eram todos homens.

Após ser capturada por estranhas figuras com capas pretas, uma Noite da Iniciação com bizarros rituais e juramentos de lealdade, Amy se vê envolta em um mundo totalmente inusitado, cheio de segredos e conspirações. Se vê obrigada a se afastar de seus amigos, já que não pode mencionar qualquer de suas novas atividades a eles, acaba se aproximando de pessoas que ela não suportava e que agora devem supostamente ser seus melhores amigos, seus irmãos e os únicos em quem pode confiar. Deve negar, sempre, a existência da Sociedade, mas usar sempre um broche que a representa. Como todos os outros Coveiros, ela ganhou um nome na Sociedade, que deve ser usado durante as reuniões, mas nunca fora do Mausoléu. Já era muito com o que lidar, mas antes fosse só isso. Além de tudo Amy ainda se depara com aqueles que não estão nada felizes com a entrada de mulheres na Sociedade...


“Será que eu conhecia essas pessoas o suficiente para me apegar completamente aos seus princípios? E se as causas da Rosa & Túmulo fossem destruir a democracia, tornar a pizza ilegal e dominar a indústria de botas de couro até o joelho? E se os inimigos que eu devia prejudicar fossem o Dalai Lama ou o Brad Pitt? Lancei um olhar furtivo às figuras vestidas de forma ridícula que me cercavam.
Nah, provavelmente não.”


Por bastante tempo eu via esse livro e não tinha vontade de lê-lo, nem sei por que. Algumas pessoas me recomendavam, mas ele não me chamava a atenção. Então um dia me deu vontade de ler e eu li e a conclusão foi: o que eu estava pensando que não li antes!!! O livro é tão, tão bom, a história é tão, tão legal! Eu adoro essa coisa de sociedades secretas, rituais bizarros de iniciação, então realmente não sei por que não li esse livro antes.

Sociedade Secreta: Rosa & Túmulo é o primeiro livro da série Sociedade Secreta, da americana Diana Peterfreund, que conta com quatro livros, três deles já publicados no Brasil. A narrativa é em primeira pessoa então a personagem que conhecemos melhor é a protagonista/narradora Amy. Gostei muito dela, adorei suas listas, suas confissões que iniciam cada capítulo, sua trapalhada vida amorosa, as paranóias dela e o quanto ela acreditava em cada uma das teorias da conspiração que ela já ouviu sobre a Rosa & Túmulo.

Outros personagens também me agradaram, como a Lydia, melhor amiga de Amy – de quem ela tem que esconder tudo relacionado à Sociedade; a Clarissa, que a primeira vista parece uma patricinha metida mas não é nada disso, o Brandon, amigo-colorido, quase-namorado da Amy, o charmoso George, além de todos os convocados da turma de Amy. Tem também o Malcom, o “irmão mais velho”. Ahh, como eu gosto do Malcom!!

Eu poderia dizer que tem um personagem, um dos Coveiros, que é um babaca, por que foi o que achei depois de ler esse livro, mas, como estou escrevendo essa resenha tendo lido os três primeiros livros, não posso chamá-lo de babaca... não depois de ter me apaixonado por ele!! S2 Mas não é nesse livro, é só mais pra frente então não vou nem dizer quem ele é =X

Durante a leitura, toda essa história de sociedades secretas me fez lembrar do filme Sociedade Secreta (The Skulls), com o lindo do Joshua Jackson, e também da 5ª temporada de Gilmore Girls, quando a Rory está na faculdade e vai fazer uma reportagem sobre a "Life and Death Brigade", Sociedade Secreta da qual o Logan, paquera dela, fazia parte (You Jump, I Jump, Jack). Sobre esse último fiquei pensando cá com meus botões se o Logan na verdade não fazia parte da Rosa & Túmulo, afinal ele era de uma família influente e abastada, estudava em uma faculdade da Ivy League americana, fazia parte do jornal da faculdade... *Certo, passou meu momento de devaneio de fã de Gilmore Girls*

Enfim, pesquisando sobre o assunto (sociedades secretas, não Gilmore Girls), em Yale – universidade em que a autora estudou – existe uma famosa Sociedade Secreta, a Skull & Bones, fundada em 1832, que claramente serviu de inspiração para a Rosa & Túmulo (e, a propósito, também para a Life and Death Brigade, de Gilmore Girls e a Skulls, do filme Sociedade Secreta). Existem diversas teorias da conspiração rondando essa Sociedade Secreta. Há quem afirme, entre outras coisas, que é a Skull & Bones que controla a CIA... Entre seus membros famosos estão os ex-Presidentes americanos, Bush pai e Bush filho, Diretores da CIA, Magnatas da mídia, Secretários de guerra. Li coisas bem interessantes sobre essa verdadeira Sociedade Secreta. Ênfase para a referência à cerimônia de renascimento e aos caixões que, parece, acontece mesmo na Skull & Bones, além de nas sociedades fictícias.

Não sei se deu para perceber, mas eu adoro teorias da conspiração, rs. Codinomes, apertos de mão secreto, juramentos, mausoléus. E isso tudo é o que não falta nesse livro.

Além de tudo, adorei o motivo de a Sociedade da Amy se chamar Rosa & Túmulo, já que envolve outra coisa que eu adoro (mas não vou contar o que é), adorei um dos personagens se chamar George Harrison, e um dos nomes da sociedade ser o mesmo de um personagem do meu livro favorito do Shakespeare.

Leitura muito mais que recomendada!!


Sociedade Secreta vol. 1: Rosa & Túmulo (Secret Society Girl)
Sociedade Secreta vol. 2: Sob a Rosa (Under the Rose)
Sociedade Secreta vol. 3: Ritos de Primavera (Rites of Spring (Break)) Sociedade Secreta vol. 4: Tap & Gown
(ainda não lançado no Brasil)




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18 de novembro de 2011

Primeiras Linhas #8

Essa é uma coluna em que eu trago as primeiras linhas, as primeiras frases de um livro qualquer.



As "Primeiras linhas" da vez são de um livro que eu amo e que estou com vontade de reler desde que assisti o filme baseado nele, O Noivo da Minha Melhor Amiga, da Emily Giffin. Amo tanto que já li, reli, li mais uma vez, fiz resenha dele aqui no blog, escrevi sobre ele na minha coluna no Subtítulo e agora estou novamente falando dele por aqui! \o/





"Eu estava na 5ª série quando pensei pela primeira vez sobre fazer trinta anos. Um dia, eu e minha melhor amiga Darcy pegamos uma agenda e abrimos no final, onde havia um calendário perpétuo que permitia consultar qualquer data no futuro e, por meio de uma pequena tabela, determinar qual seria o dia da semana correspondente. Então localizamos nossos aniversários do ano seguinte, o meu em maio e o dela em setembro. O meu caía na quarta, uma noite de aula. O dela caía na sexta. Uma vitória pequena, mas típica. Darcy era sempre a mais sortuda. Sua pele se bronzeava mais rápido, seu cabelo era mais fácil de modelar e ela não precisava de aparelho nos dentes. Ela fazia passos de break como ninguém, assim como dava estrelas e cambalhotas para frente (eu nem mesmo sabia dar cambalhotas). Tinha a melhor coleção de adesivos. Mais bótons do Michael Jackson. Suéteres Forenza em turquesa, vermelho e pêssego (minha mãe não me deixava ter nenhuma — dizia que eram modismos e muito caras). Tinha também um jeans de cinqüenta dólares da Guess, com zíperes na lateral do tornozelo, além de dois furos em cada orelha e um irmão, o que era melhor do que ser filha única como eu.

Pelo menos eu era alguns meses mais velha e ela nunca poderia me alcançar. Foi aí que decidi checar meu trigésimo aniversário — num ano tão distante que soava como ficção científica. Caía num domingo, o que significava que meu marido boa-pinta e eu providenciaríamos uma babá responsável para os nossos dois (possivelmente três) filhos na noite de sábado, jantaríamos num sofisticado restaurante francês com guardanapos de pano e ficaríamos fora até depois da meia-noite, de forma que, tecnicamente, estaríamos celebrando na data real do meu aniversário. Eu teria acabado de ganhar uma grande causa, de provar a inocência de um homem da cidade. E meu marido faria um brinde em minha homenagem: "À Rachel, minha linda esposa, mãe dos meus filhos e a melhor advogada da cidade." Compartilhava minha fantasia com Darcy quando descobrimos que seu trigésimo aniversário caía numa terça-feira. Uma decepção para ela. Observei enquanto ela apertava os lábios processando a informação.

— Você sabe como é, Rachel, quem se importa com o dia da semana em que cai o aniversário de trinta anos? — ela disse, sacudindo os ombros macios e bronzeados. — Até lá nós já estaremos velhas. Os aniversários não importam quando a gente fica velha."


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7 de novembro de 2011

*Série ‘Os Spellman’ – Lisa Lutz*




Os “Spellman”
(The Spellmans)
Lisa Lutz



Passei 2 semanas – ou 4 livros seguidos – com essa família e garanto, é uma das mais excêntricas e divertidas famílias literárias que já conheci e agora que terminei de ler os livros já lançados da série (que foram devorados como se não houvesse amanhã) vou sentir uma falta imensa deles.

A primeira coisa que preciso dizer é que eles se amam imensamente e é o que justifica todos os atos de cada um deles. Meio que um “a gente só se intromete na vida de quem se ama”. Outra coisa que preciso contar é que eles são uma família de detetives particulares que gosta muito de levar o trabalho para a casa e acreditam que a privacidade é algo superestimado, algo que nem todos têm direito.

Mamãe e Papai Spellman, Olivia e Albert, se conheceram quando Albert começou a trabalhar como detetive particular, logo após ser obrigado a se aposentar da polícia por um problema na coluna, enquanto ela fazia uma investigação amadora, seguindo o noivo da irmã. Os dois se casaram em seguida, juntos fundaram a “Spellman Investigations” e tiveram 3 filhos.

David, o mais velho, sempre foi o garoto modelo, o filho perfeito, estudante de honra, formado com louvor, aquele com quem os pais nunca precisaram se preocupar. Trabalhou para os pais, mas apenas até os 16 anos, acreditando que estudar seria mais importante e que as pessoas têm sim direito à privacidade. Tornou-se um importante advogado, mantendo sempre a postura de “exemplo de perfeição”. Extremamente bonito, sua única falha de caráter, a princípio, seria o fato de partir vários corações, já que não está pronto para se comprometer.

Isabel, Izzy, a segunda filha, é o oposto de David. A garota problema, sempre metida em encrenca, segundo ela, para equilibrar as coisas na casa dos Spellman, que tinham um filho perfeito demais. Durante toda a adolescência Isabel bebia demais, farreava demais, praticava vandalismo demais, saia com os caras errados e sempre deu dor de cabeça a seus pais. Trabalha para eles desde os 12 anos e começou pelo básico, revirando lixo alheio, observando à distância com seu binóculo, seguindo pessoas aqui e ali... já como adulta, continuou seguindo a profissão da família, tornando-se uma detetive particular licenciada, mas não deixou de ser a filha problema. Digamos que apenas melhorou um pouco. Seus dias de vandalismo ficaram para trás – mais ou menos – mas continua bebendo demais e saindo com os caras errados. E preferindo entrar pela janela que usar a porta da casa. A lista de namorados que ela já teve é um capítulo à parte. E sim, existe uma lista. Como seus relatórios de investigação, há um sobre seus ex-namorados, numerando-os, incluindo seus dados básicos e arquivando assim que o relacionamento acaba.

Para acabar com o dito “equilíbrio” entre os filhos, chegou Rae, a caçula, que nasceu quando seus irmãos já eram adolescentes. É a mais precoce dos Spellman e a mais apaixonada pelo mundo das investigações. Sua primeira missão foi quando ela tinha apenas 6 anos. Aos 14, quando a história da série começa, Rae está completamente acostumada a esse mundo em que cresceu, um mundo em que é mais que natural ouvir atrás das portas, seguir pessoas para saber o que elas estão fazendo, chantagear seus irmãos e manipular toda a família para que façam tudo o que ela quer. Ela aprendeu desde cedo que tudo pode ser negociado e sequer escova os dentes ou toma banho sem negociar algum outro benefício. E conforme ela vai ficando mais velha as confusões que apronta só pioram. Quando ela começa a aprender a dirigir então...

Toda a história é narrada pela Isabel, a irmã do meio, então ela é quem conhecemos melhor. Mas, em razão da mania dela de investigar a tudo e a todos e querer saber todos os segredos mais profundos de quem a rodeia, posso dizer que conhecemos bastante todos os membros da família.

Como eu disse, todos se amam muito, se preocupam uns com os outros, mas quando algo parece errado, ao invés de perguntarem o que há, uma grande investigação começa, com direito a escuta de telefone, perseguições em alta velocidade, suborno, manipulação, interrogatório, chantagem. Não se pode esperar muito de uma família que tem um estatuto para tentar controlar a empresa de investigação e a própria família, com regras próprias e únicas, como estipular o dia em que ninguém pode falar e toda a comunicação se dá por mensagens e bilhetes, por exemplo, ou a obrigação de um certo número de vezes em que uma investigação deve ser feita obrigatoriamente com disfarces.

Aprendemos com a Isabel que se sua própria mãe te chantageia, se intromete na sua vida, te segue para todos os lugares e coloca escutas no seu telefone, e seu pai mantem uma "sala de interrogatório" desde que você é criança, você tem um problema.

Isabel sofre com seus pais intrometidos, seu irmão perfeito que está sempre guardando algum segredo – que ela simplesmente precisa descobrir – sua irmã pentelha e manipuladora, e sua obsessão quando uma investigação começa, não conseguindo desistir dela nem mesmo se o cliente desiste. Acompanhamos alguns anos dessa família com o decorrer da série, e vemos por exemplo, como Mamãe Spellman adquire uma mania de querer que todas as conversas importantes sejam gravadas. Então sempre temos “transcrições” dos diálogos mais importantes – ou apenas de conversas durante consultas com o dentista, um advogado, terapeuta ou com o Henry (apesar de ele odiar! rs). Por falar do Henry, ele é um dos ‘agregados’ da família, um policial que conhecemos no primeiro livro, que ajuda em uma importante investigação e nos demais livros ganha bastante espaço. A falta de paciência dele com as excentricidades dos Spellman – principalmente Rae e Isabel – é uma das coisas mais divertidas da série.





O primeiro livro dessa série, o “The Spellman Files”, foi lançado no Brasil com o título “A Família Spellman”. O meu lamento é ainda não termos os demais livros por aqui – o primeiro nem é o melhor da série. Na verdade, é o mais fraquinho.




Uma boa notícia é que em breve será lançado o quinto livro da série, e eu já estou morrendo de curiosidade para saber como estará a vida deles depois de tudo o que acontece no quarto livro!!





The Spellmans, #1 – The Spellman Files
The Spellmans, #2 – Curse of the Spellmans
The Spellmans, #3 – Revenge of the Spellmans
The Spellmans, #4 – The Spellmans Strike Again
The Spellmans, #5 – Trail of the Spellmans
(Lançamento previsto para 2012)



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3 de novembro de 2011

Músicas que não me saem da cabeça: 'Michael Bublé - Haven't Met You Yet'

Fazia tempo que não postava música por aqui. Vou sanar isso deixando uma que eu gosto muito.
Eu adoro o Michael Bublé, e essa é uma das minhas músicas favoritas dele. É daquelas que eu ouço uma vez, outra, várias vezes seguidas, e não me canso dela.





I'm not surprised, not everything lasts
I've broken my heart so many times, I stopped keeping track
Talk myself in, I talk myself out
I get all worked up, then I let myself down

I tried so very hard not to lose it
I came up with a million excuses
I thought, I thought of every possibility

And I know someday that it'll all turn out
You'll make me work, so we can work to work it out
And I promise you, kid, that I give so much more than I get
I just haven't met you yet

I might have to wait, I'll never give up
I guess it's half timing, and the other half's luck
Wherever you are, whenever it's right
You'll come out of nowhere and into my life

And I know that we can be so amazing
And, baby, your love is gonna change me
And now I can see every possibility

And somehow I know that it'll all turn out
You'll make me work, so we can work to work it out
And I promise you, kid, I give so much more than I get
I just haven't met you yet

They say all's fair
In love and war
But I won't need to fight it
We'll get it right and we'll be united

And I know that we can be so amazing
And being in your life is gonna change me
And now I can see every single possibility

And someday I know it'll all turn out
And I'll work to work it out
Promise you, kid, I'll give more than I get
Than I get, than I get, than I get

Oh, you know it'll all turn out
And you'll make me work so we can work to work it out
And I promise you kid to give so much more than I get
Yeah, I just haven't met you yet

I just haven't met you yet
Oh, promise you, kid
To give so much more than I get

I said love, love, love, love
Love, love, love, love
(I just haven't met you yet)
Love, love, love, love
Love, love
I just haven't met you yet


***